Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

No fundo de rodapé da fama


Quase famoso.

Apesar de ser licenciado em Comunicação Social, em poucas ocasiões apliquei o que estudei nos 4 anos do curso. Agora, nem tenho televisão em casa – e não o lamento. O contacto com o Mundo faz-se pela Internet. Ainda antes do sonho da carreira na Comunicação Social, tinha tido algum contacto com o mundo jornalístico na escola. Aos 13 ou 14 anos, entrei quase por acaso para o Clube de Jornalismo da Escola Secundária da Batalha. A experiência durou apenas algumas semanas, mas ainda me lembro de escrever alguns textos que seriam publicados no jornal da escola. E de fazer desenhos para ilustrar as peças.

Na mesma altura, ou poucos anos depois, o Jornal da Batalha teve a ideia de dedicar uma das suas páginas a uma das turmas da escola local. Os alunos escreveriam textos e a turma apareceria numa foto de grupo. Ainda guardo numa mala de documentos a página que foi feita pela minha turma... Ainda que seja difícil ver onde estou no meio da foto de turma, foi a primeira vez que "saí no jornal".

A segunda vez que "fui para as bancas" foi já nos anos da faculdade. Ao contrário de uma pacífica e sóbria foto nos idos anos do ensino secundário, a notícia da época universitária dizia respeito a uma "invasão". Os revolucionários alunos do ISCSP, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, a minha faculdade em Lisboa, decidiram tomar de volta e à força o andar de cima do secular Palácio Burnay onde funcionava a faculdade. Havia sido "nosso" até à extinção temporária do ISCSP algumas décadas antes, mas aí funcionavam alguns dos serviços de outra instituição, o Instituto de Investigação Científica e Tropical. Era a parte mais nobre do palácio e era uma vergonha que estivesse a ser usado por "eles".

Na cobertura jornalística da invasão – como é que chegaram tão rápido? Estavam avisados? –, um fotógrafo do Jornal de Notícias apanhou-me com um maço de livros arrancados de uma das prateleiras dos cientistas ocupantes. Eu nem dei por ele. Só soube quando vi a foto no diário! Em termos de processo judicial, nunca se fez nada contra a nossa "medida radical" e, passadas algumas semanas, metemos o rabinho entre as pernas e voltámos a ter apenas "o andar de baixo". E foi assim, como um anónimo criminoso fotografado em "flagrante delito" que saí numa das páginas da secção de Sociedade do JN em 2000 e picos.

No final do curso consegui – com ajuda da indispensável cunha, por supuesto – um precioso estágio. O meu padrinho falou com um amigo que tinha um outro amigo e que, sem acaso, era o responsável pelos estagiários da rádio de notícias TSF, uma das mais importantes estações de rádio de Portugal. Depois de uma entrevista para apurar capacidades, comecei a trabalhar logo no dia seguinte. Trabalhar não era bem o termo certo: o estágio era, apesar de bem-vindo, "não remunerado". Comecei por fazer o turno da manhã.

Saía bem cedo do apartamento onde morava junto ao Largo do Rato e tomava dois autocarros até chegar à redacção no Braço de Prata, quase a chegar ao Parque das Nações. O termo "não remunerado" era absoluto, e significava que eu tinha de pagar o meu transporte – a não ser as deslocações em trabalho – e nem incluía almoço. Valiam-me as bolachas e o iogurte trazidos de casa, e a máquina de café para ser usada à discrição. Depois passei para o turno da tarde.

Ao contrário do que se pensa no mundo fora do círculo jornalístico, nem todos os jornalísticas "aparecem". Nem todos são "estrelas". Antes pelo contrário, a profissão de jornalista é muito menos romântica. O meu trabalho era mais de apoio. Depois de escolher uma historia para cobrir, telefonava para aqui e acolá à cata de depoimentos de alguém com quem interessava falar por algum assunto. Por vezes fazia "trabalho de campo": saía da redacção para algum lugar em Lisboa para assistir a impossivelmente chatas conferências de imprensa, como reuniões de centrais sindicais. Entrevistei um ex-ministro da Ciência sobre o aniversário de Albert Einstein. Num seminário da Associação Luso-Americana entrei pela primeira e única vez no Sheraton de Lisboa, onde estaria o ministro do Trabalho. Eu não falei com ele, mas um jornalista de TV encontrou-o e rapidamente lhe fez uma pergunta pertinente. Tão rápido que eu nem tive tempo de ligar o meu microfone! Desastres de principiante.

A visita do presidente do Governo Regional dos Açores levou-me ao Palácio de Belém, a residência do Presidente da República. O líder açoriano falou alguma coisa que era importante, mas eu não entendi o interesse da coisa. No dia seguinte, à chegada à redacção, levei uma reprimenda quando me disseram que ele realmente tinha dito algo que era notícia. E que a TSF tinha deixado fugir. Outra rádio noticiou em primeira-mão. Aprenderam a não enviar um novato para cobrir assuntos de Estado. A única vez que a minha voz foi ouvida nas ondas hertzianas foi numa peça sobre uma "Feira do Livro Usado" realizada no Mercado da Ribeira. Com Carlos Paredes como música de fundo construí uma peça em linguagem poética. Foi "para o ar" nessa noite, a uma hora em que pouca gente ouve rádio. Repetiram-na de manhã cedo, ao início da hora de ponta do trânsito lisboeta.

Na altura estalou o escândalo de pedofilia na Casa Pia. Todos os dias apareciam revelações cada vez mais escabrosas. Na redacção, ouviam-se boatos implicando pessoas que, só semanas ou meses mais tarde, seriam trazidos a público. Ou nunca foram mencionadas "cá fora". Não imaginamos o podre que corre na antecâmara das notícias até fazermos parte de uma redacção.

Eram as vésperas da invasão americana do Iraque. A guerra estava iminente. Todos os dias, Bush e companhia revelavam outra razão para mandar Saddam Hussein para fora do poleiro. Era preciso saber o que diziam a CNN e a BBC e gravar o que noticiavam. Várias vezes traduzi e dobrei em estúdio declarações de Bush, Dick Cheney, Tony Blair e outros "peixes graúdos". A estação planeava quem iria mandar para o Médio Oriente, cobrindo os países mais importantes da região. "Armas de destruição maciça" era o termo mais usado nos media da altura. O Mundo não parece ter mudado muito desde essa altura...

Poucos dias depois de terminar os meses de estágio, assisti no meu quarto ao início da guerra em directo na RTP, a 20 de Março de 2003. Um providencial directo do jornalista Carlos Fino apanhou as primeiras bombas a cair em Bagdad. Aquela já não era a minha guerra. Eu estava de fora, a imaginar o reboliço que deveria ser a redacção da TSF. Ao todo foram apenas 4 meses. Aprendi alguma coisa, em especial o cuidado que temos de ter quando escutamos, vemos ou lemos algo nos media. As palavras cuidadosamente usadas para causarem polémica, para darem nome à casa, para a própria casa ser notícia por ter noticiado tal coisa, é mais importante do que revelar a notícia em si.

Alguns meses depois, trabalhei durante apenas um mês num semanário católico da diocese de Leiria. A coisa mais interessante na enfadonha rotina semanal era a montagem das notícias do jornal, às segundas e terças-feiras. Era interessante ver nascer o jornal que vai aparecer, dias depois, nas bancas. Organizar o enorme e desinteressante arquivo fotográfico do jornal ou escolher folhas de papel de impressão que ainda podiam ser usadas, foram outras coisas que eu fiz, nos dias em que não havia nada para fazer na sala onde funcionava o jornal, com apenas três funcionários.

No ano seguinte, passei para a televisão. Não, apesar das minhas tentativas e dezenas de currículos enviados não consegui ter outro estágio, nem mesmo "não remunerado" e ainda menos um emprego certo. Na altura, já começara a tomar forma o meu processo de conversão e foi nessa condição que apareci num programa de informação religiosa da RTP 2. Foram entrevistar os alunos que frequentavam as classes de conversão na sinagoga de Lisboa.

Com a ajuda do blog, fui entrevistado duas vezes sobre o assunto da minha conversão ao Judaísmo. Um leitor chileno entrevistou-me em inglês e publicou a notícia num jornal online do Canadá. O mês passado, foi a vez de uma jornalista brasileira, de um jornal judaico do Rio de Janeiro se interessar pela minha história.

Há meses, um amigo português (nascido em Moçambique) residente em Jerusalém foi descoberto pelo jornalista Henrique Cymerman, correspondente da SIC em Israel. A história de um português de origem "marrana" (em hebriaco anussim, os judeus obrigados a converterem-se ao Catolicismo e mantidos judeus em segredo), hoje 100% judeu, a trabalhar no Jardim Botânico de Jerusalém deu origem a uma reportagem de televisão. Depois da realização da reportagem, o meu amigo avisou-me que o jornalista estava interessado em conhecer outros portugueses em Israel e que por isso, lhe tinha dado o meu contacto.

Até hoje, alguns meses depois, espero o tal telefonema do Henrique Cymerman. Ainda não foi desta que apareci na SIC!

publicado por Boaz às 03:17
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Domingo, 23 de Agosto de 2009

...Quem vier por bem

Quando abri o Clara Mente, há quase 5 anos (cinco anos!), não tinha ideia como iria correr esta pequena aventura pelo mundo dos blogues. Nem pensei que durasse tanto. A única propaganda que fiz do blog foi incluir o seu endereço no final dos meus e-mails, em tom de assinatura. O boca-a-ouvido fez o resto. Ao longo dos anos e dos artigos, fui ganhando alguns fãs.


A faixa original do Clara Mente.

Alguns anos passados, quando já havia deixado Portugal e o Clara Mente ter passado a ser quase exclusivamente sobre Israel e assuntos judaicos (ainda vou escrevendo um pouco de Portugal, nem que seja em termos de comparação com a minha realidade de outrora), o blog chegou a ser recomendado por duas vezes no portal de blogues do Sapo, o maior portal de Internet em Portugal. Na altura tive centenas de visitas inesperadas. É claro que a maior parte delas nunca mais voltaram. Afinal, tinham aqui entrado por engano, seguindo apenas o link no Sapo. Ainda assim, é possível que poucas tenham mesmo regressado...

Curioso em saber o que trazia os leitores desconhecidos até ao Clara Mente e de onde vinham, adicionei um pequeno componente na estrutura do blog que permite saber o país de cada pessoa que o visita. Não apenas detecta o país como também a cidade do visitante. De grandes cidades como São Paulo, Lisboa ou Londres, até lugares mais remotos como Chapecó (Santa Catarina, Brasil), Felgueiras (norte de Portugal) ou Sprinckange, no Luxemburgo. E, se chegou aqui através de uma busca em algum motor de busca, como o Google, o Sapo ou o UOL, consigo saber o que andou à procura.

Que mundo estranho!

Depois de analisar os dados que o tal componente me informa (só a mim), fico cada vez mais admirado com as coisas estranhas que as pessoas procuram na Internet. E ainda mais como é que elas chegam aqui procurando tais coisas!

Uma busca em temas judaicos e israelitas é absolutamente natural indicar o Clara Mente. Afinal, são esses os principais assuntos do blog. À cabeça das buscas nesta área estão as expressões "marrano", "blog marrano" e a angustiante pergunta "como saber se sou marrano?". O que não faltam são descendentes de anussim (conhecidos em português e espanhol pelo termo pejorativo "Marranos", que significa porco) a tentar descobrir as suas origens e como reencontrá-las. Chegaram ao artigo "Mais um (suposto) marrano". À procura de informação sobre o "hino de Israel", encontraram "Raízes portuguesas no hino de Israel". Até agora, básico.

A língua portuguesa e as suas diferenças entre os dois lados do Atlântico suscitam dúvidas. E toca a procurar no Google. A "diferença facto e fato", e o que é um "terno de portugual"? Quê? (Ah, só escreveram mal o nome atual da Lusitânia...) Os inquiridores saberão a resposta exata em "Facto é fato que é terno". A misteriosa expressão portuguesa "ora pois" intriga muitas mentes brasileiras e entram no blog por um artigo que eu espero que os esclareça, "Ora pois". Nem mais.

As coisas complicam-se quando alguém quer saber o que significa "tremor nas pernas" e encontram um artigo que nada tem a ver com tal sintoma de... alguma coisa. O mesmo se passa para quem padece de "dedos inchados e roxo", que encontra a história de uma queda por ter aleijado "O meu pé esquerdo". Começo a questionar-me seriamente sobre o método de busca do Google quando me deparo que alguém procurou "autocarro união do s´tão". Sim, de novo, assim mal escrito. E, estranhamente, um dos primeiros resultados é "Um autocarro para Moscovo" porque o artigo menciona autocarro, União Soviética e tem algures a palavra tão. Parece suficiente para ser encontrado.

A minúcia de quem quer achar uma agulha no palheiro que é a Internet é evidente em "estrutura e organizacão da polícia e seguranca publica na suéca e países escandinávos em 2009". Desculpe, deseja algo mais específico? Acho que não ficou muito informado sobre o assunto com o que escrevi em "Beleza escandinava", mas a verdade é que o indagador entrou por aí. Mais ainda em "blogs dos portugueses estudantes em roma de agosto de 2009". Sim, há gente interessada em encontrar algum estudante bloguista português que anda pela capital italiana. Não sou nem nunca fui estudante em Roma – ainda que a Cidade Eterna me fascine e gostasse de a visitar – e além disso passei o mês de Agosto de 2009 entre Alon Shevut e Jerusalém, tal como Julho, Junho, Maio, Abril...

Que há muita gente estranha no mundo, isso ninguém duvida. Que muita dessa gente estranha surfa na Internet também é sabido. O pior é constatar o que esta gente anda à procura. Exemplos: "como esvaziar a bagagem no perfect world ?" e "como preparar a mesa para uma sessao dos tov". Pois, eu também não entendi, mas foi isso mesmo que alguém procurou. No caso da bagagem, o Clara Mente aparece em primeiro lugar na lista dos resultados. No segundo, aparece em sexto. Houve ainda uma pesquisa por "oraçao para calar boca de falador". O anseio de uma alma desesperada por um milagre contra o tagarela encontrou o Clara Mente como o resultado mais promissor. Não perguntem como.

A minha curiosidade de saber quem aqui vem é genuína. Apesar de não ter muito feedback dos leitores, gosto de saber o que os traz por cá. A paixão – desde a infância – pela Geografia, leva-me a querer saber de que lugares deste nosso pequeno mundo chegam as pessoas que me vão lendo.

PS – Não se assustem os leitores que desejam o anonimato. O tal programinha que deteta de onde vêm e que buscas fazem, não permite saber quem são exatamente. E ainda menos lhes tira uma foto e a envia para a minha caixa de correio. Ainda.

publicado por Boaz às 20:30
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Quarta-feira, 7 de Março de 2007

Narcisista q.b.

Há uns dias ao analisar a quantidade enorme de fotos que tirei em Israel nos últimos (quase) dois anos de permanência neste país, verifiquei a quantidade de caras diferentes em que apareço nas ditas fotos.

Decidi fazer uma síntese das melhores e enviá-la aos amigos e familiares em Portugal.

Em tom de postal, publico também aqui a tal imagem.

De Israel, com amor e loucura.

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publicado por Boaz às 12:00
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2006

À espera de um milagre

Com a situação financeira em que me encontro - com a perfeita consciência que tenho de ser bem poupadinho e evitar as despesas supérfluas, de vez em quando, quando caminho pelas ruas, penso que vou encontrar algum dinheiro perdido. Porque não? Tive dias em que cheguei a encontrar... 1 ou dois shekels. Confesso que nunca ponho grande fé nessa possibilidade, mas, pode ser que...

Hoje foi um desses dias. Quando caminhava para o trabalho pus a fasquia nos 50 shekels (pouco menos de 10 euros). Não fiz a coisa por menos.

Até chegar ao trabalho: moedinhas ou notas perdidas nos passeios, não vi nada. Assim que comecei a trabalhar, chegou-se um rapaz morador no edifício onde trabalho e disse-me que deveria limpar esta semana o jardim do prédio.

Já trabalho naquele lugar há mês e meio e nunca tinha limpo o jardim. Para o pouco que recebo, bem me chegam as escadas para me cansar. Bem, e aquilo não é jardim, coisa nenhuma. É uma área em que metade é cimentada e a outra é um matagal seco. Tudo imundo, com sacos e garrafas e copos de plástico, papeis e folhas de árvores. Uma felga.

Aí lembrei-me de que se limpasse o tal jardim receberia mais 75 shekels. A Torá ensina a não esperarmos milagres, incluindo possivelmente, dinheiro no caminho. Está certo que foi mais uma hora que tive de trabalhar, mas não ganhei 50 shekels caídos - do céu - no caminho. Ganhei 75 a enrijecer os calos das mãos. Deus é realmente bom.

publicado por Boaz às 02:02
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

Deixa-me rir (sem ofensa)

Garfield Maomé, em Ridiculopathy.com

O mundo islâmico, pouco conhecido pelo seu sentido de humor, em especial em relação a si mesmos, entrou em polvorosa por mais uma razão. Não bastava a habitual onda de violência em manifestações públicas de ódio contra Israel, agora o ódio virou-se também contra a - até agora inocente - Dinamarca.

O problema surgiu com a publicação no jornal Jyllands Posten de uma série de cartoons em que o profeta Maomé aparece, entre outras coisas, retratado com um rastilho saindo do seu turbante, fazendo a ligação directa entre a doutrina islâmica e o terrorismo. É obviamente ofensivo, mas a onda de protestos é um exagero e demontra uma enorme falta de maturidade das massas e dos poderes islâmicos em geral. Estranho é que os ditos cartoons tenham sido publicados há já quatro meses e, só agora tenha estalado o protesto...

Desconhecendo a noção de liberdade de imprensa e de independência editorial entre os media e o poder político, uma série de paises islâmicos decidiram chamar os seus embaixadores em Copenhaga e expressaram o seu repúdio ao governo dinamarquês pelo ultrage.

Nas ruas, multidões furiosas queimaram bandeiras dinamarquesas (por uns dias foi a bandeira mais queimada no mundo, em vez das israelitas e americanas). Embaixadas dinamarquesas receberam ameaças de bomba. Nos supermercados boicotaram-se os produtos dinamarqueses, malditos agora para os consumidores árabes.

Na Dinamarca, o editor do jornal pede desculpas mas defende-se com a liberdade de expressão. O governo pede desculpas tambem e alguém propõe a construção de uma mesquita em Copenhaga, para abrigar dignamente a comunidade islâmica do país. (Os 200 mil muçulmanos que vivem no país reunem-se em 50 mesquitas improvisadas.) Uma tentativa vã de limpar a cara e - pior que tudo - uma cedência aos radicais que ia dar razão aos seus protestos.

Até que ponto se pode brincar com os símbolos religiosos? Até onde se pode ir sem desencadear uma "guerra santa"?

Nota: Um artigo interessante de um site satírico, Ridiculopathy.com.

publicado por Boaz às 00:34
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2005

Hilária política

O slogan de campanha da candidatura de Fátima Felgueiras: "Sempre presente!"

O autor deste brilhante mote merecia o prémio de Humorista do Ano.

publicado por Boaz às 17:23
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Perfil do autor. História do Médio Oriente.
Galeria de imagens da experiência como voluntário num kibbutz em Israel.


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