11 comentários:
De Sandra a 8 de Abril de 2009 às 21:21
A liberdade de escolha é uma das características mais enriquecedoras do ser humano. Escolher de livre vontade partilhar a sua vida com alguém não-judeu porque acredita que a sua felicidade assim será maior, é uma opçao de vida perfeitamente válida, não uma tragédia. Porque antes de sermos de qualquer religião, somos todos seres humanos.

De Boaz Gabriel a 9 de Abril de 2009 às 23:54
É verdade que a liberdade de escolha é enriquecedora e faz parte da nossa humanidade. No entanto, uma escolha, todas as escolhas, têm de ser feitas com responsabilidade, com consciência das suas consequencias.
E uma das consequências de um casamento entre um homem judeu e uma mulher não-judia é que os seus filhos não serão judeus. E mesmo que seja uma mulher judia que se case com um não-judeu sendo os seus filhos automaticamente judeus) deverá ter consciência de um possível futuro problema de identidade dos seus filhos.
Se os pais valorizarem essa parte da sua identidade, e quiserem transmiti-la aos seus filhos, deverão pensar 2 vezes se realmente acreditam "que a sua felicidade assim será maior".
"É uma opção de vida perfeitamente válida", mas isso não faz com que seja bem sucedida.
De Michael a 9 de Novembro de 2009 às 04:42
Vi que esse texto foi publicado há algum tempo, mesmo assim quis comentá-lo. Curioso você colocar em questão a "responsabilidade" de uma decisão basicamente porque ela parece não bater com o que vc conseidera responsável. Todas as decisões que tomamos trazem consequências. Toda essa discussão sobre assimilação é bem curiosa, até porque ela se baseia toda no fato de que é judeu quem nasce filho de mãe judia. Conceito definido por quem? Deus? Tem certeza disso? A turma da yeshiva está sendo "responsável" ao definir quem é judeu dessa forma?
Você sabe exatamente o que difere judeus e não judeus do ponto de vista religioso orotodoxo? Consegue escrever aqui?
De Boaz a 9 de Novembro de 2009 às 21:30
"no fato de que é judeu quem nasce filho de mãe judia. Conceito definido por quem? Deus? Tem certeza disso?" Acreditamos que a Torá é a palavra de Deus. E se, baseados na Torá, os nossos Sábios definiram como judeu aquele que é filho de mãe judia... então sim, foi Deus quem definiu as coisas desse modo. Porém, existe ainda a opção da conversão. São estas duas formas de pertença ao Judaísmo de acordo com a corrente ortodoxa.
De Moacir a 10 de Abril de 2009 às 17:03
Creio que aqui no Brasil poucos jovens descendentes de judeus (e mesmo adultos) sabem o que é Aficoman na tradição do Pessach. Já o ovo de pascoa....

Muito bom o artigo. Parabéns
De joao moreira a 11 de Abril de 2009 às 23:16
Concordo com o que está escrito e com o primeiro comentário. A felicidade sobrepõe-se a todas as opções religiosas. Os casamentos/uniões de quem seja/não seja praticante não deve ser motivo para criar atritos entre pais e filhos. Estes devem ser livres de seguir as suas opções. Reconheço que quem siga uma religião que não é maioritária no país de residência, tenha tendência a perder essa afinidade religiosa e a integrar-se numa nova realidade (quer devido à sua paternidade quer à sua futura família).
De joao moreira a 12 de Abril de 2009 às 19:09
O "DN" de hoje (12/04) na secção "Desporto", no artigo "Páscoa fora das religiões" aclara algumas situações. (www.dn.pt)
De joao moreira a 14 de Abril de 2009 às 21:53
Ao leitor Moacir:

Não sei se é paulista ou se sabe, mas qual é o nome do cemitério judeu de S.Paulo?
De Beitar a 25 de Abril de 2009 às 22:50
Interessante o artigo, mas existe algo que não estamos de acordo. A Halacha diz claramente quem é Judeu, nisso acho que não há dúvida, mas o problema passa na total inaptidão dos rabinos perceberem que o Judaismo não está cegamente ligado ao laço entre Mãe e filho/a. Dou-lhe um exemplo: Existem Judias que casam com muçulmanos que educam os filhos na nova "fé", mas estes não deixam de ser judeus. Todos concordamos neste ponto. Agora, uma criança nasce de pai judeu apenas, é educado no Judaismo, mas não é Judeu (eu sei, a conversão é mais fácil), mas o meu ponto é bastante simples: O Judaismo tem que ser ou uma religião de educação ou uma etnia com um sistema religioso. Na primeira, e a que faz mais sentido, Israel acabaria num segundo, na segunda os Rabinos não querem tocar. Logo ficamos todos num limbo. Meu rapaz, a nossa religião é bela, mas não é perfeita
De Boaz a 27 de Abril de 2009 às 00:17
O Judaísmo não é, nem pode ser uma etnia, com um sistema religioso. Que parentesco "étnico" existe entre os judeus haredim da Polónia e os Falash Mura da Etiópia ou os judeus de Cochim?
De Beitar a 27 de Abril de 2009 às 16:40
Boaz, o significado de etnia não implica raça, mas sim um conjunto de pessoas com o mesmo sistema cultural, histórico, religioso, sanguineo, etc. Todos os grupos de judeus têm misturas,, excepto talvez os Falasha, e outros na Ásia (são grupos que se converteram totalmente ao Judaismo no passado).

O que eu quero dizer aqui é bastante simples: O Mundo já não é o mesmo de há 2000 anos, nem de há 500 atrás, tal como o tempo a Halacha foi alterada de modo radical em alguns momentos da História (veja a destruição do templo e o fim dos rituais). Neste momento, judeus lutam com inimigos externos, mas também internos. Cada uma "rema" para o seu lado, se cada um de nós olhar apenas para o que o "nosso" movimento no diz quem é ou não judeu então o Judaismo vai acabar qualquer dia.

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