Sábado, 1 de Janeiro de 2011

Este não é o meu Deus

Mesmo depois de revelar a minha intenção de conversão ao Judaísmo aos meus amigos católicos, continuei a frequentar com fiel assiduidade o Grupo de Jovens da paróquia local, ao qual já pertencia há alguns anos. Por duas razões: todos os meus principais amigos eram também membros do grupo e os valores aí professados eram mais de natureza ética do que puramente religiosa. Ainda que aos poucos me fui abstendo de participar em certas atividades que estavam para lá da minha "linha vermelha" e eram inconciliáveis com a minha opção. A exclusão mais evidente foi cantar na igreja, mesmo que por uma questão diplomática, tenha aberto excepções pontuais por ocasião de casamentos de amigos. Também continuei a participar no Jantar de Natal, uma das raras ocasiões anuais em que o Grupo se encontrava completo.

Este ano, como em todos os Dezembros, os membros do Grupo (entretanto extinto, mas cujos ex-membros mantêm um contacto mais ou menos próximo) combinaram reunir-se uma vez mais para o encontro natalício. Na troca de e-mails para decidir os detalhes do encontro, surgiram várias opiniões distintas. Ao longe, decidi também intervir numa disputa que se levantava entre dois amigos. Numa tentativa de serenar os ânimos, alguém sublinhou que o grupo era composto de pessoas com opiniões diferentes. E, sem qualquer relação com a discussão, realçou que "seguir Jesus" fora a essência dos ensinamentos do Grupo. Na mesma frase, foi destacado que eu fora o único a sair do caminho de forma evidente.


Igreja e Sinagoga, esculturas na fachada da catedral de Estrasburgo, França.
À direita: 'Igreja', um rei segurando o cálice do sangue do Redentor.
À esquerda: 'Sinagoga', uma mulher vendada, de bastão partido e as Tábuas da Lei ao contrário.

Ainda que tenha dado toda a razão à declaração, decidi dar uma explicação: sim, eu havia deixado de "seguir Jesus", mas que o havia seguido durante bastante tempo durante a minha vida. Afinal, fizera a mesma catequese que todos os outros membros do Grupo. Realcei que não vivera o Cristianismo de forma superficial, e que também não fora de forma superficial que tomara a decisão de abandonar o Cristianismo e aderir ao Judaísmo. A minha declaração levantou uma onda de e-mails de conteúdo teológico e uma certa "militância cristã" como nunca me havia deparado desde a minha separação do Cristianismo. Senti-me a ser alvo de uma tentativa de re-evangelização.

Perante a minha afirmação de "apostasia consciente" recebi uma apaixonada descrição de Jesus como salvador e redentor, afirmando a universalidade da mensagem cristã. Nada de novo: toda aquela descrição condensava os meus anos de catequese e de vivência cristã ativa. O autor da mensagem parecia sugerir uma dúvida na seriedade da minha decisão, perguntando se eu havia dedicado à “busca de Jesus” o mesmo empenho que dedicara ao meu processo de conversão. Expliquei que, mesmo antes da decisão de conversão, existem imensas questões e mudanças não apenas na prática, mas sobretudo em termos de concepção do divino e da sua relação com o mundo. A esta altura percebi – e assim declarei – que obviamente aquela discussão não levaria a lugar algum. Nem eu, um judeu consciente, nem eles, cristãos convictos, iríamos mudar de opinião.

Porém, parece que do outro lado, essa constatação não foi entendida. Antes pelo contrário. E em resposta recebi uma citação da Epístola de Paulo aos Coríntios: “(…)E não fazemos como Moisés, que punha um véu sobre o seu rosto para que os filhos de Israel não vissem o fim do que era transitório. Mas o entendimento deles foi obscurecido, e ainda hoje, quando lêem o Antigo Testamento, esse mesmo véu continua a não ser removido, pois é só em Cristo que deve ser levantado. Sim, até hoje, todas as vezes que lêem Moisés, um véu cobre-lhes o coração. Mas, quando se converterem ao Senhor, o véu será tirado. (…)”

Na comparação evidente do Judaísmo com o Cristianismo, entre a riqueza das metáforas desta "Glória da Nova Aliança", encontram-se temas usados em todas as eras pelos teólogos cristãos, na afirmação da nova e radiante fé cristã em contraste com a velha e obsoleta fé judaica. A cegueira judaica que se recusa a ver e aceitar a luz, a ideia da exclusividade na salvação pela via cristã e a desonra dos descrentes. Tive a sensação de estar perante um exaltado pregador medieval, de crucifixo em punho, a tentar convencer os incrédulos, os desgraçados que se recusam a receber "a Glória".

Uma das perguntas clássicas que surgem quando falo acerca da minha conversão ao Judaísmo é: "mas como foi a reação das pessoas à tua decisão?". A curiosidade refere-se em especial à minha família, mas também aos amigos e companheiros cristãos. Ao revelar que nunca recebi qualquer tipo de oposição ou descriminação por parte dos amigos, os ouvintes mostram-se totalmente incrédulos. Cristalizada em muitas mentes judaicas está a ideia que os Cristãos perseguem, oprimem e odeiam os Judeus. Afinal, "Esaú odeia Jacob" ou em outras palavras "Roma odeia Israel". Sob esta ideia, seria inconcebível que um membro abandonasse tranquilamente o "rebanho", sem qualquer reação negativa dos crentes.

Na macabra contabilidade das centenas de milhões de sacrificados no altar das ideologias (sejam religiosas ou seculares), o Cristianismo detém um lugar de destaque. Cruzadas, Inquisições, Expulsões e perseguições implacáveis, conversões forçadas e guerras religiosas. No caso extremo da Shoá (o Holocausto), a atitude cristã, para lá de corajosas exceções, variou entre o silêncio cúmplice e a participação ativa. Estas são algumas das imagens que os cristãos deixaram na História nos últimos dois milénios e são aquelas que ficaram gravadas mais fundo entre os Judeus. É injusto generalizar, mas não é possível negar que o Catolicismo tem um sério “problema de imagem”. E não apenas entre os Judeus.

Na discussão com os meus amigos católicos acerca da minha conversão, evitei todavia referir a questão da tolerância e da aceitação da diferença por parte dos cristãos. Ainda que lemas catequéticos cristãos como "Deus é amor" e princípios éticos como "dar a outra face" tenham sido espezinhados inúmeras vezes ao longo da História, não foi por um conflito ético em aceitar o evidente fosso entre a mensagem apregoada pela Igreja e o comportamento de muitos dos seus líderes e seguidores que me levou a distanciar e por fim abandonar completamente o Catolicismo. Se a razão da minha mudança de religião fosse um desfasamento entre a doutrina e a prática dos fiéis católicos, eu poderia simplesmente ter aderido a uma outra corrente do Cristianismo. Ou até, passar a ser apenas mais um cristão "sem denominação", mantendo a crença em Jesus mas não em qualquer igreja ou religião organizada. Não foi esse o caso.

Ainda que nos últimos 2000 anos o Cristianismo tivesse – ao menos entre os seus próprios aderentes – instaurado a paz, o problema mantinha-se. A minha divergência era com o cerne da crença cristã de que Jesus não só é o Messias, o Salvador, como é o próprio Deus. "Verdadeiro Deus e verdadeiro homem", como foi declarado na referida troca de mensagens. E, apesar da enorme variedade das igrejas e seitas cristãs, esta crença é comum a todas as correntes do Cristianismo.

Reconheço como a crença em Jesus pode ser satisfatória para muita gente, reconfortante até. Tendo sido uma pessoa, com as suas dores, dúvidas e tentações, é extremamente fácil identificar-se com ele. Falando contra a corrupção das elites do seu tempo, proclamando a superioridade da justiça em relação aos rituais, a sua doutrina ética poderia ser apreciada até pelo pacifista ateu mais obstinado. (Aliás, a crítica de Jesus à corrupção e hipocrisia da liderança política e religiosa do seu tempo tampouco é original. Esta acusação foi proferida com veemência por vários profetas das Escrituras Judaicas.)

É muito mais difícil a identificação com uma divindade cuja essência é puramente espiritual e sem qualquer paralelo com algo que exista na natureza. Usando as palavras de Moshe Luzzatto no primeiro capítulo de "O Caminho de Deus", um Deus "cuja verdadeira natureza não pode ser entendida de qualquer forma por ninguém além Dele mesmo. A única coisa que sabemos sobre Ele é que a Sua existência é perfeita em todas as formas possíveis e não existe Nele qualquer deficiência".

Ou, como descreveu o Rabino Joseph Soloveitchik em "O Solitário Homem de Fé": “Deus, como o soberano cósmico, é contemplado na sua infinita majestade reinando supremo sobre a Criação, a Sua vontade cristalizada na lei natural, a Sua palavra determinando os padrões de comportamento da natureza. Ele está em todo o lado, mas ao mesmo tempo, acima e fora de tudo”. O Criador do Universo atua por detrás do "curso natural das coisas" e a Sua Presença acompanha os homens. Mas não é um deles.

A natureza humana de Jesus, em si mesma contradiz a existência da perfeição absoluta da essência de Deus. A natureza humana, por mais elevado que seja o nível que atinja, será sempre limitada, dependente, corruptível. No fundo, não existe nela a perfeição absoluta. Deus é único, indivisível, perfeito e independente de qualquer outra existência. E por isso, não pode ser reduzido a uma existência (mesmo que paralela, se atendermos à crença de duas dimensões da Trindade: o Pai e o Filho) dentro de um corpo humano.

Durante os meus anos de busca espiritual esforcei-me por entender o mistério da dualidade humana e divina de Jesus, assim como o conceito de Salvação defendido pelo Cristianismo. A morte de Jesus – ou seja, a morte do próprio Deus – servindo de perdão definitivo aos pecados de todos os homens. E apenas ela salva. Naquela época, entre as ruínas do meu edifício espiritual, apenas uma crença se manteve inabalável e a salvo do desmoronamento: a crença na existência de Deus.

Alguém que leia estas linhas poderá até considerar-me profundamente enganado em relação às verdades do Cristianismo. Alguém que faça as mesmas perguntas que eu fiz poderá, pelo seu próprio estudo e reflexão, encontrar respostas distintas que o satisfaçam. Poderá até emergir das respostas com uma fé cristã ainda mais fortalecida. Não ponho isso em causa. No entanto, creio que a maioria dos crentes – aliás, de qualquer religião – na verdade nunca se perguntaram a fundo sobre aquilo em que acreditam. Vivem (quando vivem) a sua religião pela força da inércia. A fé não tem de ser racionalmente lógica e, num tempo em que praticamente tudo pode ser explicado pelas teorias científicas, só o ato de acreditar já é um ato de coragem. Mas cada um, se leva a sério a sua fé e a assume de forma consciente, tem de conseguir conciliar os aparentes contrários.

Na altura da revelação da minha intenção de conversão ao Judaísmo aos meus amigos do Grupo de Jovens não revelei os porquês da decisão. Reconheço a delicadeza do tema. Reconheço como a fé em Jesus pode ser algo central na vida daqueles que acreditam nele. Estando num grupo de jovens católico, tive o cuidado de escolher apenas os membros com um Cristianismo mais amadurecido para saberem do meu abandono da fé cristã. Excluí os membros mais novos, há pouco tempo no caminho. Podia simplesmente abandonar o grupo e percorrer sozinho a minha jornada, sem dar satisfações aos meus amigos cristãos. Contudo, por serem amigos, achei importante partilhar a minha mudança com eles. Não me arrependo de o ter feito.

Por fim, afirmo que não existe possibilidade de diálogo teológico entre o Judaísmo e o Cristianismo. O diálogo é apenas possível como forma de trabalhar em conjunto para resolver problemas da Humanidade, em particular nas trágicas relações históricas entre Cristãos e Judeus. A barreira teológica entre ambas as religiões é absolutamente intransponível. Enquanto para os Cristãos, cuja religião se fundamenta na crença de Jesus como o Salvador, o cumpridor das profecias messiânicas judaicas e a própria divindade; para o Judaísmo, as profecias messiânicas ainda não foram cumpridas. Ainda que se fale tanto em "cultura judaico-cristã", o Cristianismo e o Judaísmo possuem na verdade, duas concepções antagónicas do divino.

Nunca me escusei às perguntas dos amigos, quando elas surgiam. A minha conversão foi uma decisão pessoal e eu não tinha a intenção de levar ninguém atrás de mim. Por isso sempre mantive o assunto na maior discrição. Ninguém me verá a pregar na praça ou a bater às portas, armado com a Bíblia Hebraica, tentando convencer os outros a aceitar a verdade judaica. Não é esse o caminho do Judaísmo.

Não espero a compreensão dos cristãos – nem sequer dos meus amigos – pela minha mudança de crença. Menos ainda a sua aprovação. Não peço nem uma nem outra. Só não aceito que ponham em causa a minha seriedade na forma como vivi o Cristianismo e de como o abandonei.

publicado por Boaz às 23:00
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31 comentários:
De david garon a 2 de Janeiro de 2011 às 21:34
muito bom seu texto Boaz, nota 10! vou virar um leitor de carteirnha do blog
De P.A. a 3 de Janeiro de 2011 às 10:52
Então também poderei deduzir, então, que a tua opção pelo judaísmo tem a ver com a coerência de vida dos judeus, de todos os judeus, certo? Hum... acho que é uma dedução demasiado atrevida... Não pensei que caísses de novo no lugar comum que é a argumentação com as inquisições e quejandas. Uma argumentação demasiado fácil...
De Boaz a 3 de Janeiro de 2011 às 22:47
Isto de se ficar por meias-leituras leva a conclusões precipitadas. Ora leia lá de novo e veja se entende:

"Se a razão da minha mudança de religião fosse um desfasamento entre a doutrina e a prática dos fiéis católicos, eu poderia simplesmente ter aderido a uma outra corrente do Cristianismo. Ou até, passar a ser apenas mais um cristão "sem denominação", mantendo a crença em Jesus mas não em qualquer igreja ou religião organizada. Não foi esse o caso.
Ainda que nos últimos 2000 anos o Cristianismo tivesse – ao menos entre os seus próprios aderentes – instaurado a paz, o problema mantinha-se. A minha divergência era com o cerne da crença cristã de que Jesus não só é o Messias, o Salvador, como é o próprio Deus."

Contudo, não deixa de ser curiosa essa sua definição das repetidas violações da doutrina católica pelos próprios líderes e crentes ao longo da História como "lugar comum". Há algo de verdade nessa expressão: foram "comuns" em muitos "lugares"...
E "quejandas" também é uma ótima caracterização para o resto (para além das inquisições).
Mas, de novo, esse não é o essencial do texto.

Entendeu? Não? Deixe estar... Eu não estou a pregar para ninguém. Não quero convencer ninguém de nada. De novo:
"Não espero a compreensão dos cristãos – nem sequer dos meus amigos – pela minha mudança de crença. Menos ainda a sua aprovação. Não peço nem uma nem outra. Só não aceito que ponham em causa a minha seriedade na forma como vivi o Cristianismo e de como o abandonei."
De P.A. a 4 de Janeiro de 2011 às 09:36
Entendi à primeira. Mas parece que os comentadores do teu blogue não têm o direito a focar-se num ou noutro ponto da tua argumentação, ou a discordar desse ponto. Mas enfim. É uma questão de... tolerância.
Quanto ao teu aproveitamento da expressão "lugar comum" foi demasiado engraçada para ser levada a sério. Assim como não quero levar a sério a tua tentativa de tornar uma possível discussão sã numa troca de sarcasmos e ironias. Cumprimentos da batalha.
De Boaz a 5 de Janeiro de 2011 às 21:11
Aliás, têm todo o direito de focar-se em qualquer ponto da argumentação que desejem. Porém, no próprio texto eu excluí esse ponto como aparte da minha decisão de saída do Catolicismo.

Mas, já que insistes nesse caso, daquilo a que tu e outros chamam "lugares comuns" - começo a pensar que já entrou no léxico doutrinal - proponho-te um desafio.

Experimenta fazer um inquérito a algumas pessoas que não conheças. Pergunta se são católicas e praticantes. E se não são, pergunta porquê. Vê quantas te dirão que não concordam com a incoerência que existe na Igreja: nem será um problema de mensagem, mas a prática que foi e é muitas vezes desastrosa.

Aquilo a que chamas "lugar comum" é somente a principal razão do afastamento das pessoas do Catolicismo. Se tens dúvidas, investiga o assunto.
De P.A. a 6 de Janeiro de 2011 às 12:47
Nisso concordo: esse lugar comum é uma das razões (mas não será a principal) do afastamento das pessoas. Agora, lá está a falácia, é uma argumentação que foge - e muito - daquilo que é a essência do cristianismo: não sou cristão pelo que os cristãos fizeram, mas pelo que Cristo faz. Ou serás tu judeu pelo que os judeus fazem? ou fizeram?
É que quando se argumenta com a incoerência dos nossos correligionários, seja em que sector for, não estou a ver que qual é a camisa que me (te) possa servir...
De Boaz a 6 de Janeiro de 2011 às 21:58
Mas eu não argumentei com a incoerência de nenhuns co-religionários. Aliás, referi expressamente que essa incoerência, que é a razão para a saída de tanta gente do Cristianismo, NÃO FOI a razão para a minha saída.

Se tu és cristão "pelo que Cristo faz" (ou fez ou foi ou não foi); eu deixei de ser cristão exatamente pela mesma razão. Como vês, temos muitas coisas em comum.
De P.A. a 7 de Janeiro de 2011 às 10:04
Dizes que não argumentas com a incoerência, mas no teu texto ela apresenta-se com lugar de destaque.
Mas agora a minha questão é outra: dizes que deixaste de ser Cristão pelo que Cristo fez (ou faz, tanto faz) e depreendo que o cerne da questão está no facto de ele se ter declarado o Messias. No entanto, penso eu que o judaísmo assenta também a sua vivência religiosa na esperança da vinda do Messias (ao contrário de ti, não tenho conhecimento aprofundado do judaísmo...) Será que a tua aversão (sim, nota-se isso no teu discurso) ao cristianismo tem a ver com razão de ser dele mesmo, da fé na existência de um Deus que se fez homem para estar mais perto de nós?
De David a 12 de Janeiro de 2011 às 13:27
"da fé na existência de um Deus que se fez homem para estar mais perto de nós?"

Para além da maneira como as pessoas devem ser salvas, da exclusividade da verdade, desse vosso conceito da "consubtencialidade" de D.eus, de índole claramente idolatra para o judaísmo, e da totalidade das outras razões, sim, pode-se dizer que a aversão pelo cristianismo em geral, e no meu caso, ainda mais pelo catolicismo, têm a ver claramente com a razão de ele ser o que é. Isto já sem mencionar o muito do que o Gabriel ometeu cientemente de referir quanto à historia secular do cristianismo.

Boa Saturnais em atraso e um óptimo novo ano.
De P.A. a 12 de Janeiro de 2011 às 14:13
Bem, agora perdi-me. Mas nem sei se foi da forma da escrita, se do argumento utilizado, se da tentativa de resposta à minha questão... De qualquer maneira, dá para perceber e confirmar o que disse atrás: a vossa (já que passaram a ser dois interlocutores) aversão não é ao cristianismo em si, mas aos cristãos e, sobretudo, à incoerência de alguns cristãos (muitos). É, tipo, eu dizer que não acredito na medicina porque o meu médico de família não tem licença para praticar a actividade.
De David a 12 de Janeiro de 2011 às 14:53
Caro P.A,

A sua ultima mensagem lembrou-me, oportunamente, outra principal razão, senão A principal razão, que explica a minha aversão ao cristianismo.

A falta de rigor na leitura dos textos, mesmo quando por ventura se tratem de originais(..), sem falar na interpretação destes, pela doutrina cristã.

O facto de na minha ultima mensagem você ter lido o que queria, e de não ter identificado 3 razões exclusivamente ligadas ao dogma cristão, isso reflecte bem a essência do problema cristão, a Meu ver.
Mas sendo o dogma cristão determinado não por D.eus mas sim pelos homens, entendo a sua confusão.

Tendo exposto o vosso mal-entendido, ou talvez o que você não-leu, fico-me por este breve resumo da minha aversão.
De P.A. a 12 de Janeiro de 2011 às 15:22
Confirma-se. O problema não de Deus. É das pessoas. Das que não são rigorosas na leitura e das que não são rigorosas na escrita.
De Boaz a 13 de Janeiro de 2011 às 00:31
E da discussão de um tema se passou à discussão de pessoas. Ainda mais quando uma não conhece a outra.

P.A., de novo repito (e só falo por mim, não por qualquer outros) não tenho aversão ao Cristianismo. O facto de opinar sobre aquilo que acho que são as suas falhas, não quer dizer que tenha aversão a ele.

A distância é substancial entre a opinião e a aversão. É claro que é mais fácil saltar-se imediatamente para o extremo e empregar o termo "aversão".

Parece no seu caso, e em muitos outros cristãos, que levam como um ataque pessoal qualquer crítica ou simples não-aceitação do Cristianismo como verdade.

Ver o mundo de forma maniqueísta, entre preto e branco, bom e mau, os que estão a meu favor e os que estão contra mim, é muito mais confortável do que notar muitas tonalidades e opções intermédias.
De P.A. a 13 de Janeiro de 2011 às 09:25
Mas foram sempre pessoas que estiveram em discussão. Ou melhor, as suas atitudes. Venho só lembrar que o meu primeiro comentário que motivou toda esta discussão, tinha a ver com a "argumentação com as inquisições e quejandas", ou seja, explicar as suas posições com aquilo que outros fizeram, noutros tempos (ou nos tempos de hoje). É que telhados de vidro têm todos, pelo que considerei ser um ponto da argumentação demasiado banal. Aliás, não é meu intuito converter ninguém. Mas também não me peçam para me calar na defesa da Igreja em que acredito, assim como não espero que se calem acerca daquilo em que acreditam. Uma coisa é certa: aqui não me viram atacar o judaísmo, apenas questionei argumentos e levantei interrogações; da tua (vossa) parte não posso dizer o mesmo.
De dalgodres a 3 de Janeiro de 2011 às 22:00
O mais importante para cada crente ,e o facto de se acreditar sem vacilações no seu credo, por isso os meus parabens!
Eu ainda o não consegui fazer infelizmente.

Shalom
De Diogo a 7 de Janeiro de 2011 às 15:29
Quando alguém realçou que "seguir Jesus" fora a essência dos ensinamentos do Grupo, sendo que tu não o seguiste de forma explícita, estava a sublinhar a diversidade de perspectivas existentes no grupo e sobretudo a tolerância mútua, nele vivida. Ao contrário do que referes, tem tudo que ver com a discussão que se estava a ter, sendo que apenas foram utilizados factos para demonstrar o quão diferentes e tolerantes seríamos no grupo, que por sinal cresceu no seio da fé cristã. Senão, vejamos:

- Grupo era composto de pessoas com opiniões diferentes: FACTO.
- "seguir Jesus" fora a essência dos ensinamentos do Grupo: FACTO.
- Tu não seguiste Jesus de uma forma explícita: FACTO.
- Tendo uma opinião diferente da tua, aceitamos a opção diferente: FACTO.

Se o valor da tolerância é apenas ético? No limite poderá ter tanto de ético como de religioso.

Quanto ao uso da epístola do apóstolo Paulo, esta surgiu para te demonstrar que foi também de uma conversão que surgiu um dos percursores da minha Igreja, pelo que faz todo o sentido eu aceitar a tua conversão. Assim como há quem, como tu, se converteu ao judaísmo, houve e haverá quem se converteu ao cristianismo. Paulo foi disso exemplo. O conhecimento teológico do judaísmo que Paulo demonstra nas suas epístolas leva-nos a considerar que era um Judeu bem fundamentado.

Digo-te agora claramente que te dou o que não esperas mas não o que não aceitas. Tens a minha compreensão pela mudança de crença, mas ponho em causa a convicção com que viveste o cristianismo.
Admiro a dedicação ao teu processo de conversão e à crença na religião que agora professas, na mesma medida que questiono se alguma vez seguiste Jesus. Questiono com toda a legitimidade que me pertence a mim, cristão consciente, formado na minha fé e crente em Deus que, sendo apenas uma pessoa, é Pai, Filho e Espírito Santo. Questiono sobretudo agora, depois das tuas divagações incipientes pelo mistério da natureza divina de Jesus, que demonstram um total desconhecimento pela matéria.

Nunca questionei nem questionarei a seriedade da tua decisão por uma outra religião, tão apenas a seriedade do teu abandono da religião que dizes que conhecias. Faço-o porque a religião que abandonaste é aquela a que dedico o meu estudo, assim como tu à tua e a esta legitimidade tu podes chamar ironicamente de "militância", mas de qualquer modo pertence-me e eu reivindico-a para questionar o teu abandono.
Para justificar o teu abandono do cristianismo, não argumentes com a descrença de uma base de fé que conheces superficialmente. É mais sensato se apenas disseres que abraçaste o judaísmo porque te identificas com a perspectiva de Deus.

É uma ideia que de quando em vez sublinhas a de que aquilo que dizes põe em causa a fé de um cristão, quando se passa exactamente o contrário. As tuas apreciações insubsistentes contra a religião que dizes já ter professado apenas fortalecem a fé de quem a tem como guia. No entanto acredito que aches que se passa o contrário, uma vez que provavelmente a tua crença se desmoronou porque não estava bem fundada.

Da mesma maneira que no teu processo de conversão não quiseste "levar" ninguém atrás de ti, também nós não te quisemos limitar a liberdade de te questionares sobre a religião que professavas. Deste processo, dependendo da dedicação que lhe impomos, a nossa fé sai menos ou mais reforçada.
A incredibilidade das mentes judaicas a quem contas do sucedido, cristalizada pela ideia de que os cristãos perseguem e oprimem os judeus - note-se que são palavras tuas - , revela ela própria, uma ideia deformada do cristianismo. Provavelmente têm-nos como "exaltados pregadores medievais, de crucifixo em punho, a tentar convencer os incrédulos, os desgraçados que se recusam a receber "a Glória" - mais uma vez palavras tuas.

Depois de tudo isto e atendendo à tua experiência prática, ainda vires pôr em causa a tolerância e a aceitação da diferença por parte dos cristãos, com lugares comuns, é totalmente desnecessário, despropositado e sem relação para a discussão se, como afirmas, não contribuiu para a tua decisão.

(CONTINUA)
De Diogo a 7 de Janeiro de 2011 às 15:33
CONTINUAÇÃO

Neste sentido fica sem justificação aparente todo o parágrafo onde falas de um suposto problema de imagem do catolicismo em relação a um "lugar de destaque na macabra contabilidade das centenas de milhões de sacrificados no altar das ideologias". Se não fosse o facto de nada ter que ver com a discussão e de ser uma generalização, a afirmada ideia errónea e cristalizada que algumas mentes judias tem do catolicismo, esvaziava esse parágrafo de sentido.

Acrescento ainda que, maior que o desfasamento que dizes existir entre a doutrina e a prática dos fiéis católicos, é o desconhecimento que a maioria das pessoas que disso fala tem da vivência do catolicismo.

A razão que te levou a distanciar do cristianismo é por sinal a que me aproxima: Deus sendo inefável, fez-se um de nós, nunca deixando de ser Ele, mas sendo Ele no meio de nós. Conceitos como a "morte de Deus" utilizados por ti, estão mais próximos da filosofia nietzschiana, que de uma fundamentada perspectiva da teologia cristã. Explicar isso e o mistério salvador da morte e ressurreição de Jesus, implica mais dedicação que tempo. Se o fizeste no questionamento da tua fé antes do teu processo de conversão? As imprecisões teológicas levam-me a crer que não o fizeste bem.

Sublinho que durante o nosso diálogo tens utilizado expressões que denotam uma certa aversão ao cristianismo. Sendo o judaísmo em muito uma religião de memória, falas com insistência de um histórico ódio anti-judaico dentro do Cristianismo. Se ainda o há, não será essa atitude o caminho certo para uma reconciliação, acredito.
Veio-me à memória os artigos da tua autoria neste blog: "ícone rachado" de 30 de Dezembro de 2007 e "Natal sem Natal" de 17 de Dezembro de 2007 em que utilizas a expressão "seguidores do menino da manjedoura", como que desqualificar uma religião que já abraçaste. Neste registo a tua apostasia tem tanto de consciente como de provocatória.

A "militância cristã" que dizes que tenho é a mesma que me faz aceitar e respeitar a tua conversão, mas não a afirmação de um conhecimento de algo que nunca experimentaste, sobretudo quando apelas a ti esse conhecimento com uma autoridade que não aparentas ter.
De Boaz a 8 de Janeiro de 2011 às 18:01
Diogo, a leitura que fazes do meu texto parece bastante envieada. Ora relê os seguintes trechos:
"Reconheço como a crença em Jesus pode ser satisfatória para muita gente, reconfortante até."
"Alguém que leia estas linhas poderá até considerar-me profundamente enganado em relação às verdades do Cristianismo. Alguém que faça as mesmas perguntas que eu fiz poderá, pelo seu próprio estudo e reflexão, encontrar respostas distintas que o satisfaçam. Poderá até emergir das respostas com uma fé cristã ainda mais fortalecida. Não ponho isso em causa."

Podes por em causa a maneira como vivi o Cristianismo. A verdade é que também nunca fomos muito próximos, por isso posso dizer que não me conhecias bem. Aquilo a que podes chamar a minha ignorância em relação ao Cristianismo, talvez seja derivada da generalizada falta de estudo e de discussão existente no Catolicismo. A ignorância em relação às Escrituras, às verdades de fé é a regra (ao contrário do que acontece entre algumas linhas protestantes, por exemplo). Posso até ser, como disseste, que nunca o conheci verdadeiramente. Mas conheci-o, disso tenho a certeza, mais profundamente que a grande maioria dos católicos.

O teu discurso atual - aquilo a que eu chamo ironicamente 'militância' - deriva do teu próprio estudo do catolicismo. Há alguns anos, houve uma breve discussão no email do Grupo acerca da minha conversão e o tipo de palavras que usaste então, eram bem distintas daquelas que usaste desta vez.

Não tenho aversão ao Catolicismo. Não partilho a crença, mas não nego que aprendi muitas valores importantes.

"Sendo o judaísmo em muito uma religião de memória, falas com insistência de um histórico ódio anti-judaico dentro do Cristianismo."
Negas que exista? Não generalizo, mas há vários pontos que provam que esse ódio ainda está longe de estar dizimado. Por exemplo:
Como vês então a recém-introduzida oração de Sexta-feira Santa em que os católicos pedem pela conversão dos Judeus?
E a canonização de Isabel e Fernando, os Reis Católicos, que expulsaram os Judeus (e os Muçulmanos) de Espanha, introduziram a mais feroz Inquisição e ainda impuseram a Expulsão dos Judeus de Portugal?
E as repetidas acusações de altos membros da Igreja Ortodoxa que os Judeus sacrificam crianças cristãs para usar o seu sangue para fazer o pão ázimo da Páscoa Judaica?
"À filha de César, não basta ser séria, tem de parecer também", e estes comportamentos não ajudam ao tal caminho de reconciliação. E não ajudam a uma melhoria dessa imagem problemática que o Cristianismo tem entre os Judeus.

Para terminar - de novo, não sairá nada desta discussão - existe entre os Cristãos a ideia da exclusividade da verdade. Como disse um amigo meu "O Cristianismo não é uma 'Religião do Livro', mas de uma Pessoa (Jesus), por isso, qualquer crítica é tida como um ataque pessoal".

O meu texto não é um panfleto de propaganda para tentar convencer ninguém daquilo em que eu acredito. É apenas uma declaração daquilo que me levou a deixar o Cristianismo. Ninguém tem de me seguir. Se alguém se ofende que eu fale ou escreva sobre o assunto, tem bom remédio: crie o seu próprio blog e argumente contra mim.
De Diogo a 13 de Janeiro de 2011 às 00:58
Eu não me ofendo que tenhas uma opinião diferente, até porque, pelas razões que enumerei, não tens conhecimento da religião cristã para emitir essa opinião.
Fazes leituras enviesadas e cheias de preconceito, reveladoras de um desconhecimento despreocupado acerca da matéria opinada.

Acho que devias limitar os teus comentários ao que conheces. Não conheces, não é de bom-tom falar. Corremos o sério risco de errar.

Explica ao teu amigo que o cristianismo também é uma religião do Livro. Do Livro escrito para pessoas, mas que ganha sentido na palavra dita e na acção.

Do judaísmo não falo. Reservo-me ao bom senso de não opinar sobre algo que não conheço bem.
De P.A. a 13 de Janeiro de 2011 às 09:30
Concordo com o Diogo: como disse noutro comentário, aqui estamos (pelo menos eu estou) a avaliar argumentos que, do nosso ponto de vista, estão desenquadrados. Nunca nos interessou atacar o judaísmo (por desconhecimento e por respeito). Parece, no entanto, que esta postura é unilateral.
De Boaz a 14 de Janeiro de 2011 às 10:39
Diogo, se leste bem o texto que escrevi, eu próprio pus como possibilidade: "Alguém que leia estas linhas poderá até considerar-me profundamente enganado em relação às verdades do Cristianismo."
Pronto, leva lá a bicicleta. Tenho de admitir, eu fui apenas mais um pobre cristão ignorante e medíocre. Quem foi que me perguntou 'Como pode ser que eu conheça de uma religião onde estou há 10 anos, mais do que aquela que conheci por 20 anos?'.
Estive no Catolicismo por 20 anos, 8 deles na catequese (e não ia lá para fazer bagunça como muitos dos meus colegas de classe) e outros tantos no Grupo de Jovens, mas afinal eu não sabia mesmo nada de Cristianismo.
Com estes números, que me parecem ser superiores aos da média dos católicos, posso concluir que a maioria dos católicos também não sabem nada de Catolicismo.
Mas onde está a novidade? Em toda a história do Cristianismo, o conhecimento profundo da fé pertenceu apenas e só ao clero e associados (como é o teu caso, como professor de Religião e Moral), não aos fiéis comuns.
Será esta verdade histórica mais um exemplo das minhas leituras "cheias de preconceito, reveladoras de um desconhecimento despreocupado acerca da matéria opinada"?

Diogo, Paulo Adriano, podem parar com os comentários, este artigo já bateu o record dos artigos mais comentados do Clara mente. Obrigado aos contribuintes.
De Diogo a 16 de Janeiro de 2011 às 14:51
Esse comentário do recorde dos artigos mais comentados convenceu-me. Desisto! :)
De P.A. a 17 de Janeiro de 2011 às 12:21
Eu não desisto, mas fico contente por saber que cheguei onde queria
De Boaz a 17 de Janeiro de 2011 às 12:33
Chegou onde? Como eu disse desde o início (logo no início da tal troca de emails), esta discussão não chega a lado nenhum.
De P.A. a 17 de Janeiro de 2011 às 13:03
Então não chegou? Chegou a um record de comentários...
De Anónimo a 27 de Janeiro de 2011 às 01:25
Olá!!

Eu estudo religião no Vaticano mas estou muito interessada mesmo em fazer cerca de dois meses de voluntariado no kibbutz! o problema é que não encontro nada na internet que me indique onde me posso inscrever ou como posso conseguir ter esta experiencia.
Agradeço cada informação e dica que me puderes dar!!
o meu email é o seguinte: catfmachado@hotmail.com
Muito Obrigado :)

De 1948curi a 23 de Abril de 2011 às 22:15
CONCORDO PLENAMENTE COM VOCÊ EM TUDO O QUE DIZ NESTE COMENTÁRIO DE "PORQUE SE TORNOU JUDEU"ABANDONANDO O CRISTIANISMO.TAMBÉM EU,JÁ PERCORRI DIVERSOS CAMINHOS E DESAGUEI NESTE RIO CAUDALOSO E RIQUISIMO E SABEDORIA REPRESENTADO PELO JUDAISMO.ESTOU INICIANDO PELA BIBLIA HEBRAICA OU TANACH.AONDE DESEMBARCAREI SÓ HASHENMO SABE.SINTO-ME MAIS CONFIANTE AO LER A TORÁH(EMBORA MUITA COISA AINDA NÃO ENTENDA,POIS INFELIZMENTE NÃO TIVE O PRIVILÉGIO DE NASCER JUDEU)PORÉM AOS POUCOS SEREI ORIENTADO TENHO CERTEZA!L'CHAIM PARA VOCÊ IRMÃO E QUE HASHEM NOS ILUMINE E MOSTRE-NOS O CAMINHO QUE NOS LEVARÁ À .LUZ DIVINA!SHALOM!
De Louise a 6 de Julho de 2011 às 03:14
Indentifiquei-me muito com seu texto. Não sou contra as pessoas que sinceramente encontram em Jesus o seu conforto. No entando, as religiões cristãs, de um modo geral, parecem estar criando um "outro" Deus, que não é nem Jesus nem o Deus de Abraão. É uma outra coisa, um ídolo inventado que logo vai aparecer nas prateleiras de supermercado como mercadoria. O Jesus dos evangélicos chamados neo-pentecostais é um ídolo que pouco tem a ver com o que poderia se chamar "Filho de Deus". As igrejas evangélicas parecem estar competindo com a igreja Católica para mostar ao mundo quem tem mais poder. A igreja Católica tem uma dívida IMENSA com a humanidade, com os judeus e com outros que foram massacrados e perseguidos ao longo da história. E ainda assim, a igreja Católica tem um grande poder de influência em muitas nações. A instituição evangélica está fazendo de tudo para seguir o mesmo caminho. Os judeus são os únicos que nada exigem das outras religiões. Apenas amam e acreditam em Deus acima de todas as coisas. Claro, há outras leis e convicções, mas não tenho como me aprofundar aqui nem sou especialista no assunto. Por que os judeus são tão perseguidos? Por que os Católicos querem tanto ficar no poder? Conferir poder a um homem, o Papa, isso é idolatria. Não ha outro termo. O Papa praticamente tem mais importância para os fiéis do que Jesus. Como é possivel? Os evangélicos agora estão criando e delegando poder semelhante a seus bispos e apóstolos. Isso é idolatria. É sem dúvida uma questão complexa e pertinente.
De Luiz Pozelli Jr a 10 de Dezembro de 2011 às 03:01
Boa noite, Gabriel!

Encontrei seu blog "por acaso". Sou brasileiro e moro em Sao Paulo. tenho uma historia muito parecida com a sua do dia 01 de janeiro de 2011. Estudo a Tora e observo o shabbat, amo o povo judeu e o Deus UNICO. gostaria de passar pelo processo de conversao, sera que voce poderia me ajudar nesse sentido?
Muito bom o seu blog, que o Eterno continue te abencoando.

grato pela atencao!

Luiz Pozelli Jr
De Boaz a 11 de Dezembro de 2011 às 20:56
Caro Luiz,
Você não deixou uma forma de contacto.
Escreva-me um email para bodexpiatorio@sapo.pt. É o endereço de email exclusivo do blog Clara Mente.
Posso dar-lhe algumas indicações.
Tudo de bom,
Boaz
De izabellalyra@yahoo.com.br a 5 de Junho de 2012 às 01:54
Boa noite Boaz,
Passei por aqui por acaso, mas como você estou passando pelo mesmo processo. Conheci o judaísmo, me apaixonei, comprei uma Torá, leio todos os dias, respeito o Shabat, deixei de comer os alimentos proibidos. Também fui educada na religião católica, mas encontrei no judaísmo todas as respostas para as minhas dúvidas. E hoje eu quero me converter, mas estou tendo dificuldades.
Sou Brasileira, do Rio de Janeiro, tenho 51 anos e quero ardentemente me converter. Ah, estou estudando hebraico. Eu gostaria muito que você me dissesse como ser aceita. Já li seu blog e vi a sua dificuldade.
meu email é izabellalyra@yahoo.com.br
Desde já agradeço e desejo-lhe muitas felicidades nessa nova vida.
Izabella.

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Galeria de imagens da experiência como voluntário num kibbutz em Israel.


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