De Levy a 24 de Julho de 2009 às 18:35
Não sei se o que ele pretende é abolir os mandamentos, mas uma coisa é clara, a expansão de alguns desses colonatos são a maior ameaça à existência do estado de Israel. Para além de causarem tensões internas, causam também tensões externas e apenas têm servido de pretexto para os palestinianos se continuarem a fazer de vitimas.
A mim parece-me sensato que a melhor coisa que Israel deveria fazer era livrar-se dos palestinianos, concedendo-lhes um estado. Para isso deve anexar as zonas em volta de Jerusalém, e do grande bloco de colonatos de Ariel . O resto do território da Judeia e da Samaria que ficasse para os palestinianos.
As ideias messiânicas de colonização da terra e do direito divino, são muito bonitas, mas estão a levar a situação para um beco sem saída: o que fazer aos palestinianos? é correcta a situação em que se encontram?
De Boaz a 25 de Julho de 2009 às 22:03
Também não acho que a intenção de Obama seja realmente abolir os mandamentos. Na verdade, acho que nem ele próprio tem uma ideia clara das suas intenções.
O que é claro é que as pressões dele e da Sra. Clinton são manifestação de uma mudança repentina da política externa americana: a todo o custo, os americanos querem ser amigos do mundo árabe e muçulmano. Talvez se chame a isso "síndrome da dor de cabeça das invasões americanas do Iraque e Afeganistão".
Perguntou: "É correta a situação em que se encontram (os Palestinianos)?" Não. Mas tenho a certeza que a situação deles não melhorará com um estado. Veja-se só o caso de sucesso de Gaza. Transformar no mesmo paraíso a Judeia e a Samaria?
É evidente que Israel não tem um parceiro com quem possa dialogar. Basta ver que, ainda esta semana, a Fatah declarou que não reconhece o direito de Israel de existir. Note-se que a Fatah é o partido do presidente da Aut. Palestiniana, e são vistos como os mais moderados...
Ceder terras sem obter nenhuma garantia de segurança, não é a melhor opção. Ainda mais quando a Aut. Palestiniana nem sequer educa os seus jovens a aceitar Israel (vejam-se os seus currículos escolares e os programas infantis da TV).
Pergunte ao índio o que ele acha da política de "terra por paz".
De Levy a 26 de Julho de 2009 às 18:27
Sim, concordo com o que escreveu.
O Estado Palestiniano não pode ser criado do dia para a noite. Terá de ser sempre um estado condicionado e por fases. Isto se os palestinianos se virarem nesse sentido, porque aquilo que se tem visto desde 1948 não tem sido a preocupação em criar um estado palestiniano, mas em destruir o país vizinho, substituindo-o. Eu considero que os palestinianos são os maiores responsáveis pela sua situação, e percebo que sem garantias de segurança e de reconhecimento, Israel não ceda na questão da formação de um Estado.
Não julgo por isso, que os colonatos sejam o maior obstáculo à paz, porque antes de eles existirem já não havia paz.
Israel deverá no entanto estar preparada para todas as eventualidades, inclusive para um liderança palestiniana favorável à solução de 2 estados. Se os palestinianos mudarem de atitude, o ónus ficará com Israel, que entretanto colonizou todo o território necessário para esse eventual estado...
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