6 comentários:
De ester c aizic a 11 de Dezembro de 2011 às 22:39
Para mim,com ou sem payot,te vejo como um judeu cumpridor de seus principios e deveres
Como homem,filho,marido,pai e genro merece nota 10
kol a cavod
bjos da sogra que te ama
De Emily a 12 de Dezembro de 2011 às 01:20
Gostei de ler todos esses pormenores quase íntimos, sobre a maneira de lidar com a sua fé judaica.
Estou feliz por conhecer um Canhoto tão direito... :)

Será que me permite postar este artigo ma minha página Facebook , para que outros amigos aproveitem a sua tão agradável expressão literária ?
De Catarina Costa a 19 de Dezembro de 2011 às 11:33
Depois de muito tempo a ver a nunca comentar este blog, decidi fazê-lo.

Desde já, muito obrigada por o escrever. Leio todas as entradas, e quando o descobri li as passadas. Acho que é o único blog deste género que é escrito por um Português. É-me indispensável.

Descobri este blog por acaso. A verdade é que a religião sempre me interessou. Fui educada num meio completamente ateu. Pais, tios, irmãos, primos do 1º ao 3º grau, todos ateus. A teoria da família é, "são educados sem religião e, se se quiserem juntar a uma, fazem-no quando tiverem idade e maturidade suficiente." E apesar de, quando mais nova, nunca ter pensado nisso, quando cheguei ao secundário comecei a investigar.

Todas as religiões me interessavam, queria saber mais e tudo e foi assim até ter chegado ao Judaismo.

Houve um click.

A verdade é que, nenhuma das religiões me deu vontade de converter excepto o Judaísmo. Eu nem sei bem explicar as razões. Uma amiga perguntou-me uma vez e eu, atrapalhada, tentei explicar. Não consegui, mas a minha amiga percebeu o quanto eu me tinha apaixonado pela religião e cultura.

A verdade é que, eu estudo sozinha à um ano. Uso principalmente a internet, mas já comecei a comprar livros também. Mantenho-me kosher. Não consigo festejar o Shabbat, uma das razões é o facto de ter aulas a essa hora, mas sempre que possível faço-o. Festejo os feriados que posso, fazendo um esforço extra para os mais importantes. Tenho feito mudanças significativas na minha vida e maneira de pensar e estar no mundo. Uma das coisas que me incentivou mais foi este blog.

Ver que não era a única que tinha estes problemas, que houve alguém que tinha passado pelo mesmo e tiha conseguido, foi inspirador e, provavelmente, nunca teria pensado seriamente em conversão se não fosse este blog. Obrigada.

Eu ainda não me converti. Ainda não falei com o Rabbi. Nem com a minha família. Falei com os meus amigos mais próximos, e tenho a sorte de eles entenderem e apoiarem-se. Mas tenho medo de falar com a família e não queria falar com o Rabbi sem o fazer.

O problema da minha família é, eles não são só ateus, eles não perceebem a religião de todo. Na teoria aceitam se algum membro se converter a uma, mas na prática não me parece que seja bem assim. O meu pai, de quem eu sou muito próxima, já percebeu o meu gosto pelo Judaismo e eu acho que vou falar com ele primeiro, calmamente. Passos pequenos em direcção a um alvo maior.

Mas a verdade é que nada disto teria sido possível sem este blog. Muito obrigada.

Bem, o comentário já vai longo. Peço desculpa pelo testamento, mas senti que tinha de dizer estas coisas. Boa sorte com tudo. Não sei muito bem o que dizer. Eu vou continuar aqui, atenta àss actualizações a ler entusiasticamente todas as entradas. Obrigada mais uma vez.

Catarina
De Boaz a 19 de Dezembro de 2011 às 23:25
Shalom Catarina,
Muito obrigado pelo seu comentário. Entendo as suas reticências em falar do assunto à sua família.
Escreva um email para bodexpiatorio@sapo.pt. É o email exclusivo do Clara Mente. Posso dar-lhe algumas indicações e podemos ficar em contacto dessa forma.
Tudo de bom,
boaz
De Elisa a 15 de Janeiro de 2012 às 11:58
Meu apoio a Catarina. Gabriel, seu blog é um grande incentivo e exemplo!
De michel nigri a 3 de Março de 2012 às 21:32
Ola Boaz !
Primeiro lugar, fiquei muito impressionado com sua destreza na arte de escrever ! Seu texto está muito bem escrito !
Obrigado por abrir essas passagens conosco... E fico feliz por ter acompanhado parte dessas histórias, ao seu lado na Yeshiva. Mesmo aquelas partes que envolveram as piadas e tudo mais... hahahah
Parabens pelo caminho ate aqui !

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