Sexta-feira, 29 de Outubro de 2004

Os 3 estarolas

Marcelo, o comentador infalível, trave-mestra da razão e da lucidez nacional.

Gomes da Silva, o triste ministro, esquizofrénico e com mania de perseguição.

Paes do Amaral, o capitalista mentiroso.

Os dois últimos, coitados, estão queimados para os próximos tempos e só desejam é que outro escândalo rebente oportunamente, por aí, para ver se o país se distrai e os deixa em paz.

O primeiro - o único realmente esperto - faça o que fizer, vai ter os súbditos tugas, rendidos aos seus encantos, a levarem-no em ombros para onde quer que queira ir.

publicado por Boaz às 14:55
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Don't cry for me, Palestina

Yasser_Arafat

Fontes oficiais palestinianas revelaram na passada quarta-feira que Yasser Arafat - esse lobo ex-terrorista, mal disfarçado em cordeirinho político - está gravemente doente, tendo sofrido um colapso e ficado inconsciente por diversas vezes. Metade dos médicos do mundo árabe romaram ao seu quartel-general e descobriram que tem um grave problema sanguíneo.

A mulher, Suha, abandonou por instantes o exílio dourado em Paris e fez o frete de voltar à miserável Ramallah para rever o marido, ao fim de 4 anos de ausência.

A França, sempre na linha da frente do apoio à causa árabe - e não há causa árabe maior que o próprio Arafat - ofereceu-se para tratar o enfermo em Paris e o Presidente Chirac disponibilizou o seu avião oficial para o transporte.

Os caciques locais vão desmentindo que o grande líder esteja nas últimas e até pedem aos jornalistas para não divulgarem notícias que não sejam baseadas em informações oficiais, para não alarmar as hostes. (Vê-se mesmo que não percebem nada de Comunicação Social!) Mesmo assim, apressam-se a em manobras de bastidores, na eventualidade de o cordeirinho já não durar muito tempo e é certo que vai haver luta feroz pelo seu lugar.

A quem Arafat fizer alguma falta, que corra depressa para Paris, para doar sangue, um rim ou mesmo o coração, a ver se salva o homem. Por mim, sou sincero: que se apague de vez!

E se pensarmos que, apesar daquela bendita queda, ainda não foi desta que Fidel Castro se foi reencontrar com Che Guevara, o ocaso de Arafat até não era uma má alternativa. Sempre era menos um ditador que, como é apanágio dos ditadores, nunca se preocupou com outra coisa a não ser com o poder e a fortuna pessoal.

Nota: Para uma outra imagem de Yasser Arafat, mais exactamente do seu valor: 1.3 biliões de dólares, para ser mais preciso.

publicado por Boaz às 14:51
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2004

70000

É o número das vítimas mortais em Darfur, no Sudão. A última estimativa oficial das Nações Unidas era de 50000. Os refugiados são mais de 1,5 milhões.

Há cerca de um mês - na altura dos 50000 mortos - a ONU resolveu conceder, benevolentemente, ao amigável governo de Cartum, 30 dias para deixar de apoiar as milícias que massacraram aldeias inteiras no Darfur e para facilitar o apoio humanitário. Pouco ou nada foi feito: afinal, o número de vítimas aumentou bastante.

Esperamos que a ONU não aguarde que aos anteriores 50000 se acrescente mais um zero, para então fazer alguma coisa sem ser dar mais tempo aos assassinos para acabarem o trabalho.

Mais informação no blog Sudan: The Passion of the Present.

publicado por Boaz às 16:13
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2004

Um Michael Moore em versão gordurosa

supersizeme_finalposter.jpg

Um mês a enfardar (sim, não é simplesmente comer) fast-food no que é que dá? É esta a experiência relatada num novo filme-documentário que estreia esta quinta-feira em Portugal. Chama-se "Super Size Me - 30 dias de fast-food" e é da autoria de um tal Morgan Spurlock.

O filme conta-se em poucas palavras. O realizador resolveu passar um mês a comer apenas no McDonald's, desde os seus hamburgueres de toda a espécie, batatas fritas e sumos, até aos brownies, gelados e sundaes... O resultado foi o aumento de 11 quilos e graves problemas de fígado e tensão arterial.

A moda do filme-panfleto pegou e depois dos ataques do rei do género, Michael Moore, à gigante General Motors, aos fabricantes de armas e seus lobbies e a George W. Bush; o mau da fita é agora a McDonald's e a sua ementa. O filme, como as outras obras do género, pretende mostrar o lado perverso das multinacionais e neste caso, culpabiliza a McDonald’s pelo aumento de peso dos americanos.

É obvio que não me vou por do lado da McDonald's - eu nem sequer como carne e mesmo nos meus tempos de carnívoro raramente fui cliente da marca, simplesmente porque não quis - e não nego que o problema da obesidade é uma realidade gravíssima, mas na sua intenção de denúncia-choque, falta no filme um elemento essencial: a responsabilidade das pessoas nos seus actos.

Os seres humanos - na pessoa única do Sr. Spurlock - são tratados como pobres almas indefesas ao poder da McDonald's, como se não tivessem alternativa alimentar sem ser o fast-food e como se a decisão de não fazerem qualquer exercício físico, não fosse apenas sua. E quando se vê que a maioria dos clientes desse tipo de comida são crianças e jovens, onde está a responsabilidade dos pais na educação dos filhos, já para não falar no papel da escola na formação de bons hábitos?

Seremos todos tábuas rasas à espera de sermos talhados pelos grandes poderes, sem fuga possível? E estamos nós condenados a gramar com esta onda de pasquins maniqueítas em formato cinema que mostram o mundo como se fosse tão simples como o bem contra o mal?

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publicado por Boaz às 09:08
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Domingo, 17 de Outubro de 2004

Já não se pode dormir...

Neste país de polémicas comezinhas, o verniz quase estalou quando o semanário Expresso revelou que Santana Lopes se terá atrevido a passar pelas brasas após o seu primeiro debate no Parlamento.

Antes de ir assistir ao desfile da Moda Lisboa, o primeiro-ministro dormiu uma soneca para recarregar as baterias, depois do cansativo confronto verbal com José Sócrates. O gabinete do PM prontificou-se a desmentir a notícia de primeira página do Expresso.

Quando tanta gente acusa Santana de incompetência (no mínimo), se calhar estas sornas "à espanhola" até o podem ajudar a ter melhores ideias para comandar este nosso "Rectângulo". E com a maior produtividade esperada - dizem os especialistas - lá dá o seu empurrãozinho para cumprir o défice.

publicado por Boaz às 21:28
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2004

"El Dorado" Portugal

Ontem fui fazer umas compras a um supermercado aqui da terrinha. Quando cheguei, estacionado em frente da entrada, estava um autocarro de turismo.

Dentro do supermercado, uma multidão, como eu nunca tinha visto no local. Estrangeiros, que falavam uma língua estranha. Não eram ucranianos, nem romenos, porque não dava para entender nem uma palavrinha do que diziam e o sotaque era estranho. Depois acabei por descobrir que eram húngaros...

Quando acabei as minhas compras, deparei-me em todas as caixas, com filas de gente com carros atafulhados de coisas banais: sacos de rebuçados, pacotes de maços de lenços de papel, rolos de cozinha, pacotes de leite achocolatado e acima de tudo, muitas garrafas de vinho do Porto.

Uma fúria consumista só possível em gente que vem de uma terra onde a escassez já se fez sentir. E a fúria era tanta que quando foram para o autocarro, alguns até levavam os cestos de transportar as compras a pensar que eram "oferta da casa" e enchiam os seus sacos com outros sacos de compras.

Não deixa de ser irónico que num tempo em que tantos portugueses se lamentam com a crise, outros se embriaguem com a nossa abundância.

publicado por Boaz às 17:52
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2004

Israel, o bicho-papão dos Árabes

Há uns dias, nas minhas pesquisas de notícias sobre o Médio Oriente na Internet, deparei-me com um artigo de opinião no diário saudita em língua inglesa Arab News. É verdade que, sendo um jornal saudita, não se pode esperar grande coisa, jornalisticamente falando, mas na verdade já lá tenho lido algumas notícias num tom que deixa o "liberalismo" da Al-Jazeera a milhas.

Da autoria de Hassan Tahsin e intitulado «Perigo da presença israelita no Iraque», o artigo espelha bem a ideia da "conspiração sionista" que anda por aí a fazer tremer o Mundo e que, para a generalidade dos Árabes - sem excepção das suas elites letradas, antes pelo contrário - é a base de todo o mal que acontece naquelas bandas. Aliás, tal ideia nem é de admirar, com a quantidade de exemplares dos «Protocolos dos Sábios de Sião» que por lá se vendem e com os currículos das escolas...

Segue-se a tradução do dito artigo, publicado em 6 de Setembro.

«Na década de 1940, as forças britânicas na Palestina permitiram aos gangues sionistas ocupar a Palestina. Isto resultou no estabelecimento do estado racista israelita que expulsou milhares de Palestinianos da sua terra e os transformou em refugiados.

A História, devemos temer, está a repetir-se. O Iraque está em perigo de lhe acontecer o mesmo.

Perguntamo-nos se as forças da coligação que invadiram o Iraque sem razão abriram a porta à imigração judaica no Iraque. Estarão eles a tentar criar um Estado judeu no norte do Iraque que é uma área rica em recursos naturais? Será esta a realização do sonho sionista de criar um Estado judaico do Nilo ao Eufrates? Tudo isto surge nos calcanhares da decisão israelita de forçar os Palestinianos que ainda restam para fora da sua terra, para nunca se estabelecer um Estado palestiniano e desafiar todas as iniciativas de paz.

Aqueles que seguem o que acontece no Iraque verão que Israel tem uma mão no país. A Mossad, os seus serviços secretos, tem muitos centros de operações em Bagdade e nas maiores cidades do Iraque; o seu trabalho é organizar actividades terroristas para garantir que o Iraque permaneça instável. Oficiais da Mossad também supervisionaram a tortura de prisioneiros iraquianos, uma vez que têm ganho tanta experiência na tortura dos seus prisioneiros palestinianos.

Esta informação deriva não de fontes árabes, mas americanas apoiadas em documentos. Uma presença israelita no Iraque é injustificada. Israel tem trabalhado a fundo para escalar os problemas entre o Iraque e a América. O alvo principal não é livrar-se de Saddam. As forças da coligação poderiam ter acabado com Saddam se assim o quisessem, após a guerra para libertar o Kuwait. Contudo, não o fizeram, escolhendo manter Saddam no poder e usá-lo como desculpa para permanecer na região. A principal razão para a recente invasão do Iraque foi destruir o exército e dividir o país em vários pequenos estados. Esta situação trágica é um verdadeiro convite para Israel entrar e usá-lo para alcançar os seus sonhos.

Porque invadindo o Iraque era primeiro que tudo benéfico para Israel, o Estado judaico jogou um importante papel mantendo a presença nas instituições decisórias do Ocidente, particularmente nos Estados Unidos, até à invasão. Seymour Hersh num artigo no The New York Times em 21 Junho escreveu: Existe uma forte presença israelita no Curdistão que pretende construir um forte exército regional curdo, capaz de equilibrar a crescente influência iraniana no Iraque e também equilibrar a milícia sunita do Baath no país. Os Curdos também serão usados para realizar operações na Síria e no Irão, de forma a destabilizar ainda mais a situação. Isto faz parte da preparação do estabelecimento de um Estado curdo independente que inclua todos os Curdos do Iraque, Irão, Síria e Turquia.

Uma vez sucedido, o caminho para o controle israelita do Iraque estará aberto; os Israelitas estarão prontos para fazer a guerra e chamar-lhe a "Segunda Guerra de Libertação" - com a primeira a ter sido a guerra que eles travaram para tomar a terra palestiniana. A penetração israelita no Iraque devia levantar o aviso de que a tragédia da Palestina se repita; isto seria inaceitável para todos. É uma ameaça à paz internacional e eleva o nível de perigo consideravelmente. O próprio Israel é a ameaça real à paz internacional.»

Só para acabar: desconfio que este tal de Hassan Tahsin também é daqueles que acredita que os Judeus foram avisados dos ataques de 11 de Setembro e que, por isso, ficaram em casa nesse dia... Ah, e que tudo aquilo foi obra da Mossad.

publicado por Boaz às 16:05
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2004

Entre a batalha-naval e a Miss Universo

O primeiro debate entre os candidatos às próximas eleições presidenciais americanas, George W. Bush e John Kerry, teve lugar ontem, em Miami. O encontro foi dominado pelas questões da política externa, com o Iraque, obviamente, no centro das atenções.

Se alguém pensava em algo animado, coincidente com o espectáculo habitual que costuma caracterizar as campanhas eleitorais na América, ficou decerto desapontado. Nos tempos que atravessamos, em que o Mundo olha para as próximas eleições nos EUA quase como uma decisão entre a salvação messiânica - somos uns sonhadores... - ou a confirmação do desastre, esperava-se que o encontro pudesse ajudar a afundar Bush e levar Kerry para a frente das sondagens. Bastava a Kerry provar aquilo que para a maioria dos não-americanos é claríssimo: que ele é, no mínimo, mais inteligente que o actual presidente americano.

O debate foi tão morno e tão pouco apelativo (sobretudo mediaticamente), que não tenho a certeza que isso ficou claro para os americanos. E nós sabemos que eles são um bocado míopes nestas coisas de política...

A tarefa de Kerry também não era a mais fácil - a George Bush bastava aguentar-se, o que conseguiu, pois era Kerry quem tinha de "atacar" - e as regras do encontro serviam mais para disfarçar as debilidades mediáticas do texano, que para mostrar as verdadeiras capacidades de ambos.

Em directo na Euronews, na emissão da 2: - à mesma hora de uma excelente mini-série policial inglesa na TVI, bolas! - assistiu-se a pouco mais do que um sonolento monólogo com dois participantes. Um jogo de batalha-naval: ora atiras tu, ora atiro eu. As perguntas eram dirigidas a um dos candidatos, alternadamente, que tinha apenas 2 minutos para responder. O opositor dispunha depois de 90 segundos para contrapor e o primeiro podia defender-se em mais 30 segundos. Para assegurar o "timing", a cada momento havia 3 luzinhas que assinalavam o passar do tempo. A última era vermelha, sinal inequívoco de "time-out".

Kerry, é certo, mostrou-se mais solto no discurso, parecendo não ter tanta dificuldade em expressar as suas posições sobre os assuntos, apesar das várias argolas onde tem enfiado o pé, com algumas incoerências que se têm descoberto entre o seu discurso e a sua acção (em especial no dossiê iraquiano). Várias vezes Bush se mostrou visivelmente atrapalhado com a maior desenvoltura do opositor e, apesar da sua habitual pobreza de discurso, explorou as fraquezas de John Kerry e lá se foi safando aos seus dardos.

Para evitar que o público percebesse a diferença de altura entre os dois - Kerry é um bocado mais alto e na era mediática isso também conta - os candidatos raramente apareciam no mesmo plano de imagem e ainda estavam afastados vários metros um do outro. Ao contrário de debates em campanhas anteriores, as regras ditavam que nenhum podia levar sapatos de salto alto.

George W. Bush manteve a sua tendência para a piadinha e os sorrisos, enquanto o candidato democrata se mostrou mais sério. Até houve lugar para o elogio mútuo! Questionados sobre os pontos positivos que destacavam no adversário, Bush - verdadeiramente espantado com a pergunta - lá destacou os anos de serviço que Kerry dedicou à nação e o seu exemplo de pai e que as filhas de Kerry são amigas das filhas de Bush (que lindo, depois daquilo, devem ter ido todos tomar um cházinho em família!). Aparentemente, não encontrando nada para destacar do presidente, Kerry dirigiu os seus carinhos para a mulher, Laura: «uma excelente Primeira Dama». Viva a cordialidade.

Tanto Kerry como Bush se comportaram como se fossem no desfile de Miss Universo, cheios de desejos para a paz mundial e é obvio que ambos tinham de terminar com um tão americano "God bless America".

Ainda faltam mais dois debates até às eleições. Se a lista de regras se mantiver, vamos ouvir mais do mesmo, e não creio que os americanos, pelo menos os indecisos, consigam ver as diferenças entre os concorrentes à Casa Branca. O risco é ficarmos todos a perder.

publicado por Boaz às 17:04
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Clara Mente aberto

Ainda não há muito tempo, não tinha qualquer ideia do que era um blogue. Quando soube que tal coisa existia, o meu interesse também não foi assim tão grande. Mas, nisto como noutras coisas, o desinteresse deriva apenas do facto de não se conhecer o assunto. Bastou saber que um grupo de amigos mantinha um blogue, o 100 Papas na Língua, para eu encontrar um novo interesse e passatempo. Depressa quis entrar no grupo de "articulistas" do 100 papas.

Durante vários meses colaborei com o dito blogue, entusiasmado com a ideia de expressar ideias e poder receber, quase imediatamente receber o feedback. Até chegar o momento em que achei que devia seguir um caminho diferente, num local mais "meu".

Aí decidi abrir o Clara Mente. Não tenho grandes pretensões com este local. Até porque não sei o que hei-de esperar desta experiência. Apenas posso garantir que não me faltam interesses: desde a política portuguesa à internacional, da ecologia à religião - em particular a judaica, claro.

Não tenho intenções de ser um escravo deste lugar, pelo que não prometo uma frequência de escrita diária. Nem a minha disponibilidade para estar online o permite nesta altura.

Como pessoa independente que sou, não terei o mínimo problema em expressar as minhas opiniões sobre o que quer que seja. Qualquer coisa que escreva (excepto quando citando outrem) será sempre a minha opinião pessoal. Não sou embaixador de ninguém nem de nada a não ser de mim mesmo.

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publicado por Boaz às 04:45
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