Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Beleza escandinava

Era para ser apenas mais um jogo de ténis. Israel defrontava a poderosa Suécia no escalão principal da Taça Davis, a mais importante competição internacional de ténis masculino por equipas. A realizar em Malmö (lê-se "Malmou"), a terceira cidade da Suécia, com várias semanas de antecedência percebeu-se que aquele não iria ser apenas uma partida de ténis. A organização do torneio recebeu ameaças contra a presença dos atletas israelitas. Pouco mais de um mês após a operação "Chumbo Fundido" em Gaza, houve apelos ao boicote ao jogo com a equipa de Israel.

O boicote desportivo de Israel foi demonstrado recentemente pelo Dubai, quando recusou conceder um visto à tenista israelita Shahar Peer para participar no Torneio de ténis da cidade, um dos mais importantes do calendário da modalidade. A organização alegou que a recente operação militar em Gaza iria suscitar sentimentos negativos por parte dos fãs do ténis, contra a presença de atletas israelitas. Contudo, face à enorme controvérsia levantada e sob ameaça da suspensão do Torneio do Dubai do próximo ano, foi concedido um visto ao tenista israelita Andy Ram.

No caso sueco, o facto de a população de Malmö ser composta em quase 40% de imigrantes, a maioria muçulmanos, não foi alheio à massiva campanha anti-israelita intitulada "Parem o Jogo". Houve propostas para mudar o local da partida para outra cidade sueca. Porém, a organização recusou. Ao mesmo tempo, a polícia local declarou-se incapaz de garantir a segurança dos fãs israelitas. Daí que a "solução" foi a realização dos jogos à porta fechada. Para lá do IKEA, fica provada mais uma vez a eficiência sueca.


Malmö: Manifestações nas ruas e o estádio vazio.

No dia anterior aos jogos, houve violentas manifestações anti-Israel na cidade, com cerca de 7.000 participantes. O ambiente era tenso. Apenas um grupo restrito de 300 espectadores foi permitido de presenciar as partidas. Para a história, além da vergonhosa ingerência da política no torneio – política e desporto, digam o que disserem, andam sempre de mãos dadas – ficou a vitória de Israel. Os atletas israelitas foram recebidos como heróis em casa. Já a Suécia e a sua arrogância ficaram a cuspir pó após a derrota face a uma equipa israelita tecnicamente muito inferior.

Este é apenas um dos episódios da recente vaga anti-israelita na Escandinávia. Já esta semana, uma equipa de 45 lutadores israelitas de taekwondo que deveria participar num torneio também na Suécia, foi avisada para ficar em casa. De novo, as autoridades disseram que "não poderiam garantir a segurança" dos atletas e dos fãs que os acompanhassem.

Na vizinha Noruega, durante as semanas em que durou a operação militar israelita em Gaza, realizaram-se algumas das mais numerosas e virulentas manifestações anti-Israel em toda a Europa. Nos jornais noruegueses são comuns as notícias e os artigos de opinião (muitas vezes é difícil distinguir os dois tipos) declaradamente contra Israel. O mais famoso escritor norueguês da actualidade, Jostein Gaarder (autor do best-seller O Mundo de Sofia) é um dos mais ferozes intelectuais anti-Israel no país.

Esta hostilidade contra Israel traduz-se também em ameaças aos judeus suecos e noruegueses. Os ataques contra sinagogas têm aumentado de frequência. Em várias ocasiões, artistas têm realizado livremente actuações de carácter visivelmente anti-semita. Em 2004, um museu de Estocolmo exibiu a peça Branca de Neve e a Loucura da Verdade, em que glorificava uma terrorista suicida palestiniana que tinha morto 22 pessoas num café de Haifa. A exposição era coordenada por uma conferência pública sobre a prevenção do genocídio. Na Noruega, o comediante Otto Jespersen, numa das suas rotineiras actuações na televisão pública troçou: "Eu gostaria de aproveitar a oportunidade de lembrar todos os biliões de pulgas e piolhos que perderam as suas vidas nas câmaras de gás alemãs, sem terem feito nada de errado a não ser viver em pessoas de origem judaica". Na ocasião, uma queixa foi feita por um cidadão judeu contra o comediante. O artista recebeu o apoio declarado dos colegas e da televisão pública.

Historicamente, a Suécia e a Noruega, tidas como países liberais e defensores de nobres causas, têm um registo secular de anti-semitismo. Em 1685, o Rei Carlos XI da Suécia passou uma lei proibindo os Judeus de viver no país "pelo perigo da eventual influência da religião judaica na pura fé evangélica". Leis especiais anti-judaicas existiram na Suécia até meados do século XIX. No caso da Noruega, os Judeus foram oficialmente proibidos de residir no país durante mais de 800 anos, até ao século XIX.

Durante a Segunda Guerra Mundial, as autoridades da Noruega forneceram aos Nazis (que ocupavam o país) as listas dos membros da minúscula comunidade judaica. Mais de 700 judeus noruegueses morreram em Auschwitz. A Suécia, neutra durante a Guerra, acolheu a pedido da Dinamarca a quase totalidade dos judeus dinamarqueses, marcados para a morte pelos Nazis. As acções heróicas do diplomata Raoul Wallenberg, que salvou milhares de judeus húngaros da deportação, garantiram um bom-nome à nação.

Preso pelo Exército Vermelho depois da Guerra, Raoul Wallenberg desapareceu na escuridão do Gulag (o sistema soviético de "reeducação", eufemismo para campos de concentração e de trabalhos forçados). Numa desconhecida vala-comum onde jazerá, algures na Sibéria, o cadáver de Raoul Wallenberg deve revolver-se, perante o estado a que chegou a grandiosa democracia escandinava.

publicado por Boaz às 13:28
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

O luxo da verdade

É um caso raro de lucidez e coragem política. O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa, país que assume a nova – a partir de hoje – presidência em exercício da União Europeia, defendeu sem rodeios o direito de Israel de se defender contra o Hamas.

Numa entrevista ao diário checo Mlada Fronta Dnes, Karel Schwarzenberg disse: "Vejamos uma coisa: o Hamas aumentou abruptamente o número de mísseis disparados contra Israel, desde que o cessar-fogo terminou em 19 de Dezembro. Isso não pode continuar a ser tolerado."

Enquanto muitos líderes mundiais se limitam a lamentar o grande número de baixas civis, o ministro dos Negócios Estrangeiros checo tem a perspicácia de expor os factos como eles são: a estratégia do Hamas de colocar as suas bases e depósitos de armamento em áreas densamente povoadas é a razão para o crescente número de mortos palestinianos.

E acrescentou: "Porque eu sou um dos poucos que tem expressado compreensão para com Israel?... Eu estou a desfrutar do luxo de dizer a verdade".

Outros, como o Presidente francês Nicolas Sarcozy, anterior presidente da União Europeia, não tiveram a mesma coragem de sacudirem dos ombros o peso do tão hipócrita discurso "politicamente correcto". De certo, pelo medo que, de novo, a França seja incendiada pela populaça magrebina suburbana.

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publicado por Boaz às 19:29
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Batatinhas contra o boicote

Parece que duram os boicotes das universidades inglesas contra as universidades e professores israelitas, e da União dos Jornalistas Ingleses contra os produtos israelitas. Há já algumas décadas que dura o boicote de muitos países árabes a tudo o que tem a ver com Israel.

Mas a realidade tem destas ironias e Israel, mesmo sem nadar em petróleo e sob o embargo do Mundo Árabe, nas últimas décadas cresceu ao ponto de ser um dos países mais desenvolvidos do Mundo enquanto a generalidade das nações árabes, mesmo ensopadas em petróleo e para lá dos palácios sumptuosos dos seus sultões, príncipes e ditadores, dos hotéis de sete estrelas e outros luxos das Arábias, continuam tão atrasados como sempre foram.

Em alguns países da Europa, grupos de cidadãos organizam boicotes aos produtos israelitas nos supermercados, colando uma muito politicamente correcta etiqueta pró-palestiniana em cada laranja israelita que encontram à venda. É uma espécie de queima-da-sapatilha-indonésia-na-praça-pública que aconteceu há uns anos em Lisboa, em protesto pela ocupação indonésia de Timor-Leste. Salvo a comparação (das ocupações).

Ora, em Portugal não existe nenhum boicote a Israel, mas também é verdade que por cá não é muito comum encontrar bens (marcados como) israelitas à venda. Todavia, sempre se encontra alguma coisa. No supermercado já encontrei pelo menos toranjas, meloas, mangas e batata-doce.

E ainda ontem a minha mãe me disse ter encontrado há uns meses umas batatas israelitas que até eram muito boas.

Ora bem meus caros paspalhos ingleses, à batatada se vence o boicote.

publicado por Boaz às 15:26
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Adeus Europa

Num recente artigo do Jerusalem Post em tom gritante mas factualmente negro, o colunista Michael Freund apresentou factos que representam muito possivelmente o maior problema na Europa actual: o perigo de extinção. Essa extinção não é a de uma qualquer espécie animal rara, mas da própria Europa, da sua identidade tal como a conhecemos actualmente. E que tradicionalmente tomamos como a "moderna identidade europeia" forjada nos últimos séculos, desde talvez a Revolução Francesa.

O primeiro dos problemas apresentados por Freund é a evidente diminuição da fertilidade na população europeia. Um estudo da Rand Corporation revelou que as taxas de fertilidade estão em queda e os tamanhos das famílias a encolherem de década para década. Em todos os estados-membros da União Europeia, as taxas de fertilidade estão abaixo do valor de 2,1 filhos por mulher, o limiar absoluto de manutenção populacional. E este desastre silencioso alastrou por toda a Europa em apenas 20 anos.

No fundo da escala estão a Espanha, a Itália e a Grécia, países que há 30 anos tinham mesmo algumas das mais altas taxas de fertilidade do Velho Continente. Hoje, apresentam um valor a rondar os 1,3 filhos por mulher. Só no caso de Itália, a manter-se esta situação, a população descerá em mais de 1/3 nos próximos 25 anos. Na Alemanha, 30% das mulheres simplesmente não têm filhos. Nenhum.

Em 15 dos 27 estados da EU o número total de mortes anuais já excede o número de nascimentos. Na Europa, em termos absolutos, em 2004, morreram mais pessoas do que as que nasceram. Os cemitérios enchem enquanto as maternidades e os infantários têm cada vez menos demanda.

Federação das Repúblicas Islâmicas da Europa?

A par desta tragédia, um outro facto acontece paralelo e que significa só por si uma extrema alteração no panorama global da Europa: ao mesmo tempo que os Europeus caminham em direcção ao declínio, a população muçulmana na Europa Ocidental está em larga expansão.

Como refere Mark Steyn no seu recente livro América Alone, "Qual é a população muçulmana de Roterdão, Holanda? Quarenta por cento. Qual é o nome de bebé mais popular na Bélgica? Mohammed. Em Amsterdão? Mohammed. Em Malmoe, na Suécia? Mohammed." Em Inglaterra e Gales há hoje mais bebés chamados Mohammed do que George. Referindo-se a este facto com a tradicional ironia britânica o Daily Telegraph, disse que ele reflecte a diversidade étnica da população.

Se é verdade que com estes dados, a diversidade é a verdade mais evidente e até colorida, por outro lado também representa já a curto e inexoravelmente a longo prazo, uma mudança profunda em toda a paisagem humana do Continente.

E essa mudança cada vez mais veloz pode não ser - e não creio que realmente seja - a favor da Europa que conhecemos hoje. O Islão é, sem dúvida, a religião que mais cresce na Europa (e, já agora refira-se que também nos EUA). Projecções de um departamento federal dos EUA indicam que os 20 milhões de muçulmanos na UE, irão duplicar até 2025.

Como notou o autor Bruce Bawer em While Europe Slept (Enquanto a Europa Dormia, muito a propósito), em várias regiões da Europa Ocidental, 16 a 20% das crianças são hoje muçulmanas. Ou seja, num par de gerações vários estados europeus terão maiorias islâmicas.

Que implicações têm todas estas realidades no futuro da Europa? A tendência, numa sociedade onde desponta uma nova minoria em rápido crescimento, é o consequente crescimento das reclamações políticas e sociais dessa minoria. Aos poucos haverá mais e mais parlamentares representantes da minoria nos parlamentos da Europa (actualmente já existem em países como a França, Reino Unido ou Alemanha).

Mesmo num quadro em que os governos europeus decidam agir em favor da reversão da situação actual, e o consigam realizar, o que parece altamente improvável, os seus primeiros e discretos resultados aparecerão várias décadas antes de os seus efeitos sejam realmente sentidos.

E no entretanto, por força da sua influência crescente, a lei nacional tenderá por um lado a considerar acomodar costumes e regras da lei islâmica, actualmente não muito bem vistos pela sociedade europeia, como sejam o papel da mulher e da família. Por outro, os líderes políticos serão forçados pela opinião pública tradicional a ignorar a demanda dos seus cidadãos muçulmanos em reconhecer esses novos costumes como lei.

Inevitavelmente, o crescimento de uma cultura tomada na maior parte do Continente como "externa" e em parte "hostil" ou até "contrária" à cultura europeia irá causar reacções de oposição da população tradicional dos países. E como a evolução da situação é, inexoravelmente, para o crescimento da população muçulmana e decréscimo acentuado da população original, o panorama será certamente um conflito aberto. Num termo: guerra civil.

Para Israel, isso significa apenas o consumar de um processo já actualmente em curso: a tendência do alinhamento da Europa com o Mundo Árabe e a oposição a Israel. Até já há franjas da classe política na Europa que discutem (mesmo que discretamente) a legitimidade da existência de Israel.

Todo o panorama externo da Europa irá mudar. Já vemos isso hoje. O tradicional alinhamento Europa-EUA em muitas questões internacionais já não é hoje um facto seguro. A tendência será um desvio cada vez maior nos pontos de vista dos dois lados do Atlântico.

Imaginemos o que aconteceu aos índios na América, os africanos ou os indianos, com a chegada repentina dos brancos há alguns séculos atrás. Toda as culturas foram eternamente e drasticamente alteradas. Secções importantes desses povos pura e simplesmente desapareceram. Agora imaginemos um panorama idêntico mas em que é a cultura europeia a que está sob um implacável e imparável ataque. Toda a História é, sem dúvida uma eterna transformação. Nada é estático. Chegou a hora da Europa passar para a parte decrescente do gráfico.

Como concluiu sarcasticamente Michael Freund a sua crónica: "se nunca viu a Torre Eiffel ao vivo, é melhor não adiar muito. É que, antes que dê por isso, ela pode bem virar um minarete."

publicado por Boaz às 10:27
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2005

Very British

Depois dos ataques em Londres, os britânicos deram uma lição ao Mundo, no modo como reagiram ao terrorismo. Foi absolutamente extraordinária a forma serena como os londrinos se portaram, nos momentos imediatos ao ataque. Admirável, a calma com que as pessoas prestavam declarações aos jornalistas, mesmo as pessoas feridas.

De salientar também a cobertura mediática dos acontecimentos pelos media britânicos, habitualmente sedentos de escândalos. Evitou-se a ânsia pelo sangue e a dor, que faria certamente as delícias dos instigadores do ataque, a admirarem atentamente os resultados da sua obra pela televisão.

Foi a melhor maneira de mostrar a sua superioridade de carácter face aos terroristas. O terror regozija-se com o pânico, o sangue e as lágrimas. Os canalhas não poderiam ter recebido maior derrota.

Como talvez nenhum outro povo, os britânicos sabem demonstrar a sua honra. Em especial na adversidade. Poucos dias após os atentados, a multidão nas ruas de Londres a participar nos festejos dos 60 anos do fim da II Guerra Mundial, foi um magnífico sinal de resistência.

publicado por Boaz às 16:41
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Terror, a convivência possível

Ontem o medo e morte em larga escala chegaram mais perto de nós. Em Londres. A escassas horas de voo. No mesmo fuso horário. Não foi em Bagdade ou em Jacarta, locais bem mais distantes, em todos os sentidos da palavra "distante".

Quando os ataques são no Iraque, na Indonésia ou em Israel, vemo-los normalmente como factos suficientemente longínquos para, em grande medida, nos passarem ao lado. Mas não em Londres. Ou em Madrid. Nesta nossa Europa tão dividida em tantas coisas, em momentos como estes, é como se fossemos um único povo. Um único país. Como se Londres fosse tão "nossa" como é Lisboa.

Nos comentários aos ataques terroristas retive em particular o do General Loureiro dos Santos. Disse ele que "no futuro, teremos de encontrar um nível de convivência possível com o terror". Como é possível conviver - viver com - o terror? Admiti-lo como tão normal que condicione toda a nossa vivência diária?

Conscientes da impossibilidade de prever e evitar todas as acções terroristas, passaremos a encarar o terror como uma coisa que nos pode acontecer como qualquer outra casualidade. Passará a ser exactamente isso, uma casualidade? Adaptados a um estado policial, integraremos nas nossas rotinas coisas hoje aparentemente tão absurdas como ter de passar por um detector de metais em cada ida ao restaurante, ao supermercado, ao banco, aos correios, ao cinema. A ver em cada paragem de autocarro um polícia de rádio na mão, em diálogo com outros polícias em permanente estado de alerta. Habituar-se a que, a qualquer momento, o trânsito seja cortado nas nossas ruas, por causa de uma suspeita.

Em nome do bem comum e da essencial segurança que garante o nosso modo de vida, teremos de abdicar de certas liberdades, bem mais importantes do que simplesmente termos de abrir as carteiras à entrada do café.

Os terroristas usam a seu favor as liberdades que conquistámos nas nossas sociedades. É provável que tenhamos de abdicar de algumas delas para os conseguir vencer. E isso é o mais terrível nesta história. Significa que são eles que nos vencem, porque dominam o nosso modo de vida. Porque nós teremos de mudar, enquanto eles continuarão sempre iguais ao que sempre foram. Inflexíveis.

Em Londres, Nova Iorque, Madrid ou Telavive, são irrelevantes as caras e as causas que se escondem por detrás do terror. Toda a busca de justificações para o que se passou ontem em Londres é tão repudiável como o próprio atentado, porque isso significaria admitir que eles - quem quer que sejam - possam estar certos nos seus actos, que as suas pretensões sejam justas e logo, válidos os seus métodos. Nenhum terrorismo é merecedor de crédito, pois causa alguma justifica a barbárie indiscriminada que é a própria essência do terrorismo.

publicado por Boaz às 03:45
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