13 comentários:
De Eman a 6 de Julho de 2010 às 22:57
Começa primeiro por dizer que não existe uma comunidade que sustente os produtos casher. Não tens restaurantes, porque não tens ninguém na comunidade apto para tal. É muito bonito sonhar, mas para a realização de sonhos precisas de economia 101.

Agora, em relação aos sítios, Belmonte? Achas que as pessoas de Belmonte querem falar com judeus americanos ou israelitas pós-60 anos? Não entendes muito bem a mentalidade dos cripto-judeus, alguém que conviveu com alguns já devias saber o que te espera.
De Boaz a 8 de Julho de 2010 às 22:32
Até concordo com o primeiro parágrafo. Não entendi o segundo.
Se os judeus de Belmonte não querem falar com judeus americanos ou israelitas, para quê abriram um museu na sinagoga? Para a visita do senhor padre de Belmonte? Porque fazem negócio com os turistas?
A dos 60 anos também não entendi...
Quanto à mentalidade dos cripto-judeus, esse é exatamente o mal dela: ser "cripto" e nunca ter deixado de o ser, mesmo depois de várias décadas depois do retorno deles ao Judaísmo oficial.
É problemático eles acharem que os seus cripto-costumes - alguns dos quais pouco tinham de judeus e eram mais uma mistura de superstição medieval, cristianismo, pintalgada com algum judaísmo - continuam a ser mais importantes que o Judaísmo a sério. Daí que eles nunca consigam conservar um rabino por muito tempo.
Os cripto-judeus com quem convivi são gente que teve de abdicar do seu passado "cripto" para dar o salto para o Judaísmo moderno. Sei que é difícil dar esse salto, mas essas pessoas também entenderam (aquelas que eu conheço) que havia chegado a hora de deixar de ser cripto-judeu e passar a ser Judeu. (Maiúscula intencional).
De fábio daniel a 14 de Julho de 2010 às 16:33
Boaz tem toda razão naquilo que escreve. e respondendo a um comentário de um amigo acima, digo-te que, em Israel a população portuguesa residente no país ascende a 500. e há inúmeros bares e restaurantes de origem portuguesa espalhos pelas principais cidades de Israel. eu Estive em Tel Aviv e Jerusalém no mês de outubro último, e pude contactar esta realidade. e acredita meu amigo, você lá, poderá sim comer o teu cozinho a portuguesa e ainda tomar o teu café saíde de uma máquina expresso. eu vivo e trabalho cá mesmo em Lisboa e onde trabalho temos sim generos alimentícios de orgiem judaica, seguindo todo o protocolo Kasher, mas, infelizmente além de ser muito inflacionado, o número de produtos é limitado, ou seja, a variedade não chega a atender as nossas necessidades diárias. o que é diferente em cidades como Paris, Viena, Praga, Londres, São Paulo, enfim. eu tenho amigos que não vem a Lisboa justamente por isso. porque temos em nosso país muitas limitações não só para a nossa comunidade judaica como também para os turistas. é uma realidade. e seria muito bom ter em nosso país turistas israelitas e israelitas judeus em maior número, porque a relação entre nossos dois países é muito vaga.
De Eman a 6 de Agosto de 2010 às 13:36
Em relação ao turistas israelitas e americanos, a relação passa como em qualquer lado no Portugal profundo. Muitos não têm paciência para passar tempo com um grupo de pessoas que nem falam português.

Sobre os cripto-judeus, concordo plenamente. A minha sorte foi dos meus pais terem tido uma educação superior e acabarem com as tradições dos meus avós. Isto abriu-me portas para ver o Judaísmo como ele é, mesmo tendo presente o meu passado cripto-judeu. Foi por isso que aceitei fazer um giur l'humrah, se não tivesse esta mente aberta ainda estaria na pele dos meus avós, pensado que somos judeus e que os outros não têm que se meter ao barulho.

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