4 comentários:
De MCA a 11 de Julho de 2007 às 10:31
Desculpa. Não é utópico. É estúpido. Não é estabelecendo tectos para o que cada um pode possuir que se resolve alguma coisa. Primeiro pela impossibilidade prática que tornaria ridícula qualquer tentativa de o conseguir. Depois, porque as pessoas têm o direito de enriquecer, desde que usem meios justos e legítimos e não prejudiquem ninguém. O que é preciso é estabelecer regras para o funcionamento do mercado e boicotar os países que exercem uma concorrência desleal por não respeitarem os direitos elementares dos trabalahdores e dos consumidores. Depois, cada qual enriqueça quanto quiser e conseguir. Isso é um estímulo.
De Boaz a 12 de Julho de 2007 às 22:19
Para grandes problemas requerem-se grandes e estranhos planos. Noutras coisas no passado também as pessoas pensavam que seria estúpido acabar com elas. Para quê deixar de ter escravos se os negros ou os índios não têm alma!? Afinal são uma ajuda ao trabalho tal como um burro ou uma carroça... Para quê liberdade religiosa?! Afinal de contas, só Jesus salva, não é? E por aí em diante...
De MCA a 13 de Julho de 2007 às 12:21
Não é a mesma coisa. Os exemplos que dás (posso tratar-te po r tu?) são exemplos que estão relacionados com preconceitos raciais ou religiosos. O que eu critico não é isso. Não é dizer: as pessoas desta ou daquela raça não podem ter mais do que x rendimento. É estabelecer tectos para a riqueza em geral. isso, além de impraticável, é injusto. Não se combate uma injustiça com outra injustiça.
Já agora, não deixa de ser curioso defenderes isso. Não sei se sabes que anda para aí um idiota (Pe dro Arro ja) na blogosfera que é doentiamente anti-semita e que diz que o neo-liberalismo (que ele já defendeu em tempos, também doentiamente, mas agora está contra) diz ele que o neo-liberalismo é uma invenção judaica. E ele, que era um neo-liberal daqueles fanáticos, que estão contra todo o tipo de protecção social, que defendem que tudo se compra e se vende (incluindo os votos, os afectos, o pai e a mãe), que defendia o anarco-capitalismo e o darwinismo social, desde que chegou à conclusão que o neo-liberalismo era uma invenção judaica resolveu ficar contra o neo-liberalismo.
De Nuno Matos a 27 de Julho de 2007 às 22:54
Caro Canhoto:

Permita-me, antes do mais, que o felicite pelo seu blogue pelo seu trabalho na internet.
A questão que coloca nesta entrada é uma questão de senso -comum, o mesmo é dizer que é uma das mais difíceis de resolver. Claro que nos choca o enriquecimento desmesurado de uns quando justaposto à mais clamorosa pobreza, aquela que tudo retira, até a palavra. Todavia, o programa aqui proposto comporta em si a génese do totalitarismo.
A pobreza e a desigualdade sempre foram o pretexto das grandes ideologias totalitárias.
O sofrimento de milhões de seres humanos não pode ser resolvido senão com a juda possível, aqui e agora, e com o silêncio de quem constata que, demasiadas vezes, nem toda a nossa ajuda o consegue aliviar.


Cumprimentos

Nuno Matos

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