O nascimento de um filho, ainda mais o primeiro, é um dos mais emocionantes momentos da vida. Por mais que a ciência explique, por mais que se estude a química e a biologia da concepção e da gestação, ainda sobram os mistérios e a aura milagrosa que rodeia aquele momento. Como é possível que, naqueles instantes saia da barriga de uma mulher, uma nova vida? Ao mesmo tempo independente e única, mas também absolutamente dependente da ajuda dos pais, em especial da mãe...
A tradição judaica diz que, durante o tempo da gravidez um bebé aprende toda a Torá. Prestes a sair, um anjo coloca um dedo sobre a sua boca – daí vem a covinha entre o nariz e os lábios – e o bebé torna-se incapaz de relatar tudo o que estudou. Cabe-lhe ao longo da vida recuperar tudo o que estudou durante a sua estadia no útero materno. Talvez seja esse ambiente de santidade intra-uterina que torne tão milagroso o período da gravidez e tão sublime o acto do nascimento.
O nome de uma criança não é apenas uma marca de assinatura. Para uma criança judia, é um título para os seus preceitos. Considera-se que os pais têm, na altura da escolha do nome, uma certa capacidade profética e que o nome é uma projecção do futuro do seu novo filho.

Hoje, são três vidas novas que começam. A minha, a da minha esposa e a da minha filha. A partir de hoje, eu sou – também e, creio que acima de tudo o resto – pai.
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