Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Mesmo que as chovam as bombas

Em tempos de guerra, uma das coisas mais extraordinárias do espírito humano é a capacidade que as pessoas têm de se adaptarem à situação. Há uma adaptação de tal modo forte que até deixam de lhe chamar guerra e passam a chamar-lhe exactamente "situação".

Em Jerusalém as coisas continuam como em todos os dias. É verdade que, até agora, não chegaram aqui os katiushas do Hezbollah, mas Israel é um país muito pequeno e o que acontece na Galileia (norte) é apenas a pouco mais de uma hora de carro de Jerusalém. Tudo é muito próximo.

Durante uma guerra, o modo como as pessoas se divertem, mostra muito a sua força de espírito. Há poucos dias passei pela Baixa de Jerusalém à noite. Tive um duplo espanto. Para além de ter ficado a saber que os bares da parte ocidental da Cidade Santa funcionarem também na noite de Shabbat, vi que os jovens de Jerusalém e os milhares de turistas que ainda cá estão, não cedem ao ambiente de tensão nacional e insistem no seu direito a divertirem-se, a dançar, a beber as suas cervejas, a conversar e passear à noite pelas ruas.

Mesmo que as chovam as bombas, há que continuar vivendo.

publicado por Boaz às 21:50
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1 comentário:
De a. cardoso a 20 de Julho de 2006 às 09:28
Espero que essa chuva de bombas pare breve.
Um abraco.
Shalom.

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Galeria de imagens da experiência como voluntário num kibbutz em Israel.


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