6 comentários:
De JesusRocks a 21 de Agosto de 2005 às 16:51
Gostei imenso do artigo pela lucidez com que expõe o conteúdo. Realço três impressões gerais sobre o tema: que realmente há pessoas que não condenam o terrorismo desde que justificado (e isto é condenável); que as pessoas (generalizando) tendem a estigmatizar os outros por coisas que foram feitas no passado (refiro-me ao facto de chamarem Sharon de criminoso de guerra); que sempre que não estejam interesses económicos envolvidos, as grandes potências escusam-se a intervir, enquanto que noutros casos... é o que se vê! Enfim, ganhaste mais um assíduo visitante. Felicidades para o blog.
De Gabriel a 29 de Julho de 2005 às 21:32
Invasão. Ocupação. Sim Diogo, há diferenças no modo como cada uma aconteceu. Vai aos livros de história se não percebeste o conteúdo do artigo. As palavras foram escolhidas conforme são mais usualmente definidos os factos. Ou já ouviste a expressão "invasão de Gaza"?
De Gabriel a 29 de Julho de 2005 às 21:29
Sim, as condições de vida dos palestinianos (pelo menos da maioria) é deplorável, mas isso não lhes dá o direito de matarem gente inocente nos autocarros. Porque é que o ódio palestiniano, da Al-Qaeda, do GIA argelino, da Irmandade Muçulmana egípcia... venha ele donde vier, só os leva a caminhos de destruição? Porque não usam o seu ódio de uma forma construtiva? Não há outros caminhos?
PS - Sim, choca-me que um país democrático (apesar dos seus grandes defeitos) como Israel, tenha eleito para dirigente alguém como Sharon. Mas tenho visto que os passos mais importantes para o avanço da paz no Médio Oriente, têm sido tomados por quem menos se espera: Rabin conquistou Jerusalém em 1967 e foi o maior artífice da paz; Netanyahu era de início visto como radical e negociou partes fundamentais. Sharon parece estar a fazer o mesmo depois de tanta violência no seu cadastro...
De ffun a 26 de Julho de 2005 às 11:41
"Israel ocupou Gaza" e "A Indonésia invadiu Timor"... achei interessante o uso das palavras. Sim... acho que nada justifica a acção terrorista, seja de que índole for, mas continuo a achar que terroristas e crimonosos de guerra estão no mesmo rol e Ariel Sharon e Ali Alatas não escapam. Já agora, encontra-me algo de racional para a "ocupação" de Gaza por parte de Israel. Se calhar há algum jeito altruísta no acto que ainda não descortinei... ou então os próprios palestinianos são adversos ao bem benevolente que a acção escondia. Não estás a querer justificar a "ocupação" israelita de Gaza através de uma comparação com a "invasão" de Timor pela Indonésia, pois não? Atenção: nada justifica ataques terroristas para defender uma causa, mas importa ser imparcial e nunca gostei de generalizações... o que leva alguns palestinianos a cometer estes actos é o ÓDIO que foi alimentado por interesses, agora o que os levou a esse ÓDIO... ora aí está uma boa questão a justificar. E já agora vejo pelo menos uma relação entre a "ocupação de Gaza" e a "invasão de Timor"... duram na exacta medida da complacência de algumas super potências.
De sergio a 26 de Julho de 2005 às 09:26
gabriel


o problema não á o terrorismo que não term justificação


o problema e a pergunta que te deixo é o que fazer aos palestinianos?


viverem como prisioneiros na suia terra
imaginas o que é a humilhação de todos os dias teres de passar por checkpoints ser revistado, todos eles são vistos por israel, não como seres humanos mas como crimonosos.

Sou a favor da existenci do estado de israel
mas não te esqueças que o 1º ministro de israel é um criminoso de guerra...
e não te vejo chocado
De Simon a 25 de Julho de 2005 às 18:54
Acho que o óbvio não precisa de muitas explicações. Excelente comparação feita entre as duas realidades: timorense e palestiniana. Nunca tinha pensado nisso...

O mais grave é que eles, terroristas, ofendem a democracia e certos lideres de opinião acham que não.

Há dias uma colega minha dizia-me "-Olha acho mo bem o que eles fizeram em Madrid e em Londres" " Bem feito para não se irem meter com eles" Eu só imaginei o seguinte: imaginei que ela ou alguém da sua familia seguia naquele metro ou naquele comboio e ficava sem duas pernas, por exemplo. Será que ainda acharia bem o que "eles" fazem? Imaginei que ela não consegue sequer imaginar isso. Acho que certos líderes de opinião assim estão: tão distantes da realidade e tão elevados no olimpo do seu pensamento, que é para eles dificil conceber o óbvio.

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