Domingo, 31 de Janeiro de 2010

A hora de deixar o ninho

Depois de alguns meses numa yeshivá em Israel, para a maioria dos alunos estrangeiros chega a hora de regressar aos seus países. Os estudantes americanos chegam, geralmente, de um ambiente religioso, com famílias observantes e comunidades bem organizadas. Muitos vêm para a yeshivá como alternativa a um ano de estudos na Yeshiva University, uma conceituada universidade judaica ortodoxa dos EUA, em Nova Iorque. O ano que estudam em Israel dá-lhes créditos para o curso universitário e, a anuidade na yeshivá é muito menor que a da universidade, por isso compensa financeiramente às famílias enviar os filhos para Israel.

Com os brasileiros e outros latinos a situação é bem diferente. A grande maioria dos alunos que chegam do Brasil fez teshuvá (tornaram-se religiosos) por via de algum movimento judaico juvenil – em geral o Bnei Akiva. Em alguns casos, esse desvio em direção à observância religiosa não foi acompanhado pelas respetivas famílias. Assim, a hora de voltar é um passo duplamente difícil.


Beit Midrash, o centro de estudos da yeshivá.
A quantidade e variedade de livros é impressionante.

Muitos chegam com um nível básico de hebraico, obtido durante os estudos nalgum colégio judaico. Em termos de conhecimentos de Torá a situação não é melhor. Alguns começaram há pouco a cumprir as leis do Shabbat e da alimentação casher. Apesar de “verdes” chegam com uma ânsia enorme de aprender.

Praticamente nunca tiveram contato com o Talmude, a base de todo o estudo na yeshivá. O choque inicial é enorme. A dificuldade com a intrincada construção das discussões talmúdicas e o obstáculo da língua aramaica – a língua da Guemará, parte principal do Talmude –, significam um avanço lento nos estudos. O “verdinho”, um popular dicionário aramaico-hebraico-inglês, é consultado a cada duas palavras do texto da Guemará.

Nas primeiras semanas, a frustração é evidente em muitos destes alunos. Em conversas com os alunos mais experientes, alguns confessam pensar em desistir. Raramente o fazem. Na yeshivá o tempo passa rápido e uma clara progressão é visível logo ao fim de um mês. Aos poucos, o “verdinho” é posto cada vez mais de lado. A repetição dos termos talmúdicos e a classe diária sobre o assunto em discussão ajudam a entrar na dinâmica da Guemará.

O Shabbat é um dos tempos mais extraordinários na yeshivá. O ambiente de festa, com canções e até mesmo dança durante as refeições festivas deixam uma marca profunda. Com o tempo, alguns dos que viam a sua estadia na yeshivá como algo temporário decidem não regressar definitivamente a casa. Na verdade, decidiram que a sua casa é em Israel e voltar para um ambiente não religioso torna-se impensável.

Para os que ficam, várias questões se colocam: tratar já do processo de aliyá (a imigração para Israel) ou permanecer por enquanto como residente estrangeiro? Continuar na yeshivá mais um ou vários anos, ou sair e ir para a faculdade? E a entrada no serviço militar – agora, ou adia-se mais um pouco?

Mesmo os que saem da yeshivá e tomam algum outro caminho em Israel – exército, trabalho ou faculdade –, mantêm um contacto com o local e os amigos que lá fizeram. Nas horas vagas dos estudos lá fora ou nos dias de licença militar regressam aos bancos do Beit Midrash, a sala de estudos principal. Com frequência passam o Shabbat na yeshivá ou em casa de um rabino ou de um aluno já casado. Todos se reencontram nos casamentos de amigos. E a yeshivá é uma fábrica de casamentos!

Ainda assim, há os que têm mesmo de voltar para os seus países. Para terminar a faculdade que ficou “trancada”. Para o trabalho deixado em pausa. Para a família que insiste que voltem. As semanas que antecedem a partida são de grande ansiedade. A preocupação maior é manter o nível elevado que foi conseguido na yeshivá. Compram livros indispensáveis para continuar os estudos de Torá, livros impossíveis de encontrar fora de Israel (ou quando se encontram à venda são caríssimos!). Estudam como casherizar a cozinha da família, o que se pode ou não pode comer fora de casa, como respeitar o Shabbat quando a família não é religiosa. Fazem-se contatos com rabinos e famílias religiosas nas suas cidades, para que os possam acolher no Shabbat e nas festas.

De volta a casa, uma decisão unânime é dedicar um tempo para trabalhar com kiruv – a ajuda aos jovens judeus para se aproximarem do Judaísmo. (Kiruv significa aproximação, em hebraico). A partilha dos conhecimentos e experiências da yeshivá são uma excelente forma de atrair os jovens para aderir a uma forma de vida comprometida com os valores judaicos.

Em regra, o regresso é apenas temporário. O tempo suficiente para terminar os estudos e ir convencendo a família a deixá-los fazer aliyá. Aquilo que conquistaram com os meses passados na yeshivá é demasiado precioso para se arriscar a deixar perder num ambiente pouco cooperante com a observância judaica.

É um orgulho ver a incomparável metamorfose por que passam os novos alunos que chegam. Como crescem e se desenvolvem humana e espiritualmente. São muitos os milagres produzidos nos bancos da yeshivá.

publicado por Boaz às 22:39
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Domingo, 31 de Maio de 2009

O autocarro para Moscovo

No meu regresso a casa, todas as tardes, apanho o autocarro no centro de Jerusalém. Depois de uns saudáveis 15 minutos de caminhada desde a Cidade Velha, apanho o 31 ou o 32 no chique bairro de Rehavia. As duas linhas levam a Gilo, um bairro recente no sul da capital, de onde eu pego boleia até casa.

A grande parte dos passageiros do 31 ou do 32 são russos. São fáceis de distinguir entre todos os passageiros. As redondas faces eslavas e a predominância do cabelo louro. As mulheres muito mais maquilhadas e de penteados mais elaborados do que a israelita comum. Os homens raramente vestindo o traje dos ortodoxos ou mesmo a kippá dos sionistas religiosos. Residem em Gilo, um dos bairros com maior população russa de Jerusalém.

Com a queda da União Soviética no início da década de 1990, milhares de ex-soviéticos imigraram para Israel. De acordo com a Lei do Retorno, a lei que regula a imigração para Israel, tem direito de ser cidadão de Israel quem seja judeu ou tenha pelo menos um avô judeu. As bases da Lei do Retorno são as Leis de Nuremberga, estabelecidas pelos Nazis, as quais consideravam como Judeu todo o que tivesse pelo menos um avô judeu. A lei que significava a morte no tempo da Alemanha Nazi, assegura um "porto de abrigo" agora em Israel.

Ao abrigo desta lei, mais de um milhão de pessoas chegaram a Israel. Desses, várias centenas de milhar não eram judeus de acordo com a lei judaica. Descobriu-se mais tarde que, na ânsia de deixar a miséria pós-colapso da União Soviética, muitos russos, sem qualquer relação com o Judaísmo, falsificaram documentos e aproveitaram para deixar o país. É a fama que muitos têm em Israel.

De início, o país recebeu os russos com simpatia. Sabendo da opressão que havia sido a vida judaica durante a União Soviética, a chegada dos russos foi bem vista. Porém, os problemas de integração começaram quando se constatou que muitos nem sequer eram verdadeiramente judeus. Além disso, mesmo os que eram realmente judeus tinham um estilo de vida extremamente secular e hábitos pouco comuns em Israel, como falarem russo e não hebreu, e comerem carne de porco. Mantinham em Israel a forma de vida dos seus tempos na URSS.

A outra desconfiança foi ao nível da absorção de tantos milhares de imigrantes num país tão pequeno. Dotados de um nível educacional acima da média israelita da década de 1990, chegaram milhares de médicos, cientistas, engenheiros, atletas e músicos. Uma piada dizia que "todo o russo tem um violino".

Se por um lado, as instituições locais foram fortalecidas pela qualidade da mão-de-obra russa, por outro surgiu a hostilidade dos habitantes locais que foram deixados para trás face à prioridade dada ao "russo". Para absorver a onda russa, surgiram dezenas de novas orquestras em todas as cidades de Israel. Ainda assim, muitos detentores de diplomas e de carreiras técnicas acabaram a trabalhar nas limpezas e na construção civil (o mesmo aconteceu com os russos e ucranianos em Portugal).

Apenas uma minoria dos russos em Israel é religiosa. Num país em crescente secularização, os russos são os cidadãos mais seculares, resultado de sete décadas sem contacto com a prática judaica (a maioria dos homens, mesmo os judeus de verdade, nem sequer era circuncidada quando chegaram a Israel). Ainda assim, a maior parte das pessoas que se convertem ao Judaísmo em Israel são de origem russa. Os que são religiosos, porém são membros bastante activos nas suas comunidades e contribuem para a formação religiosa dos outros russos, integrados em programas de keruv, projectos de aproximação dos jovens às suas raízes judaicas. Várias yeshivot abriram programas em língua russa, a pensar nos jovens filhos dos imigrantes que, chegados à adolescência, descobrem um interesse no Judaísmo.

Os russos são uma peça recente no variado mosaico social de Israel. Apesar dos problemas de integração, aos poucos encontraram o seu lugar. Para lá das suas lojas, canais de televisão e jornais em russo, e dos partidos políticos que defendem os seus direitos, adoptam aos poucos os costumes do país. E, tal como os marroquinos, os polacos ou os iemenitas, deixam também a sua marca na complexa identidade nacional.

publicado por Boaz às 16:00
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

T.Z. por B.I.

Finalmente, já tenho o cartão de identidade israelita.


Teudat zehut, o B.I. de Israel

Depois de várias idas ao Ministério do Interior, de pedidos e documentos, fotocópias, traduções, declarações, certificações e outra papelada tão amada pelos burocratas... recebi o cartãozinho azul que me atesta como cidadão israelita.

Nele consta o meu novo nome israelita: Boaz Gabriel Canhoto. Boaz, o meu nome judaico; Gabriel Canhoto, o nome português com que eu assinava há já vários anos. O problema é que, de cada vez que eu disser "Canhoto", alguém vai olhar-me com espanto e pedir "soletre por favor". "Kuf, nun, yud, vav, tet, vav". Se mesmo em termos de apelidos portugueses não é nada comum, em hebraico é totalmente inaudito.

Passaporte, isso só daqui a um ano.

publicado por Boaz às 22:04
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

A interminável fila da conservatória

Tratar de papelada é um pesadelo em qualquer lugar. A burocracia é uma coisa tão implantada no cerne das sociedades modernas que é difícil imaginar até um qualquer processo de tirar uma certidão, documento, segunda-via, licença, escritura e afins sem horas intermináveis de espera nalguma secretaria.

Em Israel a burocracia é lendária, ultrapassando de longe a montanha burocrática portuguesa. É de tal modo pesada e ineficiente que o mais aconselhado é levar um bom livro e ao menos uma garrafa de água (para não falar de um farnel) quando é necessário tratar de algo nas oficinas burocráticas.

Passar do assunto de um ministério para outro, é como passar para um outro país, pois parece não existir qualquer coordenação de serviços. Se no primeiro caso pedem uma dúzia de documentos, provas e certidões, no segundo voltam a pedir tudo de novo, sem se importarem que o serviço anterior já ter dado o aval ao avanço do processo. E nunca, nunca, se fie na lista de coisas que lhe dizem para levar para a repartição seguinte. É que sempre lhe pedirão alguma coisa que falta. Por isso, leve toda a tralha burocrática que acumulou nos últimos anos. E mesmo assim sem garantias...

Nos serviços, ninguém parece saber muito bem como funcionam os trâmites. Cada um faz as coisas à sua maneira. Se acontecer uma secretária topar a conversa na mesa ao lado, até é capaz de perguntar: "O que é estás para aí a dizer? Não é nada disso! É preciso isto e aquilo e aqueloutro". E lá começa uma tão típica discussão entre os burocratas. A secretária intrometida contra a que levou com o selo de incompetente, cada uma a reclamar a razão para si. E o infeliz do utente a amargar.

Há também a recorrente pausa da secretária para o café e o cigarrinho, sem hora para terminar. Independentemente de a sala de espera estar apinhada de gente. Uma multidão nervosa e suada, no abafo não disfarçado pelo ar condicionado. E a gritaria dos bebés nos carrinhos.

Se a coisa ficar feia, sempre se pode usar a técnica do berro e do murro na mesa. Pode não ajudar nada, mas a secretária fica logo a saber que o utente que tem pela frente não é um tolo. Para bruto, bruto e meio é uma máxima a ter em conta naquela altura.

Ah, e isto tudo, é claro, só acontece se os serviços estiverem a funcionar. O que, com a onda de greves a varrer o país, nunca se sabe. Pode acontecer, terminar de tratar de uma coisa aqui e depois ficar encalhado além, por causa da greve, que nunca tem data para terminar. Só à noite, no telejornal, saberá se vai ser amanhã que poderá voltar a amargar com as filas de espera, os apertos e a fantástica simpatia do funcionário público local.

E prepare-se para ouvir que ainda falta a porcaria de um qualquer papel que a senhora se lembrou agora de pedir.

Nota:Actualmente ando na senda de tratar da papelada para obtenção da cidadania israelita. Apesar de já ter passado por todo o processo para a imigração, isso parece não valer nada e tudo volta ao princípio. Manhãs inteiras gastas no Ministério da Imigração e especialmente no tenebroso Ministério do Interior. A última coisa que se lembraram foi pedir-me uma certidão de nascimento. A data e local que constam no passaporte, no documento de imigrante, e nas trinta declarações que já assinei parecem não provar nada.

Temo que alguém pense que eu afinal não nasci no dia 24 de Março de 1977 em Leiria, mas fui clonado nalgum laboratório científico da ex-União Soviética. Ou então que terei nascido de um repolho...

publicado por Boaz às 10:18
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Vai devagar imigrante

E agora começa a senda da burocracia em Israel.

Conta bancária. Seguro de saúde. Equivalência dos estudos universitários portugueses e possível pós-graduação. Exame para a carta de condução. Aulas de hebreu. Bilhete de identidade. Passaporte.

Estas são SÓ ALGUMAS das coisas que eu tenho de tratar nas próximas semanas. Ao mesmo tempo tendo de enfrentar a onda de greves que afectam o Ministério do Interior e o Banco Postal, duas das instituições que controlam estes processos.

publicado por Boaz às 12:17
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Domingo, 1 de Julho de 2007

A minha mala de cartão

Cheguei a Israel na passada quarta-feira. Todavia, esta chegada, a minha quinta ao país, não tem paralelo com as outras. Agora cheguei como imigrante. Sem o aparato de muitas chegadas de imigrantes dos Estados Unidos, com milhares de pessoas à espera com bandeirinhas, mas com todos os passos planeados a partir do momento da aterragem no aeroporto de Ben Gurion.


Imigrantes de Marrocos no aeroporto de Lod, onde chegaram num avião vindo de França, 1954

Comecei o processo de aliya (nome dado à emigração para Israel e que, literalmente, significa "subida") ainda em Jerusalém, nos finais de Fevereiro último. Numa ida ocasional a um gabinete da Agência Judaica, para acompanhar um colega da yeshiva entretanto chegado a Israel, pedi eu também informações sobre os procedimentos de imigração.

Mais dúvidas surgiram e acabei por contactar o serviço em língua espanhola ou portuguesa do Global Center da Agência Judaica. Fui a uma entrevista, preenchi uns papéis e levei os meus documentos essenciais à abertura do ficheiro para a minha imigração: o passaporte e a chamada teudat hamará (uma declaração que atesta que eu sou judeu após passar o processo de conversão), essencial para assegurar o meu direito a emigrar para Israel.

Mais uma ida ao Global Center entregar uns papéis que faltavam e uma troca de e-mails com informações. Aos poucos, a data da minha aliya ia ficando mais clara. Após receber a garantia de ter todo o processo tratado e entretanto transferida a minha pasta para a delegação da Agência Judaica em Madrid – responsável também pelos raros casos de portugueses que emigram para Israel – resolvi comprar a viagem para Portugal. Todo o dinheiro que havia ganho em sete dias de trabalho nas limpezas antes de Pessah serviu para pagar o bilhete. Aproveitava para visitar a família e sabia que o meu voo de regresso a Israel seria pago pela Agência Judaica. E entretanto evitaria ter de renovar o meu visto de turista, entretanto a caducar. E como só poderia fazer aliya quando completasse um ano após a conversão, seria o timing perfeito.

Com a chegada a Portugal tive de ligar para Jerusalém, a confirmar que já me encontrava fora do país. Os trâmites seguiriam agora a partir de Madrid. Informada a embaixada israelita em Lisboa, estava aberta a porta para a obtenção de um "visto de aliya". Só foi necessário encontrar uma data em que o horário da embaixada coincidisse com a minha permanência em Lisboa às sextas-feiras. Coisa difícil, já que a delegação israelita fecha ao meio-dia e eu chegava normalmente à capital à uma da tarde. Levantar-me bem mais cedo e apanhar o autocarro das 8 da manhã para Lisboa foi a única opção. E esperar que não houvesse nada de extraordinário na embaixada que me impedisse de tratar da burocracia.

Numa das minhas idas de final de semana à capital para passar o Shabbat, fui à embaixada para pedir o visto. O habitual aparato de segurança no local foi facilmente ultrapassado com uma conversa em hebraico com um dos seguranças israelitas e o mostrar do passaporte com uma série de carimbos estampados em Israel. Algumas informações num questionário e pronto. Seria só esperar dois dias e o visto estaria pronto. E o senhor cônsul desejava falar comigo...

Chegara a altura de marcar a data do voo de regresso a Israel. Oferta do governo de Israel através da EL-AL, foi-me dito que o receberia por e-mail. Só sabia a data e a hora. Mas havia um problema: o voo seria apenas entre Madrid e Tel Aviv. A viagem Lisboa-Madrid teria eu de a comprar e seria posteriormente reembolsado. Procedimento estranho se comparado com o que acontece com os emigrantes que viajam da América Latina, aos quais a viajem é paga integralmente desde o início. Com grande aperto, lá consegui um voo para Madrid na data exacta que necessitava. E ainda tive de enviar o próprio bilhete, a factura e os dados da minha conta bancária para a delegação madrilena da Agência Judaica.

Telefonema para um lado, e-mail para o outro, agora parece que o dito cujo vai ser pago pelo consulado de Israel em Espanha. Vá-se lá saber... We wait and we wonder.

E ainda me falta toda a fase do processo após a chegada. Isso é outra empreitada.

publicado por Boaz às 11:51
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