Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

Fé e esforço

A chuva, que tardava neste Outono israelita, chegou ontem. Porém, a situação de seca extrema, que se agrava de ano para ano, não se resolve com um dia de aguaceiros, por muito generosos que sejam (o que nem sequer foi o caso de ontem). Devido à grave seca que se vive em Israel, causada pela extrema falta de chuvas – que até agora haviam caído apenas durante um dia desde a Primavera passada –, e com o Outono quente e seco já quase no fim, o Rabinato-Chefe de Israel apelou às comunidades judaicas para rezarem pelas chuvas. Durante os três serviços religiosos diários – na noite, manhã e tarde, por esta ordem – os fiéis devem incluir na oração principal um excerto pedindo pela misericórdia divina para que se abram as portas do céu e caiam chuvas abundantes. E não apenas isso, foi também decretado um dia de jejum.


Pescadores num cais de Tiberias, nas margens do Kineret, ou Mar da Galileia.
Veja-se o baixo nível das águas, em virtude da seca prolongada em Israel, 2009.

Israel, ao contrário da generalidade dos outros países, não dispõe praticamente de rios. O único que corre o ano inteiro, o Jordão, não é mais de um ribeiro estreito e, durante o Verão, é tão pouca a água que nele corre que não passa de uma vala fétida e lamacenta. As chuvas são portanto essenciais para as reservas de água da nação.

Na Yeshivat HaKotel, onde estudo, antes de Minchá (a oração da tarde), o Rosh (diretor) Yeshivá atual e o anterior falaram perante todos os alunos reunidos no Beit Midrash, a sala de estudos principal que funciona também como sinagoga. Lembraram a gravidade da condição de carência de chuvas e a relação, de acordo com as fontes judaicas, entre as bênçãos do céu e o cumprimento dos preceitos divinos. A seca é um sinal do alto, de que algo vai mal cá em baixo.

Apesar da importância da mensagem dos sábios, faltou referir algo que, ainda que seja simples, talvez não seja compreendido por todos: a necessidade de poupança de água. Nenhuma palavra foi dita nesse sentido. Fiquei espantado pela ausência deste recado nas prédicas dos rabinos. Porém, não totalmente. Afinal, a sociedade israelita em geral e o público religioso em particular, estão em grande medida afastados das questões ambientais.

Na região centro do país, nos arredores de Tel Aviv, a preocupação pela ecologia é algo que começa a fazer-se sentir, em especial nos subúrbios habitados por judeus originários da Europa e América do Norte. Para os judeus religiosos porém, a questão ecológica é relegada para um plano muito inferior na lista das prioridades. Talvez por estas questões estarem tão associadas aos esquerdistas, chilonim, os não-religiosos.

Um dos exemplos do descurar da poupança de água entre os religiosos relaciona-se com o preceito de netilat yadaim, a lavagem ritual das mãos. A Halachá (ou Lei Judaica) prescreve a lavagem das mãos para efeitos rituais assim que a pessoa se levanta, representando uma purificação do corpo que acaba de "renascer do sono". O mesmo se passa antes de comer pão, representando a pureza que deve existir na hora da refeição. A Halachá prescreve que a quantidade mínima de água necessária para netilat yadaim é de um reviit, uma medida de contagem de líquidos equivalente a pouco mais de 90 ml. Outras opiniões defendem que essa medida equivale a 160 ml. Em qualquer dos casos, não é muita água.

Para realizar o ritual de netilat yadaim usa-se uma natlá, uma caneca especial de duas asas. Uma natlá comum comporta cerca de um litro de água, ou até mais, bem acima da quantidade mínima necessária para a ablução das mãos. Porém, como se uma caneca cheia não fosse suficiente, alguns religiosos ainda são mais estritos no cumprimento desta prática, despejando sobre as mãos não apenas uma natlá cheia de água, mas duas. Um verdadeiro exagero, ainda mais nestes tempos de escassez.

A sabedoria judaica ensina que a reza destinada a receber uma bênção divina deve ser acompanhada do esforço pessoal para atingir esse objetivo. A isso chama-se histadelut. E o esforço não é sinal de falta de fé. Afinal, ninguém se questiona se em caso de doença, seja falta de fé ir ao médico e tomar medicamentos, ao mesmo tempo que se reza por saúde. Então, alguém pensará que é falta de fé rezar para que as chuvas caiam em abundância e, ao mesmo tempo esforçar-se para poupar as escassas reservas existentes?

Para além do aumento da reza, das boas ações e do estudo de Torá para receber a misericórdia dos Céus em relação às chuvas, deveria haver um esforço pessoal para não desperdiçar água. Não devemos esperar milagres nem basear a fé na sua eventual ocorrência. Só quando o homem dá o máximo de si mesmo, torna-se merecedor da ajuda divina.

publicado por Boaz às 10:24
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

'Olho por olho' e um erro de visão

A Mahatma Gandhi é atribuída a frase: “’Um olho por um olho’ apenas fará com que todo o Mundo fique cego”. A base desta frase tornada famosa é o versículo “Olho por olho, dente por dente” (Levítico 24:20). É um dos versículos mais conhecidos e também mais mal entendidos de toda a Torá. Numerosos pensadores o citaram e acabaram por inverter o seu sentido.

Um dos primeiros foi Jesus. Comentando o ensinamento da Torá disse: "Ouvistes que foi dito ‘olho por olho e dente por dente’. Porém, eu vos digo, não resistam ao mau, mas se alguém te bater na face direita oferece-lhe também a outra". A máxima de “dar a outra face”, uma das mais famosas da Cristandade, derivou na verdade de um erro de interpretação daquela passagem da Torá.

O livro “O Cuzarí”, uma das obras clássicas do pensamento judaico, escrita no século XII pelo Rabino Yehuda Halevi, expõe a intenção daquela passagem da Torá. (O livro desenrola-se sob a forma de um diálogo entre o Cuzarí, rei dos Cazares, e um sábio judeu.) O rei interroga-se como puderam os sábios judeus interpretar de forma tão diferente à letra do texto, impondo uma compensação monetária em vez de respeitar a ordem explícita: “conforme o que ele fez, assim lhe será feito”.

O sábio que responde às questões do Rei explica que os versículos próximos revelam exatamente o significado de “um olho por um olho”. No versículo 18 está escrito: “E quem ferir um animal, o pagará, vida por vida.” E no versículo seguinte: “conforme o defeito que causar ao homem, assim será obrigado a pagar”.

Afinal, haveria algum sentido se a Torá nos ordenasse matar o animal de alguém que matou o nosso? É óbvio que não, até porque isso não iria reembolsar o prejuízo que sofremos. E o mesmo se aplica aos danos físicos. Se alguém ferir o braço de outra pessoa, não pediremos que a pessoa ferida cause o mesmo ferimento no braço daquele que a feriu. Isso não solucionaria o prejuízo causado, antes deixaria – numa interpretação à moda de Gandhi – toda a gente com braço aleijado. Regra igual se aplica ao versículo “vida por vida”, interpretados como uma compensação a ser dada ao dono do animal morto, semelhante ao valor deste animal. Se era um animal forte e apto para trabalhar ou coxo e doente. Cada um com o seu valor.

Se interpretarmos estas leis literalmente, acabaremos por contradizer o bom senso. Vejamos o caso do “olho por olho”. Se o agressor já for cego de um olho, enquanto a vítima possui dois olhos sãos, como poderíamos cegar o único olho que resta ao agressor, deixando-o completamente cego, enquanto a vítima continuaria a ver? Isto, se aplicássemos literalmente o versículo “conforme ele fez, assim lhe será feito”.

As interpretações literais destes versículos eram defendidas por correntes consideradas hereges pela tradição judaica, como os Saduceus e os Caraítas, estes últimos ainda hoje existentes. O espírito desta passagem não é o da vingança – que é o que parece à primeira vista – mas antes um conceito muito em voga nos nossos dias: o princípio da compensação monetária por danos, ou indemnização.

Antes das modernas leis de defesa do consumidor e dos pedidos de reparação por prejuízos, a Torá já prescrevia as regras de compensação e o princípio da responsabilidade. A ignorância, a superficialidade na análise e a descontextualização causaram uma série de mal-entendidos em relação à justiça enunciada na Torá. Dai que não espante que gente como o recém-falecido Saramago – não propriamente reconhecido como teólogo – a tenha definido como “Um manual de maus-costumes”.

publicado por Boaz às 14:40
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010

Heróis de carne e osso

Os Sábios judeus ensinam que, antes da chegada da era messiânica, haverá um período de guerra: mas a guerra essencial não será uma guerra entre poderes militares, mas uma guerra de fé. Grandes tragédias e episódios incompreensíveis farão muitas pessoas de fé vacilar e perder a sua fé em Deus e na Sua Torá.

Alguns dos acontecimentos mais perturbadores para uma pessoa de fé são aqueles em que vemos que grandes indivíduos erram. Estalam escândalos envolvendo pessoas pelas quais nutrimos a mais elevada estima e que tomamos como modelos de vida. No fundo, são os nossos heróis. Em certos casos, os erros são de tal modo graves que o edifício de fé parece desmoronar-se. Perguntamo-nos: como é possível que isso aconteça a essas pessoas?

O Tanach (as Escrituras Sagradas judaicas) menciona abundantes destes casos difíceis: Miriam, que falou lashon hará (difamação) do seu irmão Moisés; Yehudá, um dos filhos de Jacob, que teve relações com uma prostituta (que afinal era a nora dele, mas ele não sabia das nobres intenções dela); o Rei David que enviou Uriá para que morresse na guerra para que o rei pudesse ficar com a esposa dele, Batsheva; ou o sábio Rei Salomão que casou com várias mulheres que praticavam a idolatria e acabou influenciado por elas.


T-shirt Super-Judeu

Podemos encontrar inúmeras explicações dos nossos Sábios para estes comportamentos. No final das contas, surge no Tanach uma máxima que deveríamos ter em mente perante todos estes casos: "Pois não há sobre a terra, alguém tão correto que só faça o bem e nunca peque" (Cohelet/Eclesiastes 7:20).

No Judaísmo não há heróis como o Super-Homem ou o Homem-Aranha, personagens imbatíveis, incorruptíveis e perfeitos que jamais se questionam a si mesmos, nem revelam a menor fraqueza. Pelo contrário, a nossa tradição ensina que aquele que é considerado "forte" é aquele que domina o seu instinto. E em hebraico, a palavra para forte – guibor –, significa também herói.

Na Torá, o herói não é um ser sobre-humano, um semi-deus com super-poderes exclusivos como aqueles que abundam no mundo imaginário do cinema e das lendas. Antes, o herói judaico é cada ser humano que, com todas as suas imperfeições e conflitos, consegue superá-los para atingir o melhor de si mesmo. E, mesmo que erre gravemente, o homem tem sempre a hipótese de teshuvá (arrependimento, ou regresso ao caminho correto). "As portas da teshuvá estão sempre abertas", garantem-nos os nossos Sábios.

No entanto ainda nos perguntamos: se pessoas tão elevadas caem, que esperança restará para nós, gente comum? Lembremo-nos daquele ensinamento famoso do Rav Nachman de Breslav: Kol ha'Olam kuló guesher tsar meod, “O mundo inteiro é uma ponte muito estreita”. É que, se a ponte é estreita para nós, ela é ainda mais estreita para os tzadikim, os justos. Quanto mais alto o nível em que uma pessoa se encontra, mais difícil é para essa pessoa caminhar pela ponte. Aí, as forças que os podem derrubar são muito mais poderosas do que nos níveis mais baixos. E é aí que reside a força dos verdadeiros heróis: conseguir avançar desafiando os ventos fortes que os atormentam constantemente.

Por fim, lembremo-nos que, ainda que o justo caia os seus méritos não serão apagados. Deus mantém a sua conta de boas ações intacta, ainda que ele falhe em outras áreas da vida. É verdade que a Torá é um corpo único e cada um dos seus mandamentos é importante e insubstituível. Porém, como é injusto – conosco e com os outros – que tenhamos uma perspetiva de “tudo ou nada”. Pois a transgressão de um mandamento não significa que todo o restante que é cumprido seja inválido, irrelevante ou ainda menos, hipócrita.

A nossa fé tem de estar baseada em Deus apenas e não em qualquer ser humano. Sem excepções. Por mais elevado que ele seja, ou pareça ser. Apesar de mantermos certas pessoas como modelos de comportamento, não podemos deixar de lhes dar a hipótese de terem defeitos. (Afinal, a capacidade de errar é a garantia divina de sermos homens livres. Se, ao mínimo erro fossemos destruídos, isso significaria que não temos hipótese de escolha, livre-arbítrio.)

E ainda assim, seguirmos imitando as suas qualidades e aprendendo com os seus erros. Certamente, sem os minimizar, mas também sem deixar que esses erros passem a constituir na nossa ideia a totalidade da pessoa que os comete.

publicado por Boaz às 23:30
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

Falar para dentro, sobre o mundo lá fora

Ser “Luz entre as Nações”, esta é a principal missão universal judaica. Para realizar esta missão universal, nós temos não apenas de saber quem nós somos como Judeus, mas também quem nós somos em relação ao Mundo. Compreender estas duas perspetivas é essencial para atingir essa missão.

A Torá parece ensinar-nos justamente isso na sua estrutura. Afinal, como começa o livro sagrado do Judaísmo? Não com o nascimento do Povo Judeu, mas com o nascimento do Mundo. Começa com a Criação de um único ser humano, para nos ensinar que todos viemos do mesmo lugar e partilhamos o mesmo cerne que nos une. Depois da ideia da Criação do Mundo por Deus, esta é a primeira lição que nós somos ensinados na Torá.


"E esta é a Torá..."

Ao ensinar-nos a viver como Seu Povo, Deus começa por orientar-nos a reconhecer a nossa humanidade comum com todas as pessoas. Talvez porque apenas com este reconhecimento nós seremos suficientemente impulsionados a mudar o Mundo e a guiá-lo da forma correta. Só assim poderemos ser forças de Tikun Olam, o aperfeiçoamento do Mundo. Reconhecer o que há de comum entre todos nós inspira respeito, atenção e a capacidade de nos relacionarmos com os restantes seres humanos. Sem isto, falharíamos em assistir, ensinar e orientar o Mundo com humildade e respeito, pois falharemos em reconhecer a tzelem elokim, a imagem de Deus que existe em todos nós.

O Rav Avraham Kook explica de forma magnífica como isto é essencial: “É impossível atingir o elevado nível de ‘Louva o Senhor, chama o Seu Nome, declara as Suas obras entre as nações’, sem um amor interior que encha as profundidades do coração e o espírito, para provocar o progresso de todas as nações, melhorar o seu nível material e aumentar a sua felicidade... E o ponto de vista estreito que causa que uma pessoa veja tudo o que é estrangeiro a uma nação particular, mesmo o que está fora do Povo Judeu, como feio e corrupto, é uma das mais medonhas trevas que trazem a destruição geral de todo o edifício da bondade espiritual, cuja luz todo o ser sensível deseja ver”.

O universal não basta

Todavia, é óbvio que apreciar o universal e os seus valores não é suficiente para o Judeu. Ele tem de apreciar a sua identidade única e usá-la, se ele quer contribuir para o mundo no máximo do seu potencial. Negar essa singularidade é negar a mesma essência de quem nós somos. É que ninguém pode ser feliz durante muito tempo ou viver uma vida significativa se recusar a sua própria essência. Aquilo que nos torna únicos como Judeus é tão vital como aquilo que nos torna similares a todos os outros povos. E negar qualquer uma delas é limitar a nossa capacidade de viver uma vida plena e realizar os nossos objetivos como Povo.

Talvez seja por isso que o Livro de Bereshit (ou Génesis) serve apenas como o começo da nossa história. Ele continua com estabelecimento do Povo Judeu, descrevendo como e porque nós nos tornámos quem somos. Como se nos quisesse ensinar que uma vez que nós sabemos o que temos em comum, nós temos de entender exatamente como nós somos únicos.

É verdade que a nossa fundação é a mesma de todos os outros povos, mas nós também somos diferentes. Fomos escolhidos para uma tarefa única e dotados de atributos e potencialidades excepcionais para a atingir. Para vivermos uma vida judaica plena, temos de montar duas concepções de religião e identidade aparentemente opostas. De um lado, a dimensão universal, que afirma a nossa comunhão e ligação com o resto do mundo. Por outro, a dimensão particular e exclusiva: os nossos papeis separados e identidades únicas como Judeus.

Infelizmente, para nós é difícil manter as duas concepções ao mesmo tempo e muitas vezes enfatizamos um à custa do outro. Hoje, parece que o mundo religioso se foca nos elementos exclusivos do Judaísmo, à custa dos elementos universais. Enquanto isso, os judeus não-religiosos focam-se mais no universal, em detrimento do “exclusivamente judaico”. Qualquer uma das perspetivas diminui a missão e a visão judaica.

Em muitos casos, estas escolhas parecem ser reação ao mundo moderno e os desafios que este coloca ao Judaísmo. Talvez, porque o mundo moderno valoriza a razão em vez da crença, nós nos focamos na crença à custa da razão. Porque o mundo se foca nos elementos universais à custa das diferenças únicas, nós salientamos as nossas diferenças para nos mantermos à parte. O mundo moderno fala em “ser uma boa pessoa”, nós falamos em “sermos bons judeus”. Se o mundo atual enfatiza o amor e repudia o temor, nós falamos mais do temor e depreciamos a influência positiva do amor. Quando os outros valorizam a alegria, o prazer e o físico acima de tudo o mais, nós colocamos estes valores no fundo da lista.

Ao enaltecermos valores opostos aos do mundo à nossa volta, nós tentamos proteger o Judaísmo e erradicar valores aparentemente anti-judaicos da nossa vida e da nossa educação. Infelizmente, isto tem consequência na capacidade de criar um Judaísmo mais inspirador. Ainda mais, porque ao erradicarmos estes princípios de dentro do nosso mundo, isso não as erradica no “mundo lá fora”.

Pelo contrário, isso leva-nos a perder algumas das partes mais preciosas e inspiradoras da nossa tradição. Afinal, de onde “o mundo lá fora” tirou alguns dos seus valores mais estimados? Exatamente, do Judaísmo. É claro que no geral o mundo distorceu esses valores, focando-se num dos fins à custa do outro. Porém, ao distorcermos os mesmos valores no sentido inverso, não só não nos ajuda a conseguir um equilíbrio, como retiramos de nós e das nossas crianças a oportunidade de usufruir de muita da beleza da nossa milenar herança.

Porque a beleza do Judaísmo não pode ser vista por aquilo que ele exclui, mas pelo que inclui. A grandeza do Judaísmo está, em parte, na sua exímia capacidade de equilibrar valores aparentemente contraditórios. Ao dar a cada um o seu devido lugar.

(inspirado no livro Off the Derech, um dos livros que terminei de ler recentemente, sobre o fenómeno dos judeus religiosos que saem da prática religiosa, as suas causas e possíveis soluções.

Nota: Este texto foi também publicado no HaKotel Brasil, o e-mail semanal de Divrei Torá (textos de Torá), realizado pelo grupo dos alunos sul-americanos da Yeshivat HaKotel, do qual eu sou um dos responsáveis.

publicado por Boaz às 22:45
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