Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Viver na lista negra

Maale Mikhmash, o colonato a 10 quilómetros a noroeste de Jerusalém onde passei o último Shabbat, é um lugar aparentemente tranquilo. A pequena comunidade, situa-se num desvio a algumas centenas de metros da Estrada 60, a via que atravessa as montanhas da Samaria e liga Jerusalém a cidades como Nablus ou Jenin e continua até Nazaré (a original). Numa área semi-desértica, Mikhmash é tórrido no Verão e frio e no Inverno. No alto de uma montanha, o vento é presença todo o ano.

Isolada, tem como vizinhos mais próximos a vila árabe de Mukhmas – a semelhança dos nomes não é coincidência. Para sudeste, vêem-se dois núcleos suburbanos de Jerusalém: Pisgat Zeev e Neve Yaakov. A ocidente, na crista das montanhas da Judeia, estende-se a cidade de Ramallah, sede da Autoridade Palestiniana. Ao longe, mais para norte, o colonato de Rimonim, ainda mais isolado. Não muito longe, a oriente, estende-se o vale do Jordão.

Aqui habitam poucas centenas de famílias. As ruas são quase desertas durante qualquer dia da semana e, no Shabbat nenhum carro cruza o local. Com uma excepção apenas: o carro da segurança. Segurança é uma palavra muito discutida e uma preocupação quotidiana na vida de Mikhmash.

Até há poucos anos, Maale Mikhmash era uma alternativa aos altos preços das casas e do bulício de Jerusalém. Havia planos para estender o povoamento. Novos bairros, montados de início apenas com caravanas, deveriam ser organizados com vivendas simpáticas rodeadas de pequenos jardins.

A retirada de Gaza, em Agosto de 2005, e os posteriores planos do governo de Ehud Olmert de entregar mais terras aos Palestinianos, instalaram a incerteza em Mikhmash, assim como na maioria dos outros colonatos. Maale Mikhmash, Rimonim e muitas outras comunidades isoladas foram incluídas na "lista negra" de possíveis áreas a entregar aos Palestinianos.

Como consequência da mudança de política, a maioria das obras foi cancelada. A já longa paragem na construção de uma nova sinagoga e centro comunitário, só com as paredes exteriores, é um sinal da situação de paralisação que se vive na comunidade. Não se permite a construção de novos bairros, apenas a construção de casas particulares. E casas novas, dada a situação de incerteza em relação ao futuro, são poucas as que se vêm em construção. Poucas são as novas famílias que, por agora, apostam no futuro em Mikhmash. Por enquanto, um dos poucos sinais de construção é a renovação de uma pequena sinagoga.

Mesmo noutros colonatos mais desenvolvidos, a paragem das obras também é a regra. Na região de Gush Etzion, a sul de Jerusalém, mesmo sendo uma área considerada dentro da cintura urbana da capital e que se pretende incluir no seu território municipal, os planos também foram alterados. A expansão para norte do grande colonato de Efrat está parada. O projecto de unir Elazar e Alon Shevut, numa extensão de menos de dois quilómetros, no vale que separa as duas localidades, regressou ao fundo da gaveta. Planos para aumentar a selecta colónia de Alon Shevut, onde a maioria dos habitantes são famílias americanas que vivem em belas vivendas com jardins bem cuidados, e onde a procura de casa é grande, também estão em stand-by.

Ninguém sabe bem qual será o futuro. A situação em Gaza não transmite muita confiança nas negociações entre as partes. Entregar mais territórios, ainda mais na cercania de Jerusalém, é arriscar-se a transferir para a capital a desesperada situação de Sderot, bombardeada diariamente há mais de 7 anos pelos mísseis Qassam lançados de Gaza.

publicado por Boaz às 21:55
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Provocartoon

A polémica começou em Setembro de 2005, quando o jornal dinamarquês Jyllands Posten teve a ousadia de publicar uma série de caricaturas com elementos islâmicos. Algumas fazendo a ligação directa entre o Islão e o terrorismo. Na altura a publicação passou despercebida a nível internacional. Em Janeiro do ano seguinte, estalou em vários países islâmicos uma onda de motins e protestos anti-dinamarqueses, que resultaram na morte de várias pessoas.

A caricatura mostrando o profeta Maomé com um turbante-bomba foi o que mais incendiou as massas islâmicas. A ousadia dinamarquesa manteve-se na atenção do público em inúmeros países muçulmanos. Vários apelos à vingança foram proferidos por diferentes autoridades religiosas, em especial iranianas. Os alvos principais: os próprios caricaturistas dinamarqueses.

Na semana passada, a polícia dinamarquesa descobriu um plano para matar um dos ousados cartoonistas, operado por três jovens de origem magrebina. Vários dos autores dos cartoons e respectivas famílias, viviam sob segurança policial especial, desde que estalara o escândalo, mudando de residência com frequência.


Dinamarca vs. Paquistão
(Imagem recebida através do boletim “Notícias da Rua Judaica - 17/02/2008”)

Em resposta ao plano de ataque do islamismo radical contra a liberdade de expressão dinamarquesa, um conjunto de 12 jornais dinamarqueses republicaram os cartoons da polémica. O governo dinamarquês naturalmente, nada pode fazer. A não ser esperar a repetição da onda anti-dinamarquesa. Criticar a publicação seria um inaceitável ataque à liberdade de expressão. Um aperto de mão aos terroristas.

Num caso em tudo idêntico, o governo holandês teve uma atitude diferente. A eminente emissão de uma curta-metragem do realizador holandês Geert Wilders, no qual o Alcorão, o livro sagrado do Islão, é comparado com Mein Kampf, o livro da autoria de Hitler que concentra a sua ideologia, as autoridades holandesas depressa se desmarcaram da infâmia. Tentam por todos os meios impedir a transmissão do filme.

Ainda antes da estreia da curta-metragem, líderes islâmicos iranianos e sírios, assustaram a Holanda com as “terríveis consequências” que poderão advir para o país, pela ousadia de um dos seus cidadãos.

Não digo que sejam legítimos, estes meios de crítica ao Islão radical e terrorista. Apoiam-se convenientemente no direito de liberdade de imprensa e de expressão que imperam – e ainda bem – nas democracias ocidentais. Mas a violenta resposta islâmica só prova que o lado mais certo da balança não está do lado dos seguidores de Maomé.

publicado por Boaz às 21:56
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Sinistra trupe

Fidel, Ahmadinejad e três palhaços latino-americanos. Todos armados em justiceiros e redentores dos pobres. A imagem diz “Aliança pela Justiça”. A verdade é que em nenhum dos países governados por estes senhores se vive num estado de justiça.

A Venezuela há décadas que vive numa situação de enorme divisão social. Nada de novo para a América Latina. Os multimilionários e os miseráveis, lado a lado. Apenas com os altos muros dos condomínios privados e os vidros fumados dos carros topo-de-gama a separá-los. A promessa de Hugo Chavez de instaurar a justiça está longe do horizonte da Venezuela. A mentira chavista continua a enganar os ingénuos venezuelanos. Porém, a derrota num referendo recente parece ter furado as pretensões de eternidade de Chavez.

Ahmadinejad, o anão iraniano com aspirações nucleares, tomou como missão pessoal a eliminação de Israel do mapa. Os seus berros anti-Israel, a conferência de negação do Holocausto e outras demonstrações do seu elevado nível intelectual, são páginas de jornal todos os dias. Com o presente caso do filme holandês sobre o Corão, o regime iraniano também já mostrou as garras e já soaram as ameaças veladas à Holanda pelo atrevimento anti-islâmico.

Fidel, o pontífice dos ditadores, mantém a sua Cuba atrasada e por sua teimosia, isolada. A queda que sofreu durante um comício há poucos anos e a doença têm-no mantido afastado do contacto directo com as massas, mas o regime não parece cambalear. O irmão de Fidel, Raul Castro está destinado a suceder-lhe nos destinos de Cuba.

Ivo Morales, o índio presidente da Bolívia, herdou o mais pobre país da América do Sul. A sua política de nacionalizações das essenciais indústrias mineira e petrolífera só fizeram piorar o já triste cenário social boliviano.

O quinto elemento é o mais recente dos paradigmas de mau governo da América Central. Daniel Ortega, antigo ditador sandinista da Nicarágua, regressou ao poder da mais falida das Repúblicas das Bananas situadas entre o México e a Colômbia. Um regresso à miséria da utopia socialista centro-americana.

Perguntem a cada um dos súbditos – mentiria se lhes chamasse “cidadãos” – de qualquer de um destes países, o que acham da situação em que vivem. Se tivessem a mínima hipótese de se expressarem, sem medos de tenebrosas polícias secretas e aparelhos militares repressivos, a última coisa que diriam é que vivem sob o domínio da justiça. Esse etéreo conceito tão apregoado pelos seus líderes gritado a par com a luta contra o malévolo gigante americano.

O desejo de justiça seria certamente o mais ansiado dos seus sonhos. Um sonho que nunca alcançarão pelos senhores que os governam.

publicado por Boaz às 21:09
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Glória fácil

De tempos a tempos, algum inspirado propõe a realização de grandes eventos internacionais em Portugal. A última foi a proposta de Gilberto Madaíl, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, da realização em Portugal do Mundial de Futebol de 2018. Seria uma realização conjunta com Espanha.


18.788 mulheres formam as cores da bandeira nacional no Estádio do Jamor,
em apoio à selecção portuguesa de futebol, antes do Mundial da Alemanha, Maio’06

Vai e volta, surgem os sonhos dos elefantes brancos. Num país nunca recuperado da perda da glória das Descobertas e ainda com sonhos de Sebastianismo, enganos grandiosos como um Mundial de Futebol ou umas Olimpíadas parecem reanimar a vontade de afirmação nacional dos Portugueses. Projectos grandiosos espevitam a baixa auto-estima lusitana. Isso e as recorrentes notícias de possíveis sucessos na prospecção petrolífera em Portugal. E não fosse Portugal o campeão das apostas no Euromilhões. A sedução da glória e riqueza fáceis.

Em boa hora, o presidente Cavaco Silva se revelou contra a iniciativa de um Mundial em Portugal. O tempo não é de “vacas gordas” e “o país tem outras prioridades”, foram as suas oportunas justificações.

(Não estou com isto a fazer a campanha de Cavaco. Eu nem sequer votei no dito senhor. Ocupado com os meus afazeres em Jerusalém, deixei passar as últimas eleições presidenciais como tinha feito com as legislativas, sem me preocupar em ir sequer registar-me à embaixada a Tel Aviv. Um dia inteiro perdido só por isso! Nem vale a pena. Continuo registado na freguesia de Golpilheira, concelho da Batalha. Os que vivem no rectângulo que se mexam. Cavaco é “presidente de todos os portugueses”, sem dúvida. Mas é aos do rectângulo que ele tem de mostrar trabalho.)

O Europeu de Futebol de 2004 foi sem dúvida um sucesso de promoção internacional do país. Os resultados no aumento do turismo ainda hoje se fazem sentir. No entanto, depois das semanas dos jogos, da invasão dos turistas, ficaram os estádios, quase todos às moscas. O melhor exemplo é o Estádio Municipal de Leiria, a minha cidade natal. Um mamarracho inútil – que serviu apenas para dois jogos durante o Europeu! – vazio e coloridamente agressivo, ao lado da belíssima colina do castelo. Alguém que o impluda, como fizeram com as torres de Tróia. Acaba-se a vergonha e alivia-se o buraco na Câmara.

Desde 1986, ano da entrada de Portugal na antiga CEE, é inegável que o país deu um salto gigante em direcção ao progresso. Se alguém visitasse hoje o país, ao final de 20 anos de ausência, até os recantos mais remotos lhe seriam irreconhecíveis.

Todavia, os biliões da Europa não fizeram recuar como deviam os principais atrasos estruturais de Portugal. Para lá das crónicas derrapagens nas obras públicas, ficou a deficiente aposta no conhecimento. A inteligência que é mal aproveitada no país, além daquela que se vai esvaindo, rumo a outros pontos da Europa ou os Estados Unidos, onde os profissionais bem qualificados são melhor valorizados. Em reconhecimento de mérito e em salário. Os rápidos resultados do betão ganharam à custa da lenta capitalização da Educação. Numa luta de cinzentos, ganhou o cinzento do betão. Perdeu a massa cinzenta.

Em Israel – desculpem-me a comparação – o progresso deu-se com a aposta inversa. Ao longo das décadas, as universidades israelitas foram formando uma das mais reconhecidas comunidades científicas do Mundo, competindo com os melhores centros da América e Europa. O Technion de Haifa ou o Instituto Weizmann são apenas os dois exemplos mais famosos. As grandes empresas de software todas têm centros de pesquisa em Israel, no famoso Silicon Wadi dos arredores de Tel Aviv, inspirado no Silicon Valley californiano. No próprio país germinaram algumas grandes empresas tecnológicas internacionais.

Por outro lado, auto-estradas são realidades recentes por cá. Só agora se constrói a ligação de comboio rápido entre Jerusalém e Tel Aviv. O aeroporto Ben Gurion, o principal de Israel, foi apenas modernizado nos últimos anos. Jerusalém está em obras para o metro ligeiro de superfície. Para os próximos anos está prevista a construção do metropolitano de Tel Aviv (com a portuguesa Soares da Costa no consórcio vencedor do projecto). Só depois de alcançar uma economia consolidada na alta tecnologia e no conhecimento, Israel começou a investir no betão.

Só assim o país aguenta taxas de crescimento de mais de 5% ao ano, invejáveis entre os países industrializados. A bolsa de Tel Aviv está entre as que apresentam maior crescimento a nível mundial. E até mesmo em 2006, ano da Guerra do Líbano, a derrapagem económica foi mínima.

publicado por Boaz às 21:36
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Apontamentos de uma viagem de autocarro

Depois de uma semana confinado – à força – à Cidade Velha, por causa dos três dias de nevão e consequente paralisação da cidade, consegui sair para lá das muralhas. Em Motzei Shabbat (após o final do Shabbat), fui até ao principal centro comercial de Jerusalém para encontrar-me com a minha noiva que não havia visto toda a semana.

Enquanto esperava pelo 6, o único autocarro que liga a Cidade Velha ao Shopping Malcha, em frente à Câmara Municipal, algo me chamou a atenção. Uma estrela no chão. Uma estrela em papel, recortada de alguma revista. Amarela, como aquelas que os Judeus eram obrigados a usar durante o Holocausto. Com a palavra “Jude” no meio. Apanhei-a, surpreso por encontrar tal coisa cuidadosamente recortada de uma revista, caída no chão. “O que fazer com isto?”, pensei. Por momentos coloquei a estrelinha em cima de um muro junto à paragem do autocarro. “Não, com o vento, irá parar de novo ao chão”, reflecti. Decidi guarda-la na carteira.

O 6 chego poucos minutos depois. Apinhado. Um autocarro, em qualquer lugar de Israel, é um mundo. A mistura de gentes e raças é assombrosa. Religiosos de fato e chapéu negro, ainda com as suas melhores roupas de Shabbat, junto com os seculares. Lado a lado com jovens cheios de rebeldia vindos de algum dos bairros ou colonatos menos religiosos da cidade, a caminho da borga nocturna semanal. No shopping ou na Rua Ben Yehuda, as “Docas” de Jerusalém.

À minha frente, três raparigas sul-americanas. Pelo sotaque deveriam ser argentinas. Ao meu lado, do outro lado do estreito corredor, duas mulheres asiáticas: uma filipina e outra que, pela fisionomia seria provavelmente cingalesa (do Sri Lanka). A filipina faz parte da numerosa comunidade filipina residente em Israel. Na sua grande maioria, a comunidade compõe-se de mulheres jovens. Enfermeiras recém-formadas nas universidades das Filipinas que buscam uma vida melhor em Israel. Trabalham nos turnos nocturnos dos hospitais ou, o que é mais normal, como assistentes domésticas.

É comum ver idosos israelitas caminhando na rua, em cadeira de rodas ou apoiados na bengala ou no andarilho, acompanhados das suas enfermeiras particulares filipinas. Devido ao seu papel social, o termo filipinit (mulher filipina, em hebraico) passou a significar assistente doméstica. Assim que termina o Shabbat, às centenas confluem para as Centrais de Autocarros ou os centros comerciais onde se encontram com outras colegas de profissão. A central de autocarros de Tel Aviv, por exemplo, transforma-se numa Pequena Manila, com algumas das suas lojas já destinadas à clientela oriental.

À chegada ao centro comercial, o autocarro, até então cheio, esvazia-se de uma só vez. Uma torrente de clientes encaminha-se para as portas do shopping, tendo de esperar na fila da segurança, para passar pelos detectores de metais. Ninguém reclama a demora, é o hábito diário de muitos anos, em qualquer local de Israel. Não uma realidade surgida pela Intifada.

Numa cidade com poucos divertimentos, o que é estranho se considerarmos que Jerusalém tem cerca de 600,000 habitantes, há poucos lugares para sair à noite. O principal é o Shopping Malcha. Multidões de jovens da cidade e arredores confluem às salas de cinema do centro comercial. Famílias levam os filhos aos restaurantes de comida rápida. Fãs de futebol juntam-se no local depois de cada jogo no Estádio Teddy, situado mesmo ao lado. Ao subir as escadas rolantes tem-se a visão de um imenso formigueiro, difícil de suportar para quem não é grande fã de multidões.

Uma volta pelo shopping com a minha futura esposa, à procura de alguma promoção que nos interessasse, olhando as lojas de decoração para tirarmos ideias para a nossa futura casa. O tempo passa rápido e, antes que ficasse tarde para apanhar o transporte de volta, saímos do turbilhão.

No regresso, entre um grupo de jovens alegres e faladoras, reparei numa quieta menina. Não falava, apenas parecia olhar o vazio. Menina dos olhos tristes. Dava a impressão de soluçar. Soluçar por dentro. Dava pena olhar para ela. Uma jovem normal, quieta, ao lado das animadas amigas, depois de uma noite no shopping. Que contraste!

Com a aproximação do autocarro às muralhas da Cidade Velha era hora de fazer o resto do caminho a pé. Dez minutos passando pela Porta de Jaffa, o Bairro Arménio e as vielas do Bairro Judeu. Àquela hora, naquela parte da cidade já são poucas as pessoas na rua. Até ao amanhecer, quando as ruas da Cidade Velha se enchem de gente, no bulício do mercado árabe. Numa amálgama de residentes e turistas. Por enquanto, o formigueiro reside no outro limite da capital.

publicado por Boaz às 21:10
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Flashes de uma cidade branca (e parada)

Monte do Templo / Esplanada das Mesquitas (31-1-08) Antigo Hospício Alemão e Cúpula do Rochedo (31-1-08)
Vista de uma janela da Yeshivat HaKotel (31-1-08) Escadas para o Kotel (e uma árvore que caiu... em cima de um carro) (30-1-08)
Ruínas da antiga sinagoga Tiferet Israel (31-1-08) Ruínas da Sinagoga Tiferet Israel, Centro Caraíta. Ah, e uma bicicleta! (30-1-08)
Alguns atreveram-se a descer ao Kotel (30-1-08) Só... com Deus... sem frio (30-1-08)

publicado por Boaz às 10:21
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