Domingo, 23 de Agosto de 2009

...Quem vier por bem

Quando abri o Clara Mente, há quase 5 anos (cinco anos!), não tinha ideia como iria correr esta pequena aventura pelo mundo dos blogues. Nem pensei que durasse tanto. A única propaganda que fiz do blog foi incluir o seu endereço no final dos meus e-mails, em tom de assinatura. O boca-a-ouvido fez o resto. Ao longo dos anos e dos artigos, fui ganhando alguns fãs.


A faixa original do Clara Mente.

Alguns anos passados, quando já havia deixado Portugal e o Clara Mente ter passado a ser quase exclusivamente sobre Israel e assuntos judaicos (ainda vou escrevendo um pouco de Portugal, nem que seja em termos de comparação com a minha realidade de outrora), o blog chegou a ser recomendado por duas vezes no portal de blogues do Sapo, o maior portal de Internet em Portugal. Na altura tive centenas de visitas inesperadas. É claro que a maior parte delas nunca mais voltaram. Afinal, tinham aqui entrado por engano, seguindo apenas o link no Sapo. Ainda assim, é possível que poucas tenham mesmo regressado...

Curioso em saber o que trazia os leitores desconhecidos até ao Clara Mente e de onde vinham, adicionei um pequeno componente na estrutura do blog que permite saber o país de cada pessoa que o visita. Não apenas detecta o país como também a cidade do visitante. De grandes cidades como São Paulo, Lisboa ou Londres, até lugares mais remotos como Chapecó (Santa Catarina, Brasil), Felgueiras (norte de Portugal) ou Sprinckange, no Luxemburgo. E, se chegou aqui através de uma busca em algum motor de busca, como o Google, o Sapo ou o UOL, consigo saber o que andou à procura.

Que mundo estranho!

Depois de analisar os dados que o tal componente me informa (só a mim), fico cada vez mais admirado com as coisas estranhas que as pessoas procuram na Internet. E ainda mais como é que elas chegam aqui procurando tais coisas!

Uma busca em temas judaicos e israelitas é absolutamente natural indicar o Clara Mente. Afinal, são esses os principais assuntos do blog. À cabeça das buscas nesta área estão as expressões "marrano", "blog marrano" e a angustiante pergunta "como saber se sou marrano?". O que não faltam são descendentes de anussim (conhecidos em português e espanhol pelo termo pejorativo "Marranos", que significa porco) a tentar descobrir as suas origens e como reencontrá-las. Chegaram ao artigo "Mais um (suposto) marrano". À procura de informação sobre o "hino de Israel", encontraram "Raízes portuguesas no hino de Israel". Até agora, básico.

A língua portuguesa e as suas diferenças entre os dois lados do Atlântico suscitam dúvidas. E toca a procurar no Google. A "diferença facto e fato", e o que é um "terno de portugual"? Quê? (Ah, só escreveram mal o nome atual da Lusitânia...) Os inquiridores saberão a resposta exata em "Facto é fato que é terno". A misteriosa expressão portuguesa "ora pois" intriga muitas mentes brasileiras e entram no blog por um artigo que eu espero que os esclareça, "Ora pois". Nem mais.

As coisas complicam-se quando alguém quer saber o que significa "tremor nas pernas" e encontram um artigo que nada tem a ver com tal sintoma de... alguma coisa. O mesmo se passa para quem padece de "dedos inchados e roxo", que encontra a história de uma queda por ter aleijado "O meu pé esquerdo". Começo a questionar-me seriamente sobre o método de busca do Google quando me deparo que alguém procurou "autocarro união do s´tão". Sim, de novo, assim mal escrito. E, estranhamente, um dos primeiros resultados é "Um autocarro para Moscovo" porque o artigo menciona autocarro, União Soviética e tem algures a palavra tão. Parece suficiente para ser encontrado.

A minúcia de quem quer achar uma agulha no palheiro que é a Internet é evidente em "estrutura e organizacão da polícia e seguranca publica na suéca e países escandinávos em 2009". Desculpe, deseja algo mais específico? Acho que não ficou muito informado sobre o assunto com o que escrevi em "Beleza escandinava", mas a verdade é que o indagador entrou por aí. Mais ainda em "blogs dos portugueses estudantes em roma de agosto de 2009". Sim, há gente interessada em encontrar algum estudante bloguista português que anda pela capital italiana. Não sou nem nunca fui estudante em Roma – ainda que a Cidade Eterna me fascine e gostasse de a visitar – e além disso passei o mês de Agosto de 2009 entre Alon Shevut e Jerusalém, tal como Julho, Junho, Maio, Abril...

Que há muita gente estranha no mundo, isso ninguém duvida. Que muita dessa gente estranha surfa na Internet também é sabido. O pior é constatar o que esta gente anda à procura. Exemplos: "como esvaziar a bagagem no perfect world ?" e "como preparar a mesa para uma sessao dos tov". Pois, eu também não entendi, mas foi isso mesmo que alguém procurou. No caso da bagagem, o Clara Mente aparece em primeiro lugar na lista dos resultados. No segundo, aparece em sexto. Houve ainda uma pesquisa por "oraçao para calar boca de falador". O anseio de uma alma desesperada por um milagre contra o tagarela encontrou o Clara Mente como o resultado mais promissor. Não perguntem como.

A minha curiosidade de saber quem aqui vem é genuína. Apesar de não ter muito feedback dos leitores, gosto de saber o que os traz por cá. A paixão – desde a infância – pela Geografia, leva-me a querer saber de que lugares deste nosso pequeno mundo chegam as pessoas que me vão lendo.

PS – Não se assustem os leitores que desejam o anonimato. O tal programinha que deteta de onde vêm e que buscas fazem, não permite saber quem são exatamente. E ainda menos lhes tira uma foto e a envia para a minha caixa de correio. Ainda.

publicado por Boaz às 20:30
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Nem para me coçar

Os dias continuam com 24 horas e isso significa que eu não tenho tempo para tudo. (Eu sei, não sou a primeira pessoa no mundo a queixar-se com falta de tempo). Tanta coisa para fazer...

Empacotar a casa para a mudar de sítio (são só uns 500 metros de distância, mas não dá para levar tudo nos bolsos). Escolher algumas mobílias, como o roupeiro do quarto e as estantes da sala, que a casa nova não tem... e não é nada prático manter a biblioteca em caixotes e a roupa em malas de viagem. Já nos estamos a preparar para a chegada do herdeiro da fortuna (Oh, oh!) e daí que já passámos horas e horas em lojas a escolher o carrinho de bebé, a banheira, as chupetas e a infinidade de coisas que um bebé precisa.

O e-mail de Dvar Torá da Yeshivat Hakotel vai de vento em popa. E como eu, além de escritor quinzenal do texto de Ética Judaica, sou o revisor, editor, montador de texto e a pessoa que carrega no botãozinho de "Enviar", todas as semanas... não me tem faltado trabalho. Agora até já tem uma versão em espanhol e por este andar, a coisa não vai ficar por aqui. Leitores de língua albanesa e cambodjana, preparem as caixas de correio electrónico!

O que sobra? Pouco, daí que apareça pouco por estas bandas para escrever mais uns artigos. Tenho vários na forja mas, como já dei a entender, o tempo não dá para tudo. Já entendi, a solução é dormir menos e correr mais. Vou tentar.

PS - Este artigo foi só mesmo para aliviar um pouco a pressão... Vai tudo bem. Tirando uma dorzinha de dentes, mas isso também passa.

publicado por Boaz às 02:00
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Domingo, 5 de Outubro de 2008

É apenas estatística

Há um ano apontei, por curiosidade, o número de visitantes que o Clara mente tinha recebido até então. A cifra era de pouco mais de 25,600. Hoje, conta mais de 56,000. Eu sei que os números valem o que valem, mas estes deixam-me, no mínimo, com um sorriso nos lábios. É impressionante saber que passou aqui tanta gente nos últimos 12 meses. Deixam poucos comentários, há que afirmá-lo, mas de vós, não posso exigir nada...

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publicado por Boaz às 21:24
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Domingo, 31 de Agosto de 2008

O porquê da coisa

Porque é que eu estou há três semanas sem dizer nada?

Estive em Portugal, sem tempo para escrever e além disso, sem internet. (Sim, parece que é mesmo possível viver sem ela durante algum tempo). Brevemente volto a esta casa. Já estou a preparar alguma coisa sobre esse regresso ao Rectângulo.

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publicado por Boaz às 23:51
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Ícone rachado

Recebi bastantes comentários ao artigo Natal sem Natal. Foi, em mais de três anos de Clara mente, o mais comentado de todos os meus artigos. Na altura respondi por e-mail – em vez de deixar a minha resposta na página dos comentários – a um dos meus melhores amigos de Portugal, autor de vários desses comentários.

Entendo a incredulidade de alguns comentários. Afinal, é normal uma pessoa sentir-se perturbada quando é posta em causa a estabilidade das suas bases. Mas não deixa de ser também estranho, já que, no caso católico, noutras situações, não parece fazer a mínima mossa aos tolerantes crentes quando a própria liderança de Roma declara que só o Catolicismo é a verdadeira fé. E, ainda mais quando reitera que, quem não acredita em Jesus como deus e salvador, não pode aspirar à salvação. Ao contrário dos não-oficiais jogos de xadrez judaicos na noite de Natal, declarações doutrinárias oficiais como estas, na própria voz do Papa, não são vistas como radicalismo. É apenas a verdade aceite e acima de qualquer discussão.


Pastor da IURD pontapeia a Senhora da Aparecida. Talibãs arrasam os Budas de Bamian.

Alguém até insinuou que o não aceitar Jesus como um homem de bem parece equiparar-se a um nível de fanatismo tal que, fosse eu muçulmano em vez de judeu e já andaria por aí, de cinto de explosivos amarrado à cintura, pronto a mandar uns infiéis para o Inferno.

O histórico ódio anti-judaico dentro do Cristianismo, traduzido em incontáveis actos de barbárie ao longo dos séculos, não é algo que deriva de franjas do próprio Cristianismo. É claro que a responsabilidade pelos actos cabe aos seus autores. No entanto, os interessados, busquem nos Evangelhos palavras do próprio Jesus contra os fariseus, os herdeiros do Judaísmo Rabínico. Para não falar de várias epístolas do apóstolo Paulo. Os anátemas anti-judaicos não surgiram apenas da boca de alguns papas, bispos ou padres mais "exaltados". Saíram da boca dos próprios fundadores do Cristianismo.

Para lá de uma figura religiosa, Jesus é o ícone cultural máximo do Ocidente. Pôr em causa o seu valor como homem e deus, atinge um nível de sacrilégio maior que a destruição das estátuas de Buda pelos Talibãs ou o bispo da IURD a chutar a Senhora da Aparecida.

PS – Apesar das críticas recebidas, não me sinto como um pequeno Salman Rushdie pós-Versículos Satânicos. E a excomunhão também está fora do meu alcance.

publicado por Boaz às 21:15
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Clarificação

Pela segunda vez, o Clara Mente foi seleccionado para os "Blogues em destaque" no portal de blogues do SAPO. Só para que conste, não conheço ninguém no SAPO e não faço a mínima ideia como funciona esse sistema de selecção de blogues para serem "destacados". Eu aqui só sei escrever e publicar os "posts", mais nada!

Vejo que há um aumento do número de comentários - normalmente os leitores são tão calados que só mesmo com uma "promoção" destas é que aparecem os feedbacks em maior quantidade.

A quem me "destacou": obrigado. Aos que estão por cá pela primeira vez - imagino que por acaso - que voltem se lhes agradou. Aos fieis - que os tenho, sim senhor - que não se assustem com a multidão ;o)

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publicado por Boaz às 21:33
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

Num click

Como era de esperar, tive reacções negativas ao artigo Um Mundo (quase) perfeito. Os mesmos a quem não convém que se abram os olhos para as atrocidades que alastram no mundo. Para lá das fronteiras de Israel.

Recebi vários comentários de um tal Antº. Tão honesto era o Antº que nem deixou contacto. Que falta de chá.

Ele é daqueles que parece não entender que basta um click para apagar um comentário que aqui deixem e que eu não ache decente. Sim, porque eu apago os comentários que não me agradam. É óbvio que são permitidas opiniões divergentes das minhas. Até as agradeço. No entanto...

Não sirvo, nem por esta via falo, em nome de outrem. Apenas de mim próprio. Por isso mesmo, não aceito ser veículo de mensagens de propaganda anti-Israel. Para esse tipo de mensagens – e isto é um conselho ao Antº e companhia – há milhares de outros blogues e muitos mais sítios na Internet, onde pode expressar sem limites as suas fúrias anti-israelitas junto com os camaradas dos Hamas, Fatahs, Hezbollahs, Al-Qaedas e malta simpatizante Neo-Liberal, Anti-globalização, Proto-globalização, Alter-globalização, Revisionista e outra do mesmo clube. Talvez por lá se cruze com Nasrallah, Ahmadinejad, Ken Livingstone ou até com o fantasma de Arafat.

Saiba que Israel não foi mais "artificialmente criado" do que a maioria dos estados do Mundo. Todos os de África e da América, a maioria dos da Ásia e até alguns da Europa (incluindo o estado de nuestros hermanos, artificialmente criado há 500 anos por via de um casamento de conveniência). Israel é e será uma realidade inultrapassável, por muito que procurem e inventem todos os argumentos para questionar a sua legitimidade. E só quando os Árabes aceitarem esse facto, é que daí poderá advir um caminho de paz. Até lá, a persistente negação da existência do Estado de Israel continuará a ser o maior dos obstáculos. E note-se que, ao contrário dos sucessivos governos de Israel nos últimos 15 anos, nenhum governo palestiniano realmente aceitou a existência de dois estados soberanos no território da Palestina do Mandato Britânico.

Basta assistir a um qualquer programa infantil na TV palestiniana ou abrir um qualquer dos seus livros escolares para entender qual é o quadro das relações com Israel e os Judeus que a liderança palestiniana pretende e assim continua a educar o seu povo.

Lições de democracia, creia-me senhor Antº, que caso realmente aprecie esse tipo de regime, tem muito mais a aprender com Israel do que com qualquer país árabe. E não digo que o estado das coisas ande perfeito em Israel. Mas, veja-se a Democracia que os Palestinianos escolheram. A do Hamas. Ah, desculpe. Esses é que são para si os bons. Ignore então este parágrafo...

Por fim, faça um favor. A si mesmo acima de tudo. Não me apareça por aqui para deixar verborreia como a que deixou, porque a minha reacção será a mesma das quatro vezes anteriores: um rápido e definitivo "Delete". Não me custa nada. Absolutamente nada, que tempo tenho de sobra e até a Internet tenho grátis. E tenham todos um bom dia.

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publicado por Boaz às 10:56
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

Dois anos depois, merecia ser Avenida

Para quem gosta de assuntos judaicos (e não só) escritos na boa língua portuguesa, de um ponto de vista bem fundamentado, de histórias e imagens magníficas, há uma paragem obrigatória na web: a Rua da Judiaria. Faz hoje dois anos.

É uma permanente inspiração para um bloguista modesto como eu (sem falsas modéstias).

Um grande abraço ao Nuno Guerreiro. De Jerusalém para Los Angeles. Mazel tov!

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publicado por Boaz às 13:35
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Sábado, 1 de Outubro de 2005

365 dias

E não é que passou um ano?

Um ano de blogue que me surpreendeu bastante. A princípio bem tímido. Com o tempo, um pouco mais seguro. Parece que quebrei a regra da grande maioria dos blogues. As estatísticas indicam que muitos duram apenas dois meses: o tempo médio até se esgotar a inspiração.

Obrigado a todos os que aqui entraram. Aos fãs. Aos que nem por isso. Aos que cá chegaram por acidente. Aos que depois disso cá voltaram. Aos incógnitos e aos que deixaram comentário. Aos que escreveram emails encorajadores. E aos outros.

Um abraço a todos. Prometo continuar a deixar umas postas.

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publicado por Boaz às 15:22
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Terça-feira, 21 de Junho de 2005

Acto de contrição

Na maioria dos casos, costumo admitir os meus erros quando os detecto ou me chamam a atenção sobre eles. Por isso mesmo, queria pedir desculpas ao Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, pelo meu comentário em relação à sua visita (de trabalho) ao Uganda, publicado no artigo anterior.

Ele trocou o mais que provável hotel de 5 estrelas na capital do país visitado por 2 noites numa tenda de plástico, entre os refugiados sudaneses no norte do Uganda, para assim chamar a atenção sobre a situação em que vivem e ter uma perspectiva mais próxima da sua realidade.

Sendo ele um alto funcionário da ONU e vendo-se que essa mesma ONU costuma brindar os seus dirigentes com luxos babilónicos à custa do seu limitado orçamento, presumi que ia cumprir os maus hábitos da casa. É bom ver que não foi este um desses casos. Perdoe-me então a precipitação na crítica.

publicado por Boaz às 14:26
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Domingo, 13 de Março de 2005

Parabenizar

Amanhã faz um ano um dos meus blogs favoritos, o Outsider. Há um ano que a Annie se dedica a mostrar o que a natureza tem de mais belo e, ao mesmo tempo, de mais simples.

Já vão um pouco atrasados, mas também aqui deixo os meus parabéns à Ana Albergaria por mais um aniversário do excelente Crónicas Matinais. Foi na semana que passou.

Obrigado pelos momentos excelentes que tenho, cada vez que entro nos vossos blogs e parabéns.

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publicado por Boaz às 21:32
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Domingo, 6 de Março de 2005

Mais uma boa razão

Como se não fosse já um grande blogue, o Rua da Judiaria passou a ter mais uma excelente razão para uma visita. Passou a publicar a banda desenhada judaica Shabot 6000.

É a história de um judeu ortodoxo que inventou um robô e que lhe vai ensinando os mistérios e tradições do Judaísmo.

Desculpem-me ser tendencioso, mas não há humor como o judaico.

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publicado por Boaz às 20:47
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2005

De volta à carga

Foi com prazer que verifiquei que o excelente Crónicas Matinais está de novo em actividade, depois de uma pausa da Ana Albergaria.

A autora continua sem o mínimo de politicamente correcto. E pronta a dar na cabeça a quem lhe critique os cozinhados ou lhe chame de fofinha. Palavras dela.

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publicado por Boaz às 21:35
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2004

Uma noite em claro

A noite passada não dormi. Não foram as insónias que, felizmente, não atacam muito para os lados da minha almofada. Por volta da meia-noite liguei o computador e escrevi o post anterior. Depois, já ligado à rede, fiz uns retoques estruturais no blog e fui navegar na blogosfera.

Andei pelos meus blogs favoritos: Aviz, Crónicas Matinais e Rua da Judiaria. Mais uma longa "caminhada". São sem dúvida três dos melhores blogs em português. Todos feitos por jornalistas portugueses, no estrangeiro. Como tenho de ter cuidado com os gastos telefónicos, carreguei as páginas - sempre enormes!!! - e depois regalei-me com a leitura, off-line.

O Aviz é um blog bem à altura do seu autor, o excelente jornalista e escritor Francisco José Viegas. Atento ao rectângulo lusitano, apesar do exílio brasileiro.

Crónicas Matinais, de Ana Albergaria, é o mais despudorado dos bons blogs nacionais. Digo eu. Entre as suas reflexões sérias, muito sérias por vezes, há momentos absolutamente hilariantes. Adoro o seu estilo apressado, nada light e de quem nunca se nega a uma boa pega de caras. Um verdadeiro bálsamo.

Por fim, Rua da Judiaria, o blog de Nuno Guerreiro (não, não é o da Ala dos Namorados, bolas!). Com apenas um ano, é já um monumento na blogosfera lusa. Um manancial de informação de um ponto de vista muito particular.

E foi assim que chegou a manhã. O gato miou à porta e eu fui abrir. Depois, tive mesmo de me deitar no sofá e passar pelas brasas. A repetir a dose. Talvez não pela noite dentro.

publicado por Boaz às 16:46
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2004

Clara Mente aberto

Ainda não há muito tempo, não tinha qualquer ideia do que era um blogue. Quando soube que tal coisa existia, o meu interesse também não foi assim tão grande. Mas, nisto como noutras coisas, o desinteresse deriva apenas do facto de não se conhecer o assunto. Bastou saber que um grupo de amigos mantinha um blogue, o 100 Papas na Língua, para eu encontrar um novo interesse e passatempo. Depressa quis entrar no grupo de "articulistas" do 100 papas.

Durante vários meses colaborei com o dito blogue, entusiasmado com a ideia de expressar ideias e poder receber, quase imediatamente receber o feedback. Até chegar o momento em que achei que devia seguir um caminho diferente, num local mais "meu".

Aí decidi abrir o Clara Mente. Não tenho grandes pretensões com este local. Até porque não sei o que hei-de esperar desta experiência. Apenas posso garantir que não me faltam interesses: desde a política portuguesa à internacional, da ecologia à religião - em particular a judaica, claro.

Não tenho intenções de ser um escravo deste lugar, pelo que não prometo uma frequência de escrita diária. Nem a minha disponibilidade para estar online o permite nesta altura.

Como pessoa independente que sou, não terei o mínimo problema em expressar as minhas opiniões sobre o que quer que seja. Qualquer coisa que escreva (excepto quando citando outrem) será sempre a minha opinião pessoal. Não sou embaixador de ninguém nem de nada a não ser de mim mesmo.

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publicado por Boaz às 04:45
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Perfil do autor. História do Médio Oriente.
Galeria de imagens da experiência como voluntário num kibbutz em Israel.


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