2 comentários:
De Bode Expiatrio a 27 de Dezembro de 2004 às 16:42
Pois, nem sempre. Noutras vezes passa mesmo a ideia "ai, coitadinhos deles, tão desesperados... podiam ser nossos filhos". «Evitar a repetição exaustiva desse tipo de terminologia»? E a repetição exaustivíssima da termonologia explícita no caso Casa Pia. Como se houvesse algum tipo de pudor em usar exaustivamente expressões "fortes" para descrever qualquer acontecimento...
De Paula a 24 de Dezembro de 2004 às 11:36
A minha costela de Jornalista obriga-me a deixar aqui uma piquena nota, apesar de concordar com tudo o que dizem sobre os actos de puro terrorismo destas organizações: muitas vezes os órgãos de comunicação social chamam «rebeldes» aos terroristas e «resistência» a este tipo de atentado não por serem mais ou menos politicamente correctos, mas para evitar uma repetição ainda mais exaustiva deste tipo de terminologia (já ninguém aguenta ouvir falar de terrorismo e de atentados e de ataques à bomba e tudo e tudo e tudo). Além disso, as pessoas habituaram-se a distinguir assim este tipo de «guerrilha de terror» que se passa no Médio Oriente e os grandes atentados terroristas, como o de 11 de Setembro, o de Bali ou o de Madrid.
Pode parecer um apadrinhamento de qualquer coisa, m nem sempre os termos são usados com intenção de distorcer a verdade.

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