Terça-feira, 24 de Maio de 2005

O estado de graça e o regresso à vidinha

Acabou-se a magnífica viagem até Jerusalém. Nas primeiras conversas com a malta lusitana confirma-se a ideia de que entre nós se olha para aqueles lados como se da Tchetchénia se tratasse. "Então não está tudo destruído?" é uma pergunta frequente. Confirma-se que os nossos media têm um olhar muito míope da região e o povo, coitado, segue a mesma miopia.

Não estive lá como turista, nem como peregrino. Excusei-me ao stress de turista de querer conhecer tudo e tirar fotografias à japonesa. Fui lá para sentir a vida da cidade e do país. Sentir o espírito das pessoas e como lidam com a situação, especialmente agora que as coisas parecem estar a melhorar.

Ainda estou num estado de graça. Foram apenas 11 dias em Jerusalém - para o Pedro Paixão também e ele acabou por escrever um livro... - mas foram mais marcantes do que apenas um punhado de dias numa vida. (Que poético. Não parece nada meu, mas eu também não costumo regressar de Jerusalém todos os dias). Foram apenas 11 dias, mas ainda tenho de me habituar a falar e ouvir, e a ver os sinais das ruas e os nomes das lojas, em português. Em vez de hebraico, árabe e inglês. (re)Entrar na homogeneidade portuguesa, deixando a variedade alucinante que são as gentes de Jerusalém.

Depois do jet-lag - eu sei que são só duas horas a mais, mas experimentem passar quase 7 horas em dois aviões e ter de ir para o aeroporto com 3 horas de antecedência, sem antes terem dormido uma boa noite de sono -, vem o regresso à vidinha. Especialmente, a retoma na procura de emprego.

PS - Demorei 6 anos a voltar a Jerusalém. Não quero demorar o mesmo tempo até à próxima vez.

publicado por Boaz às 17:21
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2005

Petra Hostel - a casa dos viajantes

Na Cidade Velha de Jerusalém

A melhor vista da Cidade Velha
Do telhado da Petra Hostel - onde também se pode dormir, tem-se a melhor vista sobre a Cidade Velha. Frente ao Monte do Templo, muito perto da Igreja do Santo Sepulcro.

 

Quando estive em Jerusalém em 1999, fiquei hospedado na Petra Hostel, um dos mais antigos - e, de certeza o mais carismático - hotel da cidade. Desta vez, também escolhi a velha pousada, situada entre a Porta de Jaffa e o mercado árabe, mesmo em frente à Cidadela de David.

É um sítio curioso, abrigo para longo prazo de imigrantes recentes ou visitantes de mochila às costas. As instalações são hoje espartanas, longe do requinte que existia quando aqui passaram Agatha Christie e Mark Twain. O local tem uma certa aura hippie decadente, num ambiente relaxado e familiar.

Na recepção, a presença mais habitual é Gabriel, um afro-americano rastafari de poucas falas, vestido com robes coloridos e lenço a condizer. Há 11 anos que deixou o Connecticut e fez de Petra a sua casa, onde agora vive com Dagmar, uma ex-turista checa da mesma onda que ele.

É fácil meter conversa com os outros hóspedes - são hoje menos que no passado, é certo - com quem se pode partilhar a comida ou o tabaco e se arranjam desculpas para festejar. As festas da Petra Hostel chegaram a ser lendárias. Apesar da minha timidez habitual conheci, nestes 11 dias, um magnífico leque de gente interessante.

A primeira foi Lisa, uma australiana de 21 anos, em Israel de visita à família e que aproveitou para passar uns dias em Jerusalém. Graças a ela descobri a maravilha viciante das sementes de girassol, a versão local da nossa pevide.

Daniel, um americano da Pensilvânia, ex-estudante numa yeshiva (escola rabínica), que passara os últimos cinco meses a pastar cabras em Nablus, no norte da Cisjordânia. A combinação perfeita para fazer dele um místico. No dia seguinte a ter metido conversa com ele, fomos - eu, ele e Lisa - ao mikve (local de banho ritual judaico) mais sagrado que Daniel conhecia. O mikve dos Reis David e Salomão, na antiga Cidade de David, onde a água brota numa gruta da montanha. Na gruta, escura e estreita, só conseguimos mesmo molhar os pés, receosos da chegada iminente de um grupo de turistas que ultrapassámos no caminho entre as escavações arqueológicas.

Ao terceiro dia, assim que cheguei da minha segunda visita ao Yad Vashem (sete horas não chegaram), encontrei-o de malas feitas, à porta da pousada. Tinha conseguido um bilhete de avião para Nova Iorque a um preço especial, e voltava para casa algumas semanas mais cedo. Não estava certo que fosse a decisão correcta. Eu, apesar de me custar ver partir tão cedo aquele novo e especial amigo, ajudei-o a levar as pesadas malas e um shofar para a Estação Central de Autocarros. Nunca conseguiria sozinho, tal era a quantidade de bagagem. Mais o shofar. Num restaurante da Gare, dividimos uma lafa (espécie de pão espalmado) com falafel, acompanhada de histórias de vida.

Ariana, canadiana com ar hippie, a típica andarilha de mochila às costas, há quase um ano que percorria a Europa e o Médio Oriente. Portugal foi mesmo o seu primeiro destino, depois da chegada a Paris. Umas semanas em Malta e na Grécia, um mês no Egipto e passagens pela Roménia, Croácia, Bósnia e Bulgária. De Israel foi para a Turquia e daí planeava apanhar um autocarro para Viena e a um festival de música em Nuremberga. Antes de regressar a Montreal, onde apenas iria para ganhar dinheiro para uma nova viagem.

A mais cómica das pessoas que encontrei foi Sarah, uma jovem podologista (especialista em saúde dos pés) de Melbourne. Animou as conversas com o relato da sua visita a Masada e ao Mar Morto, na companhia de três monges ortodoxos ucranianos, num mini-bus com música hip-hop em altos berros. Imagine-se três austeros monges ao lado de uma loura divertidíssima ao som das batidas libidinosas de Black Eyed Peas em "full blast", a cruzar a Cisjordânia às 3 da manhã.

Da caricata viagem Sarah guardava como mazela um joelho inchado - um mau jeito dado na subida a Masada. Dez dias de descanso, receitaram-lhe numa consulta de hospital que lhe custara 1200 NIS (mais de 200 euros).

Sebastién, o tímido francês, que incrivelmente trabalha como segurança de uma loja em Orléans, que mal fala inglês, presenteou os novos amigos com um pequeno-almoço gaulês: croissants. É difícil imaginar como uma pessoa tão atrapalhada conseguiu chegar sem sobressaltos a Jerusalém - e como o fará no resto da sua passagem por Israel e o Sinai.

De início teve a providencial ajuda de Yuval. Este teria sido, sem dúvida, um génio renascentista, dados os seus múltiplos talentos. Jornalista israelita, casado com uma mórmon do Utah, freelancer para o Haaretz e a edição israelita da National Geographic Travel, para a qual estava a preparar uma reportagem sobre o regresso dos turistas às pousadas de Jerusalém. Amante de música - magnífico cantor e tocador de guitarra, e de poesia - recitava um poema apropriado em qualquer ocasião, fluente em hebreu, inglês, francês, finlandês e espanhol. O melhor guia para o "Death Tour", o "Passeio da Morte", pelos principais túmulos antigos de Jerusalém, por ter nascido na cidade, apesar de ter passado muitos anos em Boston e viver hoje em Tel Aviv.

Custa-me deixar este local, mesmo depois de todos estes companheiros já terem deixado a Petra Hostel. Resta, por mais uns dias, Tatiana, a imigrante de São Petersburgo, há três anos em Israel mas sem congueguir ler ou escrever hebraico. Resta-me a lembrança destas figuras curiosas que, se mais não fosse preciso, fariam esta curta viagem valer bem a pena.

Guardo-os a todos. Lembrei-me de todos quando deixei, esta tarde, um papel com uma prece numa brecha do Muro Ocidental.

publicado por Boaz às 23:14
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Domingo, 15 de Maio de 2005

Pequenos sinais

 

Na Cidade Velha de Jerusalém
 
Em Jerusalém, tal como no resto de Israel ou nos Territórios Palestinianos, a maioria das coisas significa muito mais do que aparenta. Esta cidade está cheia de pequenos sinais que demonstram isso mesmo. Apesar da aparente (aparente até quando?) calmaria, as divisões são imensas e mantém-se vivas, mesmo discretamente.
Os sinais das ruas, em qualquer lado da cidade, estão escritos em hebraico, árabe (línguas oficiais) e inglês (semi-oficial). No Bairro Judeu da Cidade Velha, os nomes em árabe - em todas as ruas, sem excepção - foram cobertos com grafitis ou autocolantes. Como não se pode “apagar” o adversário, apagam-se as suas referências. “No Arabs, No Terror”, ostentam alguns autocolantes.
Nos bairros muçulmanos as tabuletas das ruas estão mais ou menos intactas, mas por vezes encontram-se toscos grafitis de Estrelas de David riscadas. Ali, exemplos daquilo que poderá ser visto como provocação israelita abundam. Há poucos militares nas ruas, mas há três pequenas esquadras da polícia estrategicamente localizadas em “pontos quentes”. A tropa só vigia permanentemente a entrada da Esplanada das Mesquitas/Monte do Templo. Tanto impede o acesso de homens com menos de 45 anos para as orações de sexta-feira, como, em qualquer dia, a de judeus nacionalistas que querem aceder ao local do antigo templo. Receiam-se ataques contra as mesquitas, que alguns extremistas crêem que apressariam a vinda do Messias. Recentemente estabeleceram-se na zona islâmica várias instituições judaicas, patrocinadas muito provavelmente por benfeitores americanos: uma yeshiva (academia rabínica) e uma sinagoga.
Uma das questões que mais tem exaltado os ânimos é recente compra, por parte de uma organização judaica, de dois edifícios pertencentes ao Patriarcado Grego Ortodoxo. Traição, é como os palestinianos descrevem o sucedido.
Na Ben Yehuda, uma animada rua pedonal da Cidade Nova, há cartazes nas lojas a dar as boas vindas e anunciam “descontos para turistas corajosos”. Por todo o lado, nas casas, nos carros, há bandeiras israelitas - o Dia da Independência já passou, mas as bandeiras continuam. Algumas estão acompanhadas de fitas cor-de-laranja, sinal de que ali se é contra o plano de retirada de Gaza, que será implementado dentro de alguns meses. Aqui, as ideias políticas mostram-se às claras.

Na zona sul, a meio caminho entre a Cidade Velha e Belém: a Floresta da Paz. O local é realmente idílico, onde as famílias passeiam nas tardes de Sábado. Judeus de Talpiyyot, Árabes de Jabel Mukhabar. A vista próxima, no entanto, engana. A norte, para lá do vale, a Cúpula do Rochedo, colada ao Muro Ocidental, o maior centro das discórdias. Para leste, serpenteando sobre as colinas poeirentas do Deserto da Judeia, outro muro. Se separação ou de segurança, dependendo da perspectiva. Erguido pela violência, causador de mais violência. Só as gralhas divertidas e barulhentas, à cata de restos de comida nos caixotes, ou os lagartos que correm sobre as pedras, conseguem dar um ar de normalidade ao local. Logo ao lado, uma base da ONU lembra que aquele sítio é vigiado por outros olhos...

Os sinais de que as coisas não vão bem são bastantes, mas também se notam -discretos, é certo - outros que traduzem esperança. Crianças árabes cumprimentam os turistas com um “hello” e um sorriso. Quando não obtêm resposta imediata, presumem que o turista é afinal um israelita e repetem o gesto com um “shalom” e o mesmo sorriso. OK, algumas fazem-no e logo correm a pedir uma moeda. Outras - a maioria, quero acreditar -, fá-lo porque, cansadas da guerra, apenas desejam sentir-se um pouco mais normais.

publicado por Boaz às 07:36
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2005

Desconfiança em nome da segurança

Na Cidade Velha de Jerusalém

 
Quase 24 horas depois de ter saído de casa, estou em Jerusalém. Cheguei a pensar que não conseguia. Após uma noite sem dormir, no Aeroporto de Madrid - o voo de Lisboa chegou às 22 horas e o avião para Tel Aviv foi só às 8:35 - em que aproveitei para pôr a escrita e a leitura em dia, e um voo de quatro horas até Israel, fui "apanhado" pela segurança no aeroporto. Logo a saída do avião fui abordado por dois agentes da polícia.
Queriam saber porque estava em Israel. Turismo, não lhes parecia uma boa razão. Não ter uma reserva de hotel parece que ainda piorou mais a pintura. Expliquei-lhes que a oferta de hotéis israelitas nas agências de viagem em Portugal é muito limitada, já que este país não é um destino muito popular para portugueses. Ter vindo sozinho, não conhecer ninguém no país e não ter, no momento, um trabalho fixo, só fez aumentar a desconfiança. Um candidato ideal para shahid?
Fui levado para uma carrinha da polícia, onde me revistaram. "Am I being deported or what?" (ou seja "Estou a ser deportado ou o quê?") - perguntei a um agente. Fez uma cara estranha. Admito que "deportado" seja uma palavra sensível em Israel.
Minutos de espera enquanto conferenciavam em hebraico - que atrasado estou nas minhas aulas: só percebi umas palavrinhas aqui e acolá. Mais uns agentes que se juntam e todos conversam. O chefe de segurança do aeroporto é chamado - até o chefe! - e também faz as suas perguntas, as mesmas que os outros fizeram. Recebe as mesmas respostas. Só tive de ficar tranquilo, afinal as minhas intenções são as melhores e mostrar nervosismo iria comprometer definitivamente a situação.
As coisas melhoram e sou levado ao controlo de passaportes. Se é assim, devo ser admitido no pais, penso, se não, nem saía da zona internacional. Recebo o carimbo, mas a saga ainda não acabara.
Mais uma agente, mais umas perguntas repetidas. Vou recolher a bagagem na esperança que não a tenham confiscado e até feito explodir, por ter andado às voltas no tapete rolante, sem ninguém a reclamar. Lá estava, sossegada, já fora do tapete. Tive de a levar de volta a agente anterior, que ficara com o meu passaporte. Ainda posso ter de ir à revisão de bagagem. Outra agente - nova no serviço, diz-me - leva-me à sala de buscas, onde várias pessoas têm de esvaziar as suas bagagens. Lá, o chefe de segurança reconhece-me e diz-lhe que está tudo bem comigo, não preciso de ter a mala revistada. Estou safo. A agente-nova-ao-serviço acha que tive sorte. Com a minha curiosidade jornalística pergunto-lhe se episódios destes acontecem frequentemente. "A toda a hora", diz-me.
Não foi uma situação agradável, mas entendo-a perfeitamente. As ameaças são demasiado graves para que se deixe passar qualquer situação menos clara.
Dois autocarros depois - sim, andei de autocarro em Israel! - e eis-me em Jerusalém. À saída da Gare Central de Autocarros de Jerusalém, mais uma passagem pelo raio-X. A segurança também aqui é apertada. Há agentes com rádios de polícia em todas as paragens de autocarro. Consegui vaga numa pousada da Cidade Velha, a mesma onde estive há seis anos. A primeira coisa que fiz ao chegar ao quarto foi tomar um banho. Comi qualquer coisa e sentei-me a falar com outros hóspedes. Apesar de desejoso para andar pela cidade, em especial chegar ao Kotel, estava demasiado cansado.

Foram muitas emoções para um único dia. Há anos que não me deitava antes das 10 da noite. Ainda mal me tinha deitado, recebi um telefonema da minha mãe, preocupada em saber se tinha arranjado onde ficar. Pouco depois, o estourar do fogo de artifício. Começou a festa do Dia da Independência.

publicado por Boaz às 08:06
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Quinta-feira, 5 de Maio de 2005

Lembrar - pelos mortos, os vivos e toda a Humanidade

"Uma crença, mais do que qualquer outra (para citar uma frase de Isaiah Berlin) é responsável pelo massacre de indivíduos nos altares dos grandes ideais históricos. É a crença de que aqueles que não compartilham a minha fé - ou a minha raça ou ideologia - não partilham da minha humanidade.

Na melhor das hipóteses, são cidadãos de segunda classe. Na pior, são privados da santidade da vida. Eles são os condenados, os descrentes, os infiéis, os não redimidos; eles encontram-se fora do círculo da redenção. Se é a fé o que os torna humanos, então aqueles que não têm a minha fé são um pouco menos do que humanos.

Desta equação vieram as Cruzadas, as Inquisições, as jihads, os pogroms, o sangue do sacrifício humano derramado através dos tempos. Dela - da substituição de raça por fé - veio o Holocausto."

Rabbi Jonathan Sacks, Uma Letra da Torá

Pilha de sapatos. Auschwitz
Despojos da barbárie

Hoje, de acordo com o calendário hebraico (26 de Nissan) é o Yom HaShoa (יום השואה), o Dia do Holocausto. Em Israel é dia de luto. Todo o entretenimento público encerra. Às 10 da manhã tocam as sirenes durante dois minutos em todas as cidades. O trânsito pára. As pessoas param.

Na Polónia, centenas de jovens israelitas e polacos realizam a "Marcha dos Vivos", percorrendo a pé os mais de dois quilómetros que separam Auschwitz - o campo de concentração - e Birkenau - o campo da morte, das câmaras de gás.

Em nome dos mortos, dos sobreviventes e para que jamais, em qualquer parte do mundo, o genocídio seja permitido.

publicado por Boaz às 16:47
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Terça-feira, 3 de Maio de 2005

Viagem ao centro do Mundo

Jerusalém, no centro do Mundo
Representação medieval do Mundo.
Jerusalém aparece ao centro, na confluência de três continentes.
Mapa de Heinrich Bünting, de Itinerarium Sacrae Scripturae. Magdeburgo, Alemanha, 1581.

De hoje a uma semana (dia 10 de Maio) parto para uma viagem a Israel. Apesar de ir por razões turísticas (e obviamente também sentimentais), confesso ainda que tenho uma grande curiosidade jornalística. Não tenho nada de concreto planeado, a não ser passar a maior parte do tempo em Jerusalém.

Se tiver oportunidade, irei escrever alguns posts para o Clara Mente. Temas não hão de faltar, com certeza, nem net-cafés onde aceder à rede. Logo se vê. Não faço questão de ser um escravo do blog... Se não, "adeus e até ao meu regresso".

Dia 22 ainda chego a horas de almoçar no "Rectângulo".

publicado por Boaz às 23:48
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