Sexta-feira, 9 de Março de 2007

A corrida às armas

"A América e a Grã-Bretanha, gritou o [Presidente iraniano] Ahmadinejad perante dezenas de milhar de pessoas, «podem ter ganho a II Guerra Mundial, mas eles definitivamente perderão a III Guerra Mundial» porque «O Irão ganhará a próxima guerra e a América será derrotada». O minúsculo espalha-brasas iraniano de 49 anos é conhecido por acreditar que a morte e a destruição generalizadas serão o elevar da cortina para um Armagedão Muçulmano - que terá lugar durante a sua vida. Newt Gingrich, possível candidato republicano à presidência americana, diz que a terceira guerra mundial já está em curso."

Excerto de um artigo do Washington Times, referido no Haaretz.

Em Israel, todos os dias os jornais estão cheios de notícias sobre a ameaça nuclear iraniana. Os principais jornais, há meses que têm mesmo secções especiais sobre o assunto.


T-shirts como esta encontram-se nos mercados de Jerusalém

Muitos analistas militares falam numa muito provável nova guerra com o recém (e mais fortemente) rearmado Hezbollah, na qual a Síria tomará de certo um papel mais activo do que apenas de abastecedor da guerrilha xiita libanesa.

A estratégia israelita tem poucas opções favoráveis. Em 1981, quando a ameaça nuclear contra Israel provinha do Iraque, a Aviação Israelita bombardeou o reactor de Osirak. Ora, uma acção desse tipo contra as instalações nucleares iranianas é tão complexo em termos militares, que dificilmente poderá ser posto em prática apenas com uma acção isolada de Israel. Primeiro, o Irão fica mais longe de Israel e é muito maior que o Iraque. Depois, pela dispersão dos locais dessas instalações, algumas delas subterrâneas. Mesmo com um ataque israelita que atrasasse o projecto nuclear iraniano por alguns anos, estaria aberta a porta à retaliação iraniana na primeira oportunidade após aquisição de um engenho nuclear.

A ONU, a Europa e os EUA estão tão divididas no que fazer em relação à nuclearização do regime dos Ayatollahs que Israel apenas está certo de contar consigo mesmo nesta batalha.

Com bomba nuclear ou sem ela, sabidas as estreitas relações entre o Hezbollah, a Síria e o Irão, o próximo Verão poderá ser crucial no futuro do Médio Oriente.

publicado por Boaz às 10:10
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Sábado, 20 de Janeiro de 2007

O cerne da questão

Um excelente artigo publicado recentemente no Jerusalem Post acerca de um assunto e uma posição já várias vezes exposta neste blog.

A cultura da violência

De Evelyn Gordon

Virtualmente nem um dia passou recentemente sem que alguma pessoa famosa declarasse que a resolução do conflito Israelo-Árabe é a chave para resolver todos os problemas do mundo Islâmico - de Kofi Annan ("Enquanto os Palestinianos viverem sob ocupação também as paixões um pouco por todo o lado serão inflamadas"), a Henry Kissinger ("um processo de paz palestiniano retomado deveria jogar um papel significativo na resolução da crise nuclear iraniana") e a Tony Blair ("um acordo israelo-palestiniano é o cerne de qualquer esforço para resolver os outros problemas do Médio Oriente e derrotar o extremismo global").

É surpreendente que tantas pessoas inteligentes possam seriamente expor uma tão óbvia falsidade. Eles realmente acreditam que Muçulmanos Sunitas e Muçulmanos Xiitas - cujas visões de Israel são idênticas - se massacram uns aos outros no Iraque por causa do conflito israelo-palestiniano? Ou que os políticos anti-Síria no Líbano - que não são menos anti-Israel que os do tipo pró-Síria - estão a ser assassinados pela Síria e ameaçados com um golpe de estado pelo Hizbullah, devido ao conflito israelo-palestiniano?

Que Árabes Muçulmanos estão a cometer um genocídio contra Negros Muçulmanos no Sudão devido ao conflito israelo-palestiniano?

Que Muçulmanos Talibãs assassinam Muçulmanos não-Talibãs no Afeganistão por causa do conflito israelo-palestiniano?

Que Muçulmanos Chechenos tomaram crianças russas como reféns numa escola de Beslan devido ao conflito israelo-palestiniano?

Que Muçulmanos e Hindus se matam mutuamente em Caxemira por causa do conflito israelo-palestiniano?

Que Muçulmanos em todo o Mundo se revoltaram por caricaturas dinamarquesas devido ao conflito israelo-palestiniano? A lista poderia continuar por várias páginas.

Mas a teoria da centralidade israelo-palestiniana não é apenas falsa, é perigosa - porque evita que o Mundo olhe a causa real e todos estes conflitos, incluindo o israelo-palestiniano: uma cultura generalizada no Mundo Muçulmano que vê a violência e trata a violência com um meio legítimo para resolver disputas.

A crise das caricaturas é particularmente um bom exemplo, porque não é encoberta por alguma relação com qualquer conflito regional. Após um jornal dinamarquês haver publicado caricaturas satíricas do Profeta Maomé no ano passado, Muçulmanos em todo o Mundo causaram motins durante várias semanas, resultando em várias mortes.

Compare-se isto com a reacção dos Católicos a investidas satíricas contra o papa e a Igreja em Itália. Em meados de Novembro, por exemplo, um programa de televisão italiano satirizou o Papa Bento XVI como sendo ciumento em relação ao seu antecessor e assim fez vários actos degradantes - sapateado, malabarismo com laranjas - enquanto perguntava "O Papa Wojtyla [João Paulo II] conseguia fazer isto?"

Num outro programa recente, um comediante brincou com a Santíssima Trindade debatendo onde ir em viagem: Deus Pai propõe África, Jesus propõe a Palestina e o Espírito Santo propõe o Vaticano. Questionado porquê, o Espírito Santo responde: "Porque nunca lá estive."

Claramente, estas piadas não são menos ofensivas para os Católicos devotos que as caricaturas de Maomé para os Muçulmanos religiosos. Mas não houve motins por causa destas sátiras, nem nenhum clero católico apelou a tais motins, como muitos membros do clero islâmico fizeram com as caricaturas dinamarquesas. Os Católicos limitaram-se a protestos orais e escritos - porque na moderna cultura Ocidental a violência não é considerada uma resposta aceitável à ofensa.

Têm as reacções à sátira religiosa realmente alguma influência de conflitos políticos como o israelo-palestiniano? Absolutamente não - por duas razões.

Primeiro, enquanto o mundo muçulmano considerar a violência como resposta apropriada à oposição, nem o conflito israelo-palestiniano nem qualquer outro das dúzias de conflitos envolvendo muçulmanos a nível mundial será resolvido. De facto, o conflito israelo-palestiniano amplamente demonstra este ponto.

Os Palestinianos poderiam ter obtido um estado em Julho de 2000, se Yasser Arafat tivesse exposto a sua insatisfação à proposta israelita em Camp David à moda "Ocidental" - apresentando uma contraproposta. O governo de Ehud Barak estava claramente disposto a fazer mais concessões; fê-lo nas subsequentes cimeiras de Washington e Taba. Mas em vez disso, os Palestinianos optaram por expressar o seu descontentamento violentamente, lançando uma guerra terrorista que matou mais de 1000 israelitas (e cerca de 4000 palestinianos) nos seis anos seguintes. Como resultado, os israelitas afastaram Barak e começaram uma contra-ofensiva, e as negociações pararam.

O mesmo aconteceu no ano passado após Israel sair de Gaza. Os israelitas posteriormente elegeram Ehud Olmert numa plataforma para fazer o mesmo na maioria da Margem Ocidental. Mas os Palestinianos, em vez de aproveitarem esta abertura para declarar um cessar-fogo e negociar futuras concessões, optaram pela violência: usaram a recém-evacuada Gaza como plataforma de lançamento para bombardear o sul de Israel com mísseis, em depois, por larga escala, elegeram o Hamas, que abertamente advoga a destruição de Israel. Como resultado, não só as negociações estão congeladas, como está também a proposta retirada da Margem Ocidental.

A segunda razão porque enfrentar a cultura de violência é crucial é que mesmo que o conflito israelo-palestiniano pudesse ser de alguma maneira resolvido sem ser dessa forma, isso não faria nada para resolver os outros problemas dentro do mundo islâmico ou entre o mundo islâmico e o Ocidente - porque o número de potenciais oposições é infinito. Estas incluem as diferenças culturais (as caricaturas de Maomé), questões económicas (os motins do ano passado em França), questões de polícia externa (Iraque, Afeganistão) e mais.

A ideia Blair-Annan-Kissinger parece ser que se os Muçulmanos fossem serenados sobre Israel eles talvez poderiam abdicar da violência em outros casos. De facto, a História ensina o contrário:

Tal como Hitler, longe de ser apaziguado pela entrega da Checoslováquia pelo Ocidente, em vez disso concluiu que poderia também tomar a Polónia com impunidade, iniciando assim a Segunda Guerra Mundial, assim também qualquer concessão ao terror islâmico simplesmente encorajou os Muçulmanos a pensar que a violência compensa.

A retirada israelita de Gaza, que 84% dos Palestinianos atribuíram ao terrorismo, foi um factor crucial tanto na sua eleição do Hamas, a principal organização terrorista palestiniana, como na continuação do apoio da maioria da sua população ao terrorismo. A retirada espanhola do Iraque a seguir aos atentados de Madrid encorajou a Al-Qaeda a planear ataques similares em outros países. E os Muçulmanos a nível mundial atribuem ao terror iraquiano a esperada retirada americana do Iraque.

Se o Ocidente realmente quer resolver o seu problema muçulmano, tem de adoptar a estratégia oposta - tornar claro que a violência, longe de ser recompensada, será penalizada. Pelo contrário, querendo apaziguar o mundo islâmico com a moeda israelita, apenas provará que a violência compensa.

E então colherá mais do mesmo.

Só resta saber qual é o político ocidental (fora de Israel, está visto) que tem a coragem de enfrentar a fera e assim dar o exemplo.

publicado por Boaz às 17:42
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Terça-feira, 25 de Julho de 2006

A manif

Uma série de organizações de esquerda, com o selo de garantia do Bloco de Esquerda e do PCP, convocou uma manifestação contra Israel (quem mais?) na cidade do Porto. Razão: a exigência do "fim da agressão à Palestina, dos bombardeamentos ao Líbano e do terrorismo de estado de Israel". Quanto aos bombardeamentos do Hezbollah no norte e Israel e do Hamas no sul de Israel a partir de Gaza, nem uma palavra.

Ainda, os factos que despoletaram a actual situação - o rapto de soldados pelo Hamas e pelo Hezbollah, merecem umas eloquentes aspas. Para um tal de Movimento pela Paz, Israel "procede metodicamente ao aniquilamento de dois países - a Palestina e o Líbano", "a pretexto do que chama 'rapto' de três dos seus soldados", ao mesmo tempo que "milhares de palestinianos e libaneses jazem nas masmorras israelitas".

É verdade que há milhares de libaneses e palestinianos presos em Israel, alguns mesmo condenados a prisão perpétua. Mas nenhum deles lá foi parar por ajudar velhinhas a atravessar a rua ou por ter roubado chupa-chupas na mercearia da esquina.

É que, em Israel, terrorismo resolve-se com mão de ferro. Não há outra forma. Ao contrário de Portugal, onde a pretexto de um passado "heróico-revolucionário-antifascista" se fecharam os olhos aos crimes de alguns senhores das FP-25 como Otelo Saraiva de Carvalho e respectiva pandilha, os quais, após uns mesinhos na prisão, lá saíram em liberdade e de nariz erguido e hoje andam aí a falar às televisões como se tivessem a folha limpa...

Mas isso não interessa nada, como diria a outra senhora.

publicado por Boaz às 20:51
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005

Demo-cracia

Tudo na mesma no Egipto. Mubarak rulez!

Por este andar, Hosni promete quebrar o recorde de imutabilidade da Esfinge...

publicado por Boaz às 17:14
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2005

Adeus Gaza, 'Orange County'

Dentro de três dias, se as coisas correrem como o previsto, começará a retirada dos 21 colonatos israelitas de Gaza e de mais quatro no norte da Cisjordânia. Os ânimos estão há muito exaltados em Israel. E têm crescido sempre, desde o anúncio do plano de retirada, há vários meses. Centenas de colonos e seus apoiantes têm tentado entrar nas colónias a ser desmanteladas, para impedir a operação.

A semana passada, um soldado extremista disparou sobre os passageiros de um autocarro numa cidade árabe do norte de Israel, a fim de desencadear confrontos que desviariam os soldados que devem assegurar a prossecução do plano. Morreram 4 passageiros e mais de 20 ficaram feridos. O soldado foi depois linchado até à morte, pela população em fúria.

Laranja, o símbolo da oposição ao 'disengagement'.

Quando estive em Jerusalém em Maio passado, eram bem visíveis as divisões causadas pelo "disengagement". Por todo o lado, se viam as fitas cor de laranja, a cor dos opositores da retirada. À porta da estação central de autocarros da capital, raparigas judias religiosas, cumpriam a sua parte no esforço por angariar gente e fundos para a sua causa. Tinham montado uma banca no passeio, onde vendiam pulseiras de borracha, fitas, crachás e bandeiras. Tudo no mesmo tom invariavelmente laranja fluorescente. Os carros andavam engalanados com bandeiras nacionais e os apoiantes dos colonos acrescentavam à bandeira a tal fita. Alunos das escolas usavam-nas atadas na pega das mochilas. Alguém se tinha esforçado muito para mostrar a sua oposição ao plano, pendurando a dita cuja nos fios eléctricos, bem no meio das ruas e avenidas.

Eu, que sou a favor da retirada - peca por tardia, mas mais vale tarde que nunca -, também consegui arranjar uma dessas fitas, sem ter contribuído para a causa. Encontrei-a perdida, à beira da estrada que liga Belém a Jerusalém. Curioso sítio para encontrar tal símbolo, já que a estrada corre em "território ocupado" não longe do checkpoint e do "muro" à entrada de Belém e serve de acesso a vários dos colonatos mais militantes.

É óbvio que o "disengagement" não é o fim da retirada. Outros planos de retirada se seguirão. Não pode ser de outro modo. Ninguém no governo de Israel, por mais militante sionista que seja, acredita que os Palestinianos irão dar pulos de alegria por terem 300 quilómetros quadrados de dunas e esgotos a céu aberto (é isso que é Gaza, nada mais) para fazer o seu Estado.

As divisões na sociedade israelita são profundas, apesar de a maioria se manifestar a favor da decisão de Ariel Sharon. Mas abandonar a porcaria de Gaza e de 4 pequenas comunidades da Margem Ocidental, com o realojamento de pouco mais de 7000 colonos até parece fácil, face ao desafio que será abandonar a Margem Ocidental em peso, onde vivem mais de 100 mil israelitas.

Há poucas semanas ouvi a posição oficial do governo israelita em relação ao plano, pela voz do embaixador em Portugal. Na altura, das pessoas presentes, só uma se manifestou declaradamente a favor da retirada. Com a sua experiência e autoridade de antigo militar de elite que passou os 3 anos de tropa numa unidade de tanques exactamente em Gaza, revelou que Israel deveria abandonar todos os territórios ocupados em 1967: Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Isso traria, de acordo com as suas palavras, a paz para Israel.

Infelizmente, não tenho soluções que ache que sejam milagrosas, ou mais ou menos definitivas. Não consigo conceber nenhuma ideia que seja capaz de, definitivamente, parar com a violência e resolver o conflito com justiça e equilíbrio. Tenho esperança que, mais cedo ou mais tarde a paz chegue.

publicado por Boaz às 03:19
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Domingo, 24 de Julho de 2005

Mas...

Sucessivamente, a cada ataque terrorista, aparecem algumas vozes a condenar o acto, para logo a seguir, acrescentarem um "mas". Em jeito de desculpa? Ou no mínimo, justificação? Encontrar algo de racional na acção terrorista?

Invariavelmente, em relação aos que fazem o terror em nome da causa palestiniana, a justificação é o desespero. Entre os nossos intelectuais, cabeças pensantes e líderes de opinião com mais ou menos seguidores, a certa altura até surgiu a comparação entre a causa palestiniana e a de Timor-Leste, na época da ocupação indonésia.

Analogias entre a Palestina e Timor-Leste?

Haja decência! Nem as condições são idênticas, nem a origem da ocupação israelita dos territórios palestinianos tem qualquer analogia com a da ocupação indonésia de Timor-Leste. A Indonésia invadiu Timor como decisão unilateral, aproveitando-se cobardemente do caos da guerra civil que se seguiu ao abrupto fim do poder colonial português. Uma invasão pura e simples com o objectivo de anexação. Pelo contrário, Israel ocupou Gaza, Jerusalém Oriental e a Margem Ocidental após uma declaração de guerra e tentativa de invasão por parte dos exércitos egípcio e jordano, cujos governos detinham o controlo desses territórios.

Quanto às condições da ocupação, por muito trágica e urgente que seja a situação da maioria da população palestiniana, não creio que se possa comparar ao martírio passado pelos timorenses sob o domínio indonésio. É verdade que os números não dizem tudo, mas mais de 200 mil timorenses mortos pelo exército indonésio deveriam ser suficientes para conseguir travar qualquer tipo de comparação...

Ainda há a questão do desespero. É desesperante a situação de vida de grande parte dos palestinianos, sem dúvida. Mas isso justifica o terror? Torna-o válido? Os que compararam a Palestina com Timor-Leste nunca pararam para pensar porque razão os timorenses nunca tomaram como "forma de luta" os ataques terroristas suicidas contra autocarros, hotéis, discotecas, restaurantes e fiéis à saída de mesquitas em Jacarta, como os suicidas palestinianos fizeram dezenas de vezes contra autocarros, hotéis, discotecas, restaurantes e fiéis à saída de sinagogas em Tel Aviv e Jerusalém? Estariam os timorenses por acaso numa situação menos desesperante que os palestinianos?

E, já agora, que desespero levou 19 indivíduos a lançarem aviões contra o World Trade Center e o Pentágono? Eram todos estudantes universitários, filhos de famílias de classe média-alta da Arábia Saudita e do Líbano, viviam bem mais desafogadamente que o comum dos seus concidadãos...

E sexta-feira à noite, que desespero motivou as bombas em Sharm el-Sheikh?

Após o 11 de Março, justificou-se o terror com o apoio do governo espanhol à invasão americana do Iraque. Nos ataques a Londres, a razão foi também o apoio do governo britânico à guerra no Iraque. Com essa ideia em mente, várias dezenas de dignitários muçulmanos britânicos alertaram Tony Blair para reflectir (e consequentemente mudar) a sua estratégia em relação ao Médio Oriente. Será só Blair que tem de repensar e mudar? E será isso suficiente para parar as ameaças e os ataques?

Sinceramente, creio que não. Basta pensar no caso da França, que foi, desde o início contra qualquer intervenção no Iraque. No entanto, isso não bastou para ser poupada às ameaças terroristas da Al-Qaeda. Vários franceses foram raptados no Iraque e o país recebeu ameaças directas de atentados. A razão: a aprovação da lei que proíbe o uso de símbolos religiosos nos lugares públicos, conhecida por "lei do véu islâmico".

Alguém ainda acha que os terroristas precisam de desculpas? Ou afinal, tudo serve de desculpa aos terroristas?

publicado por Boaz às 18:38
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2005

Paralelos (que não se traçam)

Um ataque terrorista suicida matou ontem, 12 de Julho de 2005, 4 pessoas e feriu várias dezenas em frente a um centro comercial de Netanya, uma cidade israelita a norte de Tel Aviv.

Desde 5ª feira, os políticos e os cidadãos europeus e do resto do mundo ficaram chocados e mostraram o seu apoio ao povo britânico, vítimas colectivas do terrorismo. Quem é que entretanto mostrou algum apoio aos israelitas?

É melhor ficar por aqui...

publicado por Boaz às 17:10
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2005

Desconfiança em nome da segurança

Na Cidade Velha de Jerusalém

 
Quase 24 horas depois de ter saído de casa, estou em Jerusalém. Cheguei a pensar que não conseguia. Após uma noite sem dormir, no Aeroporto de Madrid - o voo de Lisboa chegou às 22 horas e o avião para Tel Aviv foi só às 8:35 - em que aproveitei para pôr a escrita e a leitura em dia, e um voo de quatro horas até Israel, fui "apanhado" pela segurança no aeroporto. Logo a saída do avião fui abordado por dois agentes da polícia.
Queriam saber porque estava em Israel. Turismo, não lhes parecia uma boa razão. Não ter uma reserva de hotel parece que ainda piorou mais a pintura. Expliquei-lhes que a oferta de hotéis israelitas nas agências de viagem em Portugal é muito limitada, já que este país não é um destino muito popular para portugueses. Ter vindo sozinho, não conhecer ninguém no país e não ter, no momento, um trabalho fixo, só fez aumentar a desconfiança. Um candidato ideal para shahid?
Fui levado para uma carrinha da polícia, onde me revistaram. "Am I being deported or what?" (ou seja "Estou a ser deportado ou o quê?") - perguntei a um agente. Fez uma cara estranha. Admito que "deportado" seja uma palavra sensível em Israel.
Minutos de espera enquanto conferenciavam em hebraico - que atrasado estou nas minhas aulas: só percebi umas palavrinhas aqui e acolá. Mais uns agentes que se juntam e todos conversam. O chefe de segurança do aeroporto é chamado - até o chefe! - e também faz as suas perguntas, as mesmas que os outros fizeram. Recebe as mesmas respostas. Só tive de ficar tranquilo, afinal as minhas intenções são as melhores e mostrar nervosismo iria comprometer definitivamente a situação.
As coisas melhoram e sou levado ao controlo de passaportes. Se é assim, devo ser admitido no pais, penso, se não, nem saía da zona internacional. Recebo o carimbo, mas a saga ainda não acabara.
Mais uma agente, mais umas perguntas repetidas. Vou recolher a bagagem na esperança que não a tenham confiscado e até feito explodir, por ter andado às voltas no tapete rolante, sem ninguém a reclamar. Lá estava, sossegada, já fora do tapete. Tive de a levar de volta a agente anterior, que ficara com o meu passaporte. Ainda posso ter de ir à revisão de bagagem. Outra agente - nova no serviço, diz-me - leva-me à sala de buscas, onde várias pessoas têm de esvaziar as suas bagagens. Lá, o chefe de segurança reconhece-me e diz-lhe que está tudo bem comigo, não preciso de ter a mala revistada. Estou safo. A agente-nova-ao-serviço acha que tive sorte. Com a minha curiosidade jornalística pergunto-lhe se episódios destes acontecem frequentemente. "A toda a hora", diz-me.
Não foi uma situação agradável, mas entendo-a perfeitamente. As ameaças são demasiado graves para que se deixe passar qualquer situação menos clara.
Dois autocarros depois - sim, andei de autocarro em Israel! - e eis-me em Jerusalém. À saída da Gare Central de Autocarros de Jerusalém, mais uma passagem pelo raio-X. A segurança também aqui é apertada. Há agentes com rádios de polícia em todas as paragens de autocarro. Consegui vaga numa pousada da Cidade Velha, a mesma onde estive há seis anos. A primeira coisa que fiz ao chegar ao quarto foi tomar um banho. Comi qualquer coisa e sentei-me a falar com outros hóspedes. Apesar de desejoso para andar pela cidade, em especial chegar ao Kotel, estava demasiado cansado.

Foram muitas emoções para um único dia. Há anos que não me deitava antes das 10 da noite. Ainda mal me tinha deitado, recebi um telefonema da minha mãe, preocupada em saber se tinha arranjado onde ficar. Pouco depois, o estourar do fogo de artifício. Começou a festa do Dia da Independência.

publicado por Boaz às 08:06
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2005

Houve um aperto de mão...

The 'Delphinarium' repeated

Há menos de um mês Ariel Sharon e Mahmud Abbas encontraram-se no Egipto a fim de relançarem o processo de paz entre Israel e a Autoridade Palestiniana.

Desde então o governo de Sharon - apelidado por tantos de racista, criminoso, brutal e outras coisas ainda piores - libertou centenas de prisioneiros palestinianos e prometeu libertar ainda mais; aceitou alterar o muro «de segurança» (para uns), «de separação» (para outros), «da vergonha» (para outros ainda, a maioria dos quais nunca puseram os pés naquelas bandas) para minimizar o impacto sobre as populações palestinianas, e continua decidido na retirada das tropas e dos colonatos de Gaza.

Neste clima de confiança que parecia que se havia gerado... do outro lado alguns dão sinal que não querem ver um fim ao ciclo de violência, sabendo que poderá hever resposta à sua própria violência.

E a Autoridade Palestiniana continua a dialogar sucessivamente com os terroristas.

publicado por Boaz às 19:44
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

Será desta?

Aperto de mão

Pode até parecer um gesto feito em esforço: Mahmud Abbas até tem de se apoiar na mesa para chegar à mão de Ariel Sharon, mas talvez seja o princípio de uma nova fase de entendimento entre o governo de Israel e a Autoridade Palestiniana.

E que - tal como nos tempos de negociações entre Barak e Arafat - o Hamas e a Jihad Islâmica não puxem o tapete aos que têm a vontade de fazer a paz.

NOTA: O Hamas depressa deu o seu a entender que não faz parte do acordo de cessar-fogo. Já hoje (5ª feira) o efectuou um ataque com mísseis Kassam sobre um colonato da Faixa de Gaza.

publicado por Boaz às 18:08
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005

Para lá do maniqueísmo e do politicamente correcto

Na última sexta-feira vi na 2: o programa "Causas Comuns". Normalmente é uma verdadeira seca, quer pelos temas que costuma apresentar, quer pelo tom sonolento dos convidados e ainda mais do apresentador. Desta vez surpreendeu-me pela positiva. O tema: o Médio Oriente. Os convidados eram a diplomata e investigadora Manuela Franco e Vasco Rato, do Instituto de Defesa Nacional.

Foi uma raríssima, se não mesmo única vez em que na RTP foi abertamente exposta uma explicação sobre o conflito entre Israel e os Palestinianos sem a usual tendência para o politicamente correcto e o maniqueísmo que reduz o assunto a um confronto entre o Bem e o Mal, as vítimas e os carrascos, os inocentes e os culpados, em que os primeiros são sempre os palestinianos e os segundos são sempre os israelitas.

E a prova bem eloquente desse simplismo que impera na análise do conflito israelo-árabe surgiu quando se mostraram várias opiniões de populares apanhados na rua. O vox populi não era mais que uma sucessão de lugares comuns e interpretações básicas, ingénuas mesmo.

Só é pena que o programa tenha sido na 2: e ao final da tarde, uma hora de tão pobres audiências. Noutro canal e noutro horário iria contribuir para informar os telespectadores que no caso do Médio Oriente, as coisas são mais complicadas do que aquilo que muitas vezes se apresenta.

publicado por Boaz às 16:56
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2004

Há coisas que não combinam

Ontem a Al-Qaeda ofereceu mais um dos seus "presentes" à Arábia Suadita, com a explosão de um carro armadilhado junto ao ministério do Interior, em Riade. Lembro-me de ter lido nas notícias, há já algum tempo, que em Fevereiro do próximo ano irá realizar-se, exactamente na capital da Arábia Saudita, uma conferência internacional para discutir o problema do terrorismo.

Ora, há aqui qualquer coisa que não bate certo. A Arábia Saudita é um país em que os seus governantes simpatizam abertamente com algumas das ideias típicas de grupos terroristas e patrocinam fortemente a expansão a nível mundial do wahhabismo, a versão mais radical do Islão. A que os taliban impunham no Afeganistão. Essa mesma.

Assim sendo, como é que se vai discutir - sem rodeios - o terrorismo, na Arábia Saudita, sem pôr em causa a ideologia que sustenta o próprio regime?

É tão surrealista como imaginar uma conferência sobre direitos das crianças, na Coreia do Norte, ou sobre liberdade de imprensa, em Cuba ou no Zimbabwe.

publicado por Boaz às 18:04
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

Mais do que semântica (I)

Terrorismo? Resistência.Terrorismo? Militância.

É costume ver tratados nas notícias factos cujas denominações são, muitas vezes, aligeiradas. Noutros casos, dá-se-lhes um nome bem distinto do que são na realidade.

Veja-se o caso do Iraque. Todos os dias há ataques à bomba. A maioria contra civis, como foi o caso de dois dos últimos atentados, cujos alvos foram pessoas perto de duas mesquitas, em Kerbala e Najaf. A isto se chama "acções da resistência". Há poucos dias, na BBC World verifiquei que aos autores destas acções se chama insurgents. Insurgent (insurgente, em português) quer dizer insubmisso, que se subleva.

As nossas televisões, em especial a RTP e a TVI, chamam-lhes tão simplesmente "rebeldes". Ora, rebelde e insubmisso é o que os pais normalmente chamam aos filhos que "saem da linha". Não creio que teimosia juvenil e ataques à bomba possam ser chamados da mesma maneira. Esses ataques são TERRORISMO. Puro e simples.

Mesmo o ataque há dois dias contra uma base americana em Mossul é terrorismo. Por muito que se possa discordar da invasão e da ocupação americana no Iraque, nem tudo é válido para lhe pôr fim. Os fins não justificam todos os meios. E é preciso não esquecer que os fins de Zarqawi, o "rebelde" jordano da al-Qaeda que lidera a "resistência" no Iraque, não são a paz, a democracia e a estabilidade. Não estamos a falar de imitadores dos franceses ou dos gregos que atacavam os nazis na II Guerra Mundial. Estamos perante criminosos que apenas procuram espalhar o terror e o caos.

O mesmo em relação ao Médio Oriente. Aos ataques de bombistas suicidas palestinianos contra autocarros, discotecas, mercados, restaurantes ou pessoas à saída de sinagogas chama-se "resistência". Os bombistas são "activistas" ou "militantes". No extremo, "radicais".

Não aceito este aligeirar das coisas. Em assuntos e factos bem menos sérios empregam-se os nomes mais graves. Aqui parece preferir-se um pretenso politicamente correcto ou um suposto distanciamento em relação às partes. Ou então é uma atitude de compreensão ou mesmo simpatia para com algo que eu não sou compreensivo. E muito menos simpático.

publicado por Boaz às 17:57
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2004

Don't cry for me, Palestina

Yasser_Arafat

Fontes oficiais palestinianas revelaram na passada quarta-feira que Yasser Arafat - esse lobo ex-terrorista, mal disfarçado em cordeirinho político - está gravemente doente, tendo sofrido um colapso e ficado inconsciente por diversas vezes. Metade dos médicos do mundo árabe romaram ao seu quartel-general e descobriram que tem um grave problema sanguíneo.

A mulher, Suha, abandonou por instantes o exílio dourado em Paris e fez o frete de voltar à miserável Ramallah para rever o marido, ao fim de 4 anos de ausência.

A França, sempre na linha da frente do apoio à causa árabe - e não há causa árabe maior que o próprio Arafat - ofereceu-se para tratar o enfermo em Paris e o Presidente Chirac disponibilizou o seu avião oficial para o transporte.

Os caciques locais vão desmentindo que o grande líder esteja nas últimas e até pedem aos jornalistas para não divulgarem notícias que não sejam baseadas em informações oficiais, para não alarmar as hostes. (Vê-se mesmo que não percebem nada de Comunicação Social!) Mesmo assim, apressam-se a em manobras de bastidores, na eventualidade de o cordeirinho já não durar muito tempo e é certo que vai haver luta feroz pelo seu lugar.

A quem Arafat fizer alguma falta, que corra depressa para Paris, para doar sangue, um rim ou mesmo o coração, a ver se salva o homem. Por mim, sou sincero: que se apague de vez!

E se pensarmos que, apesar daquela bendita queda, ainda não foi desta que Fidel Castro se foi reencontrar com Che Guevara, o ocaso de Arafat até não era uma má alternativa. Sempre era menos um ditador que, como é apanágio dos ditadores, nunca se preocupou com outra coisa a não ser com o poder e a fortuna pessoal.

Nota: Para uma outra imagem de Yasser Arafat, mais exactamente do seu valor: 1.3 biliões de dólares, para ser mais preciso.

publicado por Boaz às 14:51
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2004

Israel, o bicho-papão dos Árabes

Há uns dias, nas minhas pesquisas de notícias sobre o Médio Oriente na Internet, deparei-me com um artigo de opinião no diário saudita em língua inglesa Arab News. É verdade que, sendo um jornal saudita, não se pode esperar grande coisa, jornalisticamente falando, mas na verdade já lá tenho lido algumas notícias num tom que deixa o "liberalismo" da Al-Jazeera a milhas.

Da autoria de Hassan Tahsin e intitulado «Perigo da presença israelita no Iraque», o artigo espelha bem a ideia da "conspiração sionista" que anda por aí a fazer tremer o Mundo e que, para a generalidade dos Árabes - sem excepção das suas elites letradas, antes pelo contrário - é a base de todo o mal que acontece naquelas bandas. Aliás, tal ideia nem é de admirar, com a quantidade de exemplares dos «Protocolos dos Sábios de Sião» que por lá se vendem e com os currículos das escolas...

Segue-se a tradução do dito artigo, publicado em 6 de Setembro.

«Na década de 1940, as forças britânicas na Palestina permitiram aos gangues sionistas ocupar a Palestina. Isto resultou no estabelecimento do estado racista israelita que expulsou milhares de Palestinianos da sua terra e os transformou em refugiados.

A História, devemos temer, está a repetir-se. O Iraque está em perigo de lhe acontecer o mesmo.

Perguntamo-nos se as forças da coligação que invadiram o Iraque sem razão abriram a porta à imigração judaica no Iraque. Estarão eles a tentar criar um Estado judeu no norte do Iraque que é uma área rica em recursos naturais? Será esta a realização do sonho sionista de criar um Estado judaico do Nilo ao Eufrates? Tudo isto surge nos calcanhares da decisão israelita de forçar os Palestinianos que ainda restam para fora da sua terra, para nunca se estabelecer um Estado palestiniano e desafiar todas as iniciativas de paz.

Aqueles que seguem o que acontece no Iraque verão que Israel tem uma mão no país. A Mossad, os seus serviços secretos, tem muitos centros de operações em Bagdade e nas maiores cidades do Iraque; o seu trabalho é organizar actividades terroristas para garantir que o Iraque permaneça instável. Oficiais da Mossad também supervisionaram a tortura de prisioneiros iraquianos, uma vez que têm ganho tanta experiência na tortura dos seus prisioneiros palestinianos.

Esta informação deriva não de fontes árabes, mas americanas apoiadas em documentos. Uma presença israelita no Iraque é injustificada. Israel tem trabalhado a fundo para escalar os problemas entre o Iraque e a América. O alvo principal não é livrar-se de Saddam. As forças da coligação poderiam ter acabado com Saddam se assim o quisessem, após a guerra para libertar o Kuwait. Contudo, não o fizeram, escolhendo manter Saddam no poder e usá-lo como desculpa para permanecer na região. A principal razão para a recente invasão do Iraque foi destruir o exército e dividir o país em vários pequenos estados. Esta situação trágica é um verdadeiro convite para Israel entrar e usá-lo para alcançar os seus sonhos.

Porque invadindo o Iraque era primeiro que tudo benéfico para Israel, o Estado judaico jogou um importante papel mantendo a presença nas instituições decisórias do Ocidente, particularmente nos Estados Unidos, até à invasão. Seymour Hersh num artigo no The New York Times em 21 Junho escreveu: Existe uma forte presença israelita no Curdistão que pretende construir um forte exército regional curdo, capaz de equilibrar a crescente influência iraniana no Iraque e também equilibrar a milícia sunita do Baath no país. Os Curdos também serão usados para realizar operações na Síria e no Irão, de forma a destabilizar ainda mais a situação. Isto faz parte da preparação do estabelecimento de um Estado curdo independente que inclua todos os Curdos do Iraque, Irão, Síria e Turquia.

Uma vez sucedido, o caminho para o controle israelita do Iraque estará aberto; os Israelitas estarão prontos para fazer a guerra e chamar-lhe a "Segunda Guerra de Libertação" - com a primeira a ter sido a guerra que eles travaram para tomar a terra palestiniana. A penetração israelita no Iraque devia levantar o aviso de que a tragédia da Palestina se repita; isto seria inaceitável para todos. É uma ameaça à paz internacional e eleva o nível de perigo consideravelmente. O próprio Israel é a ameaça real à paz internacional.»

Só para acabar: desconfio que este tal de Hassan Tahsin também é daqueles que acredita que os Judeus foram avisados dos ataques de 11 de Setembro e que, por isso, ficaram em casa nesse dia... Ah, e que tudo aquilo foi obra da Mossad.

publicado por Boaz às 16:05
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Galeria de imagens da experiência como voluntário num kibbutz em Israel.


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